Todo mundo aqui sabe a que me refiro quando cito o extinto restaurante Aurora? Bom, para encurtar essa introdução, por hora basta dizer que era uma das melhores e mais caras casas de Belo Horizonte. Foi fechada este ano e fãs incondicionais do chef Mauro Bernardes (como eu) ficaram órfãos. Há pouco tempo divulguei neste blog que ele estava assumindo a cozinha do Ficus, em Lourdes, e como a casa é uma das 3o que participam da primeira edição da Belo Horizonte Restaurant Week, o que parecia impossível aconteceu. Entrada, prato principal e sobremesa "à la Aurora" por R$ 39!
Estive ontem à noite lá e pude matar, de alguma forma, um pouco das saudades do Aurora. Não teve quebra de pratos de gesso, chuva de pétalas nem aquela imprevisível trilha sonora, mas, mesmo assim, pude ouvir ecos de outrora. Receitas inteiras estavam lá no menu da BHRW, como o incrível "jardim florido", além de preparações que eram comuns na cozinha do antigo restaurante. Redução de porto, terrines, filés altos de peixe, ingredientes do extremo oriente... Até erros de grafia de velhos pratos dele estavam lá, agora impressos no menu temporário do evento.
Fui de "jardim florido" (consomê frio de mexerica com laranja, brotos, flores, azeite aromatizado e pimenta); filé ao molho de vinho porto com terrine de batata e bacon (estava ótimo e a carne veio exatamente no ponto pedido); e salada de frutas com especiarias e espuma de coco. Fui feliz do início ao fim nessas minhas escolhas, incluindo também o vinho, um bom tinto português do Douro. Todos na mesa (éramos oito) concordamos que a carta de vinhos carecia de opções de rótulos abaixo de R$ 70. Fica meio puxado tomar vinho assim, não acham?
Saí do Ficus feliz em rever o chef, afinal, seria um baita desperdício tê-lo fora do nosso circuito gastronômico. Além disso, voltei para casa também ansioso pelo novo cardápio que ficou de apresentar ao público dentro de aproximadamente 20 dias. Em breve darei mais notícias a respeito.
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domingo, 26 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
BHRW: Hermengarda
Ontem fui ao Hermengarda para conferir o menu que a casa preparou para a primeira edição da Belo Horizonte Restaurant Week. Gostei muito e recomendo.
No final da tarde de domingo liguei para lá e reservei mesa para quatro pessoas - sem dificuldade alguma e com pelo menos três opções de horário. Cheguei cinco minutos antes (19h55) e encontrei o salão já consideravelmente cheio. Minha mesa estava lá, naquele corredor lateral, à nossa espera. O ambiente se manteve agradável até o final da noite, mesmo com a casa lotada, o que também não comprometeu o atendimento, atencioso do início ao fim.
Fomos felizes na escolha dos vinhos - um espumante nacional e um rosê francês -, servidos com atenção pelo simpático garçom, na temperatura correta e em boas taças. Antes de pedi-los e dar início ao menu do evento, demos uma olhada pelo cardápio fixo e deixei registradas na memória três tentadoras "pendências" para visitas posteriores: arroz à Amado (com polvo, queijo coalho e castanhas portuguesas); camarão ao molho de pitanga (esqueci qual era o acompanhamento); e badejo ao molho de limão com arroz de coco e farofa de camarão. Ai, ai...
