
Pacelli Ribeiro/Divulgação
Pelo nono ano consecutivo, Congonhas terá seu tradicional Festival da Quitanda - um dos mais simpáticos e democráticos eventos populares dedicados a gastronomia de que tenho notícia. A abertura será às 17h do dia 16 deste mês, sábado, na Romaria (Alameda Cidade de Matosinhos de Portugal, 153, Basílica). Haverá roda de viola, caldos e lançamento do ótimo (e muito oportuno) livro Quitandas de Minas (Gutenberg, 188 páginas, R$ 69), da jornalista e escritora Rosaly Senra. O festival acontece no domingo, das 9h às 17h, e será encerrado com show do mineiro Pereira da Viola. Entrada franca, é claro.
Participarão cerca de 50 quitandeiras de Congonhas e região, que concorrerão, como de costume, aos prêmios de quitanda mais saborosa e melhor decoração de estande - o resultado sairá às 14h. Para experimentar e levar para casa: bolos, biscoito de polvilho, broa de fubá, doces em compota, cubus, quecas, licores, pães, sequilhos, doces de corte, pamonha, quebra quebra, pé de moleque, tortas e cachaças locais, entre outras especialidades. E quem não conhece terá a oportunidade de ver funcionando moinho de fubá e engenho de cana das fazendas de antigamente, com produção de garapa e rapadura na hora. Sem falar no chá de congonha.
Alô, governo de Minas?! Cadê o apoio para o evento?!
Segredos revelados
O livro de Rosaly apresenta quase 400 receitas, divididas em quitandas, pão de queijo (10 variedades), pães, café, bebidas e doces. A maior parte ela retirou de cadernos da própria família - apesar de morar em BH, ela nasceu e cresceu em Congonhas. A opção por quitandas de parentes se justifica, segundo a autora, pelo fato de as outras quitandeiras não gostarem de revelar receitas! A pesquisa que deu origem ao livro começou em 2005. De lá para cá, ela encontrou raridades, como os cakes de Nova Lima, derivados de receita de ingleses que moraram em na cidade. A obra é fruto de esforço louvável, afinal, reconhece patrimônio gastronômico mineiro.
