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terça-feira, 15 de junho de 2010

Ganhe um queijo canastra na internet

Acabo de receber e-mail da Sertãobras comunicando a mais nova ação da entidade: sorteio de um queijo canastra feito com leite cru toda semana durante os próximos dois meses. É claro que isso não é oba oba, a ideia por trás da promoção é defender a legalização do queijo de leite cru, conscientizando as pessoas dos seus benefícios. Daí o mote da campanha ser "Eu ♥ queijo de leite cru".


Para participar, basta deixar o comentário “Eu ♥ queijo de leite cru” no site da Sertãobras e sua opinião sobre o tema ou, se for usuário do Twitter, dar RT no post "RT @sertaobras Eu ♥ queijo de leite cru". Os nomes dos sorteados serão divulgados sempre no site da Sertãobras, toda sexta-feira, às 17h.

Eis as linhas gerais da coisa toda, tal como recebi, sem tirar nem por:

No Brasil, o queijo de leite cru foi considerado patrimônio imaterial da Cultura. Mas infelizmente, a legislação sanitária vigente não favorece que o sabor singular do queijo da Serra da Canastra alcance os quatro cantos do país, pois exige um período mínimo de maturação de 60 dias, contados a partir da entrada do queijo artesanal fabricado com leite cru na fazenda em entreposto inspecionado pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). Assim, a legislação federal tornou-se inadequada à realidade, pois os produtos mais comercializados atualmente são os queijos frescos, com um máximo de maturação de 21 dias.

Até 1952, o prazo mínimo exigido para o queijo ser comercializado após produzido era de 3 dias para o queijo Minas frescal e de 10 dias para os outros tipos. Estes prazos foram alterados pela portaria 146 de 1996 para um mínimo de 60 dias, em temperatura superior a 5o graus, para todos os queijos fabricados com leite cru. Essa legislação "pasteuriza" não só o leite, mas nossa cultura tradicional de produção de queijo de leite cru, e contribui para a informalidade da cadeia do queijo.

A legislação da Defesa Sanitária Animal (referente aos programas de erradicação e controle de brucelose e tuberculose), o Programa de identificação individual oficial de bovinos (SISBOV) e a legislação tributária em relação ao ICMS tratam de igual modo pequenos e grandes produtores, grandes indústrias e pequenos produtores artesanais.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Depois do Valter, agora é a vez do Zé Mário



Outro dia falei que havia comprado um queijo canastra fenomenal na Loja do Itamar, no Mercado Central. Cheguei lá indicado por um amigo conhecedor do assunto, que havia me indicado o queijo do Zé Mário quando eu disse que queria um que fosse feito com leite cru. Não tinha e acabei levando o do Valter, que se revelou excelente! Há pouco mais de uma semana estive novamente na loja e encontrei o danado, que é feito lá em São Roque de Minas! Só que não o levei no tamanho tradicional (cerca de 20cm de diâmetro), e sim na versão "Serra da Estrela": pequenininho, com não mais do que quatro dedos de diâmetro. Só falta prová-lo!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Valtinho, para os íntimos

Acabo de receber do amigo Rusty Marcellini essas fotos, feitas por ele mesmo na fazenda Medeiros, na cidade mineira homônima, onde é feito o maravilhoso queijo canastra artesanal do Valter, objeto de post que escrevi hoje de manhã. Rusty esteve lá recentemente porque está empenhado num projeto muito bacana, chamado O mineiro e o queijo. Trata-se de um documentário em longa metragem, do qual é o responsável pelas pesquisas e 1º assistente de direção. O diretor é Helvécio Ratton (O Menino Maluquinho, Uma onda no ar, Batismo de sangue). Leitor dedicado deste blog que é, Rusty cometeu a gentileza de me presentear com três imagens preciosas que fez por lá. Valter, ou melhor, Valtinho, é o da esquerda:


Rusty, que o conheceu, disse que é uma figura ótima, bem humorada. Como é possível ser mau-humorado morando numa fazenda dessas?


Reparem no verde dos morros lá atrás. É lindo. Imaginem se o tempo estivesse aberto na hora da foto! E essa é a queijaria, onde aquela beleza de queijo canastra é feita:

Um canastra para chamar de meu

Esta semana fui ao Mercado Central para comprar umas coisas que precisava. Demorei umas quatro ou cinco passadas em frente a queijarias para lembrar que há muito tempo desejo comprar um bom queijo minas artesanal, feito com leite cru. Indicado por uma amigo que entende do assunto, cheguei a Loja do Itamar (corredor J, 19; 31 3274-9535) e pedi pelo queijo canastra do Zé Mário. Não tinha! O pessoal que me atendeu disse que eu poderia levar o do Valter, que era praticamente o mesmo, já que pertenciam a mesma associação. Desconfiado, fiz mais perguntas e provei um pedacinho. Convencido, levei para casa uma peça inteira, que me saiu por R$ 21.


Que coisa maravilhosa... Massa firme, mas macia. Aroma pungente. Sabor rico e marcante, sem ser muito salgado, nem ácido demais. Persiste na boca. Uma coisa!

O Valter em questão é Valter Caetano Leite, da fazenda Medeiros, na cidade de mesmo nome. Dois selos vêm colados no plástico que envolve o queijo: um que atesta se tratar de um queijo minas artesanal canastra elaborado com leite cru, incluindo logotipos da Aprocan (Associação dos Produtores de Queijo Canastra) e Aprocame (Associação dos Produtores de Queijo Canastra de Medeiros); e outro com dados específicos do produto e do produtor, como número do lote, cadastro no Instituto Mineiro de Agropecuária, telefone e informação nutricional.

No segundo selo há a seguinte instrução: "Retirar da geladeira uma hora antes de consumir". No entanto, estou seguindo as recomendações do amigo e dos vendedores da Loja do Itamar, ou seja, embrulhando o queijo num pano de prato e deixando-fora da geladeira. Três dias já se passaram e sua casa está começando a amarelar de fora para dentro. Talvez eu corte um pedaço para deixar na geladeira e fazer comparações. Por enquanto, só tenho a dizer que o sabor continua fantástico e que esse tipo de produto me dá muito orgulho de pertencer ao mesmo estado do Valter.