O menu em questão começou com porção de cogumelos de paris recheados com linguiça defumada e escoltados com juliana de legumes al dente. Comeria mais meia dúzia deles tranquilamente:
Em seguida, lombo de porco ao molho de cupuaçu com farofa de bacon, damasco seco e azeitonas verdes. O ponto alto da noite, sem dúvida. O molho denso e pungente (trata-se de cupuaçu, afinal) casou bem com a carne e também fez sucesso na mesa a farofa, cuja combinação de "pertences" funcionou muito bem. Damasco seco e azeitona na farofa? Soa menos estranho se lembrarmos que muitas farofas (natalinas, inclusive) são feitas com ameixa seca, passas, azeitona, bacon etc. Ah, a farofa é elaborada com farinha de Teixeira de Freitas, na Bahia. Estava realmente deliciosa. Eis o prato:
Para fechar, a sobremesa mais reproduzida das Minas Gerais: goiabada em crosta de castanha de caju sobre requeijão. Dizem que foi inventada no restaurante Tragaluz, em Tiradentes. Enquanto nenhum arqueólogo com ênfase em gastronomia aparece para desmentir, sigo acreditando na história. Uma combinação que não tem erro:
Já programei minha próxima ida a uma das casas da BHRW e, na volta, conto aqui como foi. Por enquanto, fica registrada aqui a ótima experiência que tive no Hermengarda. A propósito, reforço a necessidade de reservar com antecedência lugares nos restaurantes participantes do evento. Ontem mesmo presenciei fila na porta do Hermengarda e ouvi do chef da casa, Guilherme Melo, que não há mais vagas para esta semana. No entanto, acredito que não custa nada sondar possibilidades pelo telefone.
No final da tarde de domingo liguei para lá e reservei mesa para quatro pessoas - sem dificuldade alguma e com pelo menos três opções de horário. Cheguei cinco minutos antes (19h55) e encontrei o salão já consideravelmente cheio. Minha mesa estava lá, naquele corredor lateral, à nossa espera. O ambiente se manteve agradável até o final da noite, mesmo com a casa lotada, o que também não comprometeu o atendimento, atencioso do início ao fim.
Fomos felizes na escolha dos vinhos - um espumante nacional e um rosê francês -, servidos com atenção pelo simpático garçom, na temperatura correta e em boas taças. Antes de pedi-los e dar início ao menu do evento, demos uma olhada pelo cardápio fixo e deixei registradas na memória três tentadoras "pendências" para visitas posteriores: arroz à Amado (com polvo, queijo coalho e castanhas portuguesas); camarão ao molho de pitanga (esqueci qual era o acompanhamento); e badejo ao molho de limão com arroz de coco e farofa de camarão. Ai, ai...
O menu em questão começou com porção de cogumelos de paris recheados com linguiça defumada e escoltados com juliana de legumes al dente. Comeria mais meia dúzia deles tranquilamente:
Em seguida, lombo de porco ao molho de cupuaçu com farofa de bacon, damasco seco e azeitonas verdes. O ponto alto da noite, sem dúvida. O molho denso e pungente (trata-se de cupuaçu, afinal) casou bem com a carne e também fez sucesso na mesa a farofa, cuja combinação de "pertences" funcionou muito bem. Damasco seco e azeitona na farofa? Soa menos estranho se lembrarmos que muitas farofas (natalinas, inclusive) são feitas com ameixa seca, passas, azeitona, bacon etc. Ah, a farofa é elaborada com farinha de Teixeira de Freitas, na Bahia. Estava realmente deliciosa. Eis o prato:
Para fechar, a sobremesa mais reproduzida das Minas Gerais: goiabada em crosta de castanha de caju sobre requeijão. Dizem que foi inventada no restaurante Tragaluz, em Tiradentes. Enquanto nenhum arqueólogo com ênfase em gastronomia aparece para desmentir, sigo acreditando na história. Uma combinação que não tem erro:
Já programei minha próxima ida a uma das casas da BHRW e, na volta, conto aqui como foi. Por enquanto, fica registrada aqui a ótima experiência que tive no Hermengarda. A propósito, reforço a necessidade de reservar com antecedência lugares nos restaurantes participantes do evento. Ontem mesmo presenciei fila na porta do Hermengarda e ouvi do chef da casa, Guilherme Melo, que não há mais vagas para esta semana. No entanto, acredito que não custa nada sondar possibilidades pelo telefone.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Sorvetes para a primavera
Um post rápido e rasteiro apenas para informar que a sorveteria Easy Ice lança nessa quinta, dia 23, novos sabores para comemorar a chegada da primavera. Cada sorvete foi sugerido por um chef da cidade:
- Guilherme Melo, do Hermenganda, criou o de açafrão italiano, água de rosas e creme de leite fresco
- Américo Piacenza, do Piacenza, criou o de lavanda com raspas de limão
- Aline Paiva, do Chez Aline, criou o de hibisco
- Henrique Gilberto criou o de mel com laranja e água de flor de laranjeira e também o de baunilha e flores comestíveis, ambos harmonizados com pralinê de castanha
- Márcio Santoro, do Benvindo, criou o de violeta com xarope parisiense (e esse xarope seria... ?)
- Guilherme Melo, do Hermenganda, criou o de açafrão italiano, água de rosas e creme de leite fresco
- Américo Piacenza, do Piacenza, criou o de lavanda com raspas de limão
- Aline Paiva, do Chez Aline, criou o de hibisco
- Henrique Gilberto criou o de mel com laranja e água de flor de laranjeira e também o de baunilha e flores comestíveis, ambos harmonizados com pralinê de castanha
- Márcio Santoro, do Benvindo, criou o de violeta com xarope parisiense (e esse xarope seria... ?)
Aqui tem
belo horizonte,
bh,
easy ice,
primavera,
sorvete,
sorveteria
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Atenção: Sergio Arno, semana que vem
Semana que vem o chef Sergio Arno virá a BH para duas noites de festival no seu La Pasta Gialla, dias 29 e 30. A ideia dele, desta vez, não é nova - cruzar produtos mineiros com pratos e técnicas italianas -, mas o menu me despertou interesse. Vejam se concordam ou não comigo:
Entrada
Bruschetta de jiló com carne moída e queijo canastra
ou
Salada de couve morna com tiras de frango crocante, bacon e cebola
Primeiro prato
Canjiquinha com ragu de perdiz em seu próprio molho
ou
Raviolone de requeijão da serra (que Serra?, pergunto eu), quibebe e carne seca crocante
Segundo prato
Tagliatelle com ragu de frango caipira e orapronóbis
ou
Risoto de suã desossada com feijão fradinho e queijo coalho
Terceiro prato
Lombo de porco ao leite com ervas aromáticas e polenta
ou
Filé de peixe com molho de limão caipira (seria orgânico? capeta?), capim santo e citronela com pupunha assada.
Sobremesa
Será surpresa, informa a casa.
Querendo conferir (eu estou querendo), adianto que esse menu custa R$ 95 por pessoa, com bebidas e serviço à parte. O La Pasta Gialla fica na rua Levindo Lopes, 96, Savassi. O telefone de lá é (31) 2515-9696.
Entrada
Bruschetta de jiló com carne moída e queijo canastra
ou
Salada de couve morna com tiras de frango crocante, bacon e cebola
Primeiro prato
Canjiquinha com ragu de perdiz em seu próprio molho
ou
Raviolone de requeijão da serra (que Serra?, pergunto eu), quibebe e carne seca crocante
Segundo prato
Tagliatelle com ragu de frango caipira e orapronóbis
ou
Risoto de suã desossada com feijão fradinho e queijo coalho
Terceiro prato
Lombo de porco ao leite com ervas aromáticas e polenta
ou
Filé de peixe com molho de limão caipira (seria orgânico? capeta?), capim santo e citronela com pupunha assada.
Sobremesa
Será surpresa, informa a casa.
Querendo conferir (eu estou querendo), adianto que esse menu custa R$ 95 por pessoa, com bebidas e serviço à parte. O La Pasta Gialla fica na rua Levindo Lopes, 96, Savassi. O telefone de lá é (31) 2515-9696.
Barbada da semana
A barbada desta semana não poderia ser outra que não a Belo Horizonte Restaurant Week, que começa hoje na cidade, reunindo 30 casas e seus menus de três etapas a preço fixo reduzido (R$ 27, 50 no almoço e R$ 39 no jantar, por pessoa) até dia 3 do mês que vem. Vocês podem ler neste blog o que andei escrevendo sobre o evento nas últimas semanas, sendo que a lista completa de casas participantes está aqui. Querendo ver os cardápios de cada uma, clique aqui.
sábado, 18 de setembro de 2010
Teremos um "gastropub" na Savassi?
"Duke'n'Duke - Pub and kitchen".
Quem flagrou a casa, que fica na Rua Alagoas, entre Contorno e Getúlio Vargas, na Savassi, foi a leitora e jornalista Clara Belo, do Quitutes Gourmet. Ao que tudo indica, ainda não foi inaugurada. Seria um daqueles autênticos bares com comida de alto nível - os gastropubs -, tão comuns na Europa e já presentes em São Paulo?
Para se ter ideia da representatividade desse segmento lá fora, recomendo dar uma olhada no guia Eating Out in Pubs, editado anulamente pela Michelin (a mesma do temido guia vermelho, que concede e toma as famosas estrelas a restaurantes pelo mundo) com resenhas de pubs que servem boa comida na Grã-Bretanha e Irlanda. Tenho a edição de 2010, uma tremenda mão na roda para os interessados de passagem pela região. A propósito, a edição de 2011 já foi lançada. Vale a pena dar uma olhada. Ah, nesse link dá até para baixar a lista completa dos pubs incluídos no lançamento.
Bom, voltando ao tal Duke'n'Duke, vi que o site da casa ainda está em construção e o twitter entrou em ação ontem. Alguém tem mais informações a respeito?
Quem flagrou a casa, que fica na Rua Alagoas, entre Contorno e Getúlio Vargas, na Savassi, foi a leitora e jornalista Clara Belo, do Quitutes Gourmet. Ao que tudo indica, ainda não foi inaugurada. Seria um daqueles autênticos bares com comida de alto nível - os gastropubs -, tão comuns na Europa e já presentes em São Paulo?
Para se ter ideia da representatividade desse segmento lá fora, recomendo dar uma olhada no guia Eating Out in Pubs, editado anulamente pela Michelin (a mesma do temido guia vermelho, que concede e toma as famosas estrelas a restaurantes pelo mundo) com resenhas de pubs que servem boa comida na Grã-Bretanha e Irlanda. Tenho a edição de 2010, uma tremenda mão na roda para os interessados de passagem pela região. A propósito, a edição de 2011 já foi lançada. Vale a pena dar uma olhada. Ah, nesse link dá até para baixar a lista completa dos pubs incluídos no lançamento.
Bom, voltando ao tal Duke'n'Duke, vi que o site da casa ainda está em construção e o twitter entrou em ação ontem. Alguém tem mais informações a respeito?
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Nova visita ao Bhagwan
Também semana passada aproveitei o feriado para retornar ao Buffet Bhagwan (Bhagwan, para os íntimos). Passei pela porta dele algumas vezes desde a visita passada e as mesas visíveis estavam sempre cheias, o que atiçava ainda mais minha vontade de voltar para conferir pratos diferentes e ver como o chef indiano Bhagwan Sinh e sua filha, Rukmani, estavam se saindo na cozinha e no salão. Para ler o relato da minha primeira ida lá, clique aqui.
Cheguei com minha mulher por volta de 13h ao restaurante, que tinha apenas uma mesa ocupada e nenhum sinal de garçom a vista. Em cinco minutos, apareceu Rukmani, cujo português falado, ainda muito tímido, parece estar em evolução. Começamos com o pão naan com alho e manteiga assado no tandoori: saboroso como na última vez, embora ligeiramente sapecado numa das pontas.
Pedimos samosas mistas (frango; legumes; e ervilha com batata e amendoim) na sequência, que chegaram com os habituais chutneys de mamão, coco e tamarindo - todos ok. Mais um naan chega à mesa, desta vez simples, mas igualmente queimadinho demais numa das extremidades. Nada que comprometa, mas é bom que o chef fique mais atento para que descuidos como esse não virem regra.
De prato principal, optamos novamente pelo chicken tikka masala e, para escoltá-lo, arroz com especiarias. Como da última vez sentimos falta do "calor" das especiarias, solicitamos que nosso pedido fosse incrementado nesse sentido. Foi parcialmente atendido, pois, como temia, foi entendido simplesmente como "mais pimenta". A graça da comida indiana não está só no "ardor", mas também no "calor", ou seja, naquela série de sementes, folhas, pós e temperos que enriquecem o sabor e aroma dos pratos. Bom, de toda forma, ficamos mais satisfeitos.
Outro ponto importante: o tandoor, o típico forno de barro cilíndrico dos indianos, é conhecido por conferir ótima textura às carnes nele cozidas. Ficam douradas por fora, mantendo o interior incrivelmente macio e suculento. Os cubos de frango do nosso tikka masala não estavam tão longe assim disso, mas, como no caso do naan (o pão que veio um pouco queimado), acredito que um pouco mais de cuidado resultaria num efeito bem melhor.
Ah, vi um rapaz com cara de indiano atendendo as mesas com Rukmani. Salvo engano, é amigo da família. Bom saber que estão reforçando o time do salão, pois já ouvi relatos desastrosos de quem esteve lá com casa cheia. No dia desta minha segunda visita, chegamos com a casa praticamente vazia e a deixamos quase lotada, sem ter um problema de atendimento sequer. Ponto para eles.
Mesmo com os pequenos tropeços que relatei, considero que o Bhagwan continua sendo um lugar que vale a visita. Ambiente informal, comida ok e preços que não assustam (R$ 70 para duas pessoas). Na próxima vez, quero experimentar pratos com cordeiro ou peixe, pois acabamos repetindo as pedidas da última visita!
Cheguei com minha mulher por volta de 13h ao restaurante, que tinha apenas uma mesa ocupada e nenhum sinal de garçom a vista. Em cinco minutos, apareceu Rukmani, cujo português falado, ainda muito tímido, parece estar em evolução. Começamos com o pão naan com alho e manteiga assado no tandoori: saboroso como na última vez, embora ligeiramente sapecado numa das pontas.
Pedimos samosas mistas (frango; legumes; e ervilha com batata e amendoim) na sequência, que chegaram com os habituais chutneys de mamão, coco e tamarindo - todos ok. Mais um naan chega à mesa, desta vez simples, mas igualmente queimadinho demais numa das extremidades. Nada que comprometa, mas é bom que o chef fique mais atento para que descuidos como esse não virem regra.
De prato principal, optamos novamente pelo chicken tikka masala e, para escoltá-lo, arroz com especiarias. Como da última vez sentimos falta do "calor" das especiarias, solicitamos que nosso pedido fosse incrementado nesse sentido. Foi parcialmente atendido, pois, como temia, foi entendido simplesmente como "mais pimenta". A graça da comida indiana não está só no "ardor", mas também no "calor", ou seja, naquela série de sementes, folhas, pós e temperos que enriquecem o sabor e aroma dos pratos. Bom, de toda forma, ficamos mais satisfeitos.
Outro ponto importante: o tandoor, o típico forno de barro cilíndrico dos indianos, é conhecido por conferir ótima textura às carnes nele cozidas. Ficam douradas por fora, mantendo o interior incrivelmente macio e suculento. Os cubos de frango do nosso tikka masala não estavam tão longe assim disso, mas, como no caso do naan (o pão que veio um pouco queimado), acredito que um pouco mais de cuidado resultaria num efeito bem melhor.
Ah, vi um rapaz com cara de indiano atendendo as mesas com Rukmani. Salvo engano, é amigo da família. Bom saber que estão reforçando o time do salão, pois já ouvi relatos desastrosos de quem esteve lá com casa cheia. No dia desta minha segunda visita, chegamos com a casa praticamente vazia e a deixamos quase lotada, sem ter um problema de atendimento sequer. Ponto para eles.
Mesmo com os pequenos tropeços que relatei, considero que o Bhagwan continua sendo um lugar que vale a visita. Ambiente informal, comida ok e preços que não assustam (R$ 70 para duas pessoas). Na próxima vez, quero experimentar pratos com cordeiro ou peixe, pois acabamos repetindo as pedidas da última visita!
