Esta semana fui ao Mercado Central para comprar umas coisas que precisava. Demorei umas quatro ou cinco passadas em frente a queijarias para lembrar que há muito tempo desejo comprar um bom queijo minas artesanal, feito com leite cru. Indicado por uma amigo que entende do assunto, cheguei a Loja do Itamar (corredor J, 19; 31 3274-9535) e pedi pelo queijo canastra do Zé Mário. Não tinha! O pessoal que me atendeu disse que eu poderia levar o do Valter, que era praticamente o mesmo, já que pertenciam a mesma associação. Desconfiado, fiz mais perguntas e provei um pedacinho. Convencido, levei para casa uma peça inteira, que me saiu por R$ 21.
Que coisa maravilhosa... Massa firme, mas macia. Aroma pungente. Sabor rico e marcante, sem ser muito salgado, nem ácido demais. Persiste na boca. Uma coisa!
O Valter em questão é Valter Caetano Leite, da fazenda Medeiros, na cidade de mesmo nome. Dois selos vêm colados no plástico que envolve o queijo: um que atesta se tratar de um queijo minas artesanal canastra elaborado com leite cru, incluindo logotipos da Aprocan (Associação dos Produtores de Queijo Canastra) e Aprocame (Associação dos Produtores de Queijo Canastra de Medeiros); e outro com dados específicos do produto e do produtor, como número do lote, cadastro no Instituto Mineiro de Agropecuária, telefone e informação nutricional.
No segundo selo há a seguinte instrução: "Retirar da geladeira uma hora antes de consumir". No entanto, estou seguindo as recomendações do amigo e dos vendedores da Loja do Itamar, ou seja, embrulhando o queijo num pano de prato e deixando-fora da geladeira. Três dias já se passaram e sua casa está começando a amarelar de fora para dentro. Talvez eu corte um pedaço para deixar na geladeira e fazer comparações. Por enquanto, só tenho a dizer que o sabor continua fantástico e que esse tipo de produto me dá muito orgulho de pertencer ao mesmo estado do Valter.