domingo, 17 de maio de 2009

Quitandas sabor Congonhas

Antes das 9h de hoje já estava com o pé na estrada para conferir logo cedo a nona edição do Festival da Quitanda de Congonhas. Mesmo feioso a princípio, o dia nublado não impediu que o evento se mostrasse uma festa alegre e autêntica, frequentada por todo tipo de gente. Bem organizadas no belo e amplo espaço da romaria, as barracas ofereciam boa variedade de quitutes, boa parte delas com fundamentais porções separadas para degustação. Gostei do que vi e de muito do que provei. Para quem não foi, recomendo como programa imperdível ano que vem. Pena que depois de experimentar tanta coisa, fiquei sem ânimo de conferir se a comida do restaurante Cova do Daniel, ali do lado, ainda era boa.

Comecemos pelas rosas de broa com goiabada, primeiro quitute em que botei os olhos quando cheguei ao festival:



Para quem nunca viu, é mais ou menos assim que se faz rapadura. Deu até para tomar uma garapinha gelada, antes que fosse levada a borbulhar nesse interessante caldeirão de barro:



O bom e velho pão de queijo, é claro, estava lá. Comi com um pedaço de pernil dentro!



Esse delicioso bolinho de mandioca com queijo me fez pensar que deve haver algo de errado com aquele bolinho de mandioca com parmesão do Bar do Véio, que comi na sexta à noite e achei meio borrachudo e molengo. Além de muito gostoso, esse bolinho estava sequinho e cremoso:



Afinal, qual foi a quitanda vencedora do ano passado?



A imaginação do povo de Entre Rios de Minas vai longe:



O curioso e gostoso chips salgado de banana verde:



O "aquário" de pamonhas (e elas estavam ótimas):



Meu primeiro suco de milho. Temi que fosse enjoativo, por isso pedi só um copo. Me arrependi! É delicioso: cremoso, geladinho e doce. E o melhor: é feito em BH! Vou procurá-lo por aqui. A marca é Pamonhas de Minas e o telefone, (31) 3333-0021.



Os pastéis de angu da Dona Inês, que veio de Itabirito, foram motivo de uma das filas mais demoradas do festival. Mas valeu esperar. Experimentei os de carne, frango e queijo - achei esse último o melhor. Perguntei se era ela quem fazia os pastéis e ela chutou minha canela: "Ninguém põe a mão nos meus pastéis!". Orgulhosa, contou que já foi filmada durante o preparo dos pastéis e que esse vídeo foi transmitido durante vôos da Gol. Fora as aparições em matérias de TV e de uma tal receita sua de pastel que sabe-se lá como foi parar no Japão. Dona Inês agora é do mundo!



Essa foto eu tirei do lado de fora do festival. Reparem bem no nome da batida que está escrito abaixo da palavra "choconhaque":

4 comentários:

  1. Oi Eduardo, cê aproveitou bem, heim... e aquele suco de milho... que que é aquilo??? delicioso mesmo.
    Faltou vc botar uma foto da minha barraquinha ai no seu blog, hehehe... foi um sucesso a venda do livro Quitandas de Minas, pena que o povo congonhense não é muito de leitura, vendi muito pra pessoas de fora! Abraços. Rosaly

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  2. Aproveitei demais, Rosaly! Nem deu para almoçar depois... Gostei tanto da festa que já a recomendei para uma porção de gente que não foi! Pois é, aquele suco de milho estava uma coisa de louco mesmo. Parabéns pelo livro e que ele continue vendendo bastante! Abraços.

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  3. José Jarbas Jorge16 de janeiro de 2010 14:02

    Eduardo,venha degustar nossa Cachacanela e Cachacaxi (entre outras tipos de cachaças especiais) em nossa feirinha semanal de produtos orgânicos: todo sábado pela manha, na praça central de Entre Rios. Será um prazer recebe-lo.
    José Jarbas Jorge
    Entre Rios de Minas
    josejarbasjorge@yahoo.com.br

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  4. Olá, Jarbas!

    Muito obrigado pelo convite. Será um prazer!

    Abraços.

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