Barbada da semana
Semana passada entrei, quase sem querer, no supermercado Morini de Lourdes. Fui direto a seção de vinhos e dei de cara com o tinto português Paulo Laureano Premium 2008 por R$ 35,99! Essa linha do brilhante enólogo lusitano é composta pelos rótulos "clássico", "premium" e "reserve" e, tendo em vista que o primeiro deles (que é o mais simples) já me agradou bastante, estou com altas expectativas em relação ao segundo, que ocupa posição intermediária. Já está na minha adega.
Nas prateleiras da loja, além do PL Premium, havia alguns rótulos do argentino Los Alamos, clássica opção de bom custo/benefício, que havia visto à venda apenas na Mistral até então. Todos a R$ 31,99. Minutos antes um amigo havia me indicado um rótulo também argentino, o Alto Las Hormigas, que, coincidentemente, encontrei no Morini - R$ 37,99. A conferir.
E na semana que antecedeu o feriado de 7 de setembro dei um bordejo pelas gôndolas do Super Nosso do Gutierrez, onde encontrei cestas cheias de produtos em oferta. Alguns realmente tentadores, outros nem tanto. Água de flor de laranjeira Zeenny (R$ 9,90, 500ml), vinagre de vinho sabor estragão Maille (R$ 9,90), moedor de pimenta Carmencita (com pimenta branca; cerca de R$ 9, 45g), frutos do mar em conserva, antepastos, azeites e vinagres, entre outros produtos, vários abaixo de R$ 7.
Nas prateleiras da loja, além do PL Premium, havia alguns rótulos do argentino Los Alamos, clássica opção de bom custo/benefício, que havia visto à venda apenas na Mistral até então. Todos a R$ 31,99. Minutos antes um amigo havia me indicado um rótulo também argentino, o Alto Las Hormigas, que, coincidentemente, encontrei no Morini - R$ 37,99. A conferir.
E na semana que antecedeu o feriado de 7 de setembro dei um bordejo pelas gôndolas do Super Nosso do Gutierrez, onde encontrei cestas cheias de produtos em oferta. Alguns realmente tentadores, outros nem tanto. Água de flor de laranjeira Zeenny (R$ 9,90, 500ml), vinagre de vinho sabor estragão Maille (R$ 9,90), moedor de pimenta Carmencita (com pimenta branca; cerca de R$ 9, 45g), frutos do mar em conserva, antepastos, azeites e vinagres, entre outros produtos, vários abaixo de R$ 7.
sábado, 11 de setembro de 2010
BHRW: a lista definitiva
Caríssimos leitores, em primeiro lugar me desculpo com vocês pela ausência aqui neste blog. Me encontrei imobilizado pela seguinte série de acontecimentos: o glorioso retorno das férias, a imediata catapultagem para o Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes por dois fins de semana seguidos, o brutal ciclo de 10 dias de gripe (pacote completo, com tosse, coriza, espirro, calafrio, mal estar e ausência de olfato) e a necessária viagem de descanso no feriado de 7 de setembro.
Agora refeito, sem perder tempo aproveito para atualizá-los em relação a esperada Belo Horizonte Restaurant Week que se aproxima. Temos, então, uma lista definitiva com 30 casas participantes. Os menus completos podem ser vistos aqui, clicando no botãozinho vermelho abaixo do nome de cada restaurante. Como a lista do site está com erros de informação e truncada por questões de configuração, compartilho com vocês a versão revisada que tive de fazer para uso próprio:
À Mesa Bistronomique
Cozinha contemporânea. Só jantar.
Rua Boa Esperança, 306, Sion. (31) 3221-5541.
Applebee's
Cozinha norte-americana. Almoço e jantar.
Rodovia BR 356, 3.049, lojas NL 45 e 46, BH Shopping, Belvedere. (31) 3286-2450.
Badejo
Peixes e frutos do mar. Só jantar.
Rua Rio Grande do Norte, 836, Savassi. (31) 3261-2023.
