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sábado, 12 de junho de 2010

Elas voltaram!

Ok, ok. Sei que virei um maníaco por Portugal depois de ter voltado de minha última viagem pela terrinha, ano passado, mas é que os lusos realmente estão entre os povos europeus que comem melhor. Sem dúvida. E Portugal foi o país em que comi melhor e mais barato em todas as minhas viagens. É impressionante. Bom, mas este post foi escrito para comemorar a recente chegada de maravilhosos embutidos portugueses a minha casa, trazidos por meus pais, que mês passado fizeram périplo clássico pelo velho mundo. São todas linguiças curadas, que no aeroporto de Lisboa não custaram mais do 3 euros, cada. Dá para acreditar? Umas são velhas conhecidas...



... enquanto outras eu nunca havia visto:



A primeira é da Casa do Porco Preto, feita com carne e gordura do mítico porco pata negra, uma coisa de louco. A segunda e a que está logo abaixo são da marca Nobre, que ainda não experimentei. Notem que uma é identificada como Beirã e a outra, como Trans-montana.



Um olhada rápida no verso da embalagem não ajudou a descobrir a diferença entre uma e outra. O site, por incrível que pareça, tampouco foi útil. É de lascar, não? Só experimentando uma e outra para comparar e tentar descobrir.

domingo, 25 de outubro de 2009

O queijo São Jorge



Ontem à noite fomos visitar meus pais e levamos algumas coisas muito especiais para honrar o "quilate" da companhia: presunto cru da Chácara Chiari e um belo pedaço de queijo São Jorge, que trouxe da minha viagem a Portugal, em junho passado. O presunto cru do craque Carlos Chiari estava ótimo, como de costume, e dividiu as atenções de igual para igual com o queijo. Devo admitir que essa dobradinha roubou a cena naquela noite, que ainda teria uma receita de bacalhau especial da mamãe e, finalmente, a abertura de um vinho porto "proibido"!

Descobri o queijo São Jorge justamente nessa viagem. Meu conhecimento de queijos portugueses mal ultrapassava o majestoso serra da estrela. Aí, almoçando no ótimo Solar dos Presuntos, em Lisboa, fui introduzido a essa maravilha. Massa firme, levemente amarela e um pouco quebradiça; poucos e minúsculos buracos; aroma intenso (mamãe falou em couro de vaca); sabor marcante e persistente (lembraria em algo o bom parmesão italiano?), um tanto picante; e o invejável leite cru, que tanta falta faz ao nosso queijo minas. Eu e papai fomos ao céu.

Já no aeroporto de Lisboa, me preparando para ir embora, resolvi dar uma espiada nas lojas do freeshop. Uma delas mais parecia o Verdemar, tamanha a variedade de vinhos, azeites, chocolates, queijos e até embutidos em gôndolas refrigeradas. E muita coisa surpreendentemente barata, como as linguiças, alheiras e farinheiras que trouxe comigo - menos de 2 euros, cada, da Casa do Porco Preto, que me pareceu uma marca de aspecto bem confiável. Ainda não as provei.

Entre as compras que fiz nessa loja, também estava o tal pedaço de queijo São Jorge. A quem interessar possa, o quilo desse queijo me custou 15,30 euros. Nada mal para um produto excepcional. É feito no arquipélago dos Açores (é típico de lá) pela união de cooperativas Uniqueijo. Tem selo DOP (denominação de origem protegida) e é embalado com quatro meses de cura. Segundo meu The cheese lover's kitchen handbook, ele só melhora com a idade. Pena que não deu tempo de conferir isso: comemos quase tudo!