Bistrô da Matilda
Cozinha francesa. Só jantar.
Avenida Quinta Avenida, 739, Condomínio Vale do Sol, Nova Lima. (31) 3541-4197.
Bistrô Verde Essencial
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Rua Expedicionário José Assunção dos Anjos, 900, São Luiz. (31) 3427-1679.
Café e Bistrô Sagrado
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Rua Santa Catarina, 1481, Lourdes. (31) 3291-0082.
Chez Bastião
Cozinha variada. Só jantar.
Rua Alagoas, 642, Funcionários. (31) 3261-5694.
D`Istinto
Cozinha italiana. Só jantar.
Rua São Domingos do Prata, 405, Santo Antônio. (31) 3223-5327.
Devassa
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Avenida Getúlio Vargas, 809, Funcionários. (31) 3223-2356.
Fabbrica Spaghetteria
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rua Felipe dos Santos, 27, Lourdes. (31) 3275-3365.
Fabbrica Spaghetteria
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rodovia BR 356, 3.049, lojas NL 33 e 36, BH Shopping, Belvedere. (31) 3264-2540.
Feliz
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Rua Pium-I, 554, Sion. (31) 2516-8322.
Ficus
Cozinha variada. Só jantar.
Rua Felipe dos Santos, 162, Lourdes. (31) 3225-4007.
Haus München
Cozinha alemã. Só jantar.
Rua Juiz de Fora, 1.257, Santo Agostinho. (31) 3291-6900.
Hermengarda
Cozinha brasileira contemporânea. Só jantar.
Rua Outono, 314, Sion. (31) 3225-3268.
La Pasta Gialla
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rua Levindo Lopes, 96, Funcionários. (31) 2515-9696.
La Traviata
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Avenida Cristóvão Colombo, 282, Funcionários. (31) 3261-6392.
La Milonga
Cozinha argentina. Só jantar.
Rua Francisco Deslandes, 10, Anchieta. (31) 3282-2715.
Maharaj
Cozinha indiana. Só jantar.
Rua Paraíba, 523, Funcionários. (31) 3055-5444.
Maio Bar Cozinha
Cozinha contemporânea. Só jantar.
Rua Santa Catarina, 631, Lourdes. (31) 2526-0360.
Matusalém
Cozinha baiana. Almoço e jantar.
Avenida General Olímpio Mourão Filho, 169, Planalto. (31) 3447-9973.
Dádiva
Cozinha contemporânea. Almoço e jantar.
Rua Curitiba, 2.202, Lourdes. (31) 3292-9810.
Provincia di Salerno
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rua Maranhão, 18, Santa Efigênia. (31) 3241-2205.
Saatore Ristorante
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Avenida Álvares Cabral, 1.171, Lourdes. (31) 3339-3180.
Storica Grill
Cozinha variada. Só jantar.
Avenida Getúlio Vargas, 900, Savassi. (31) 2516-1616.
Tavola
Pizza. Só jantar.
Avenida Luiz Paulo Franco, 301, Belvedere. (31) 3226-9277.
The Art from Mars
Cozinha contemporânea. Só jantar.
Rua Rio de Janeiro, 1.930, Lourdes. (31) 3337-9116.
Tradição de Minas
Cozinha mineira. Almoço e jantar.
Avenida Cristiano Machado, 4.000, União. (31) 3426-3989.
Via Destra
Cozinha italiana. Só jantar.
Avenida do Contorno, 3.588, Santa Efigênia. (31) 3214-0934.
Vinicius
Cozinha italiana. Só jantar.Rua Pium-I, 1.259, Sion. (31) 3879-0248.
Notem que (1) o restaurante Matusalém mudou de endereço (agora ocupa o ponto do extinto Orai Por Nós, no Planalto), (2) as duas unidades da Fabbrica Spaghetteria (Lourdes e BH Shopping) contam como duas casas, (3) o menu do Badejo inclui lagosta, (4) na Tavola a pizza do menu do evento tem tamanho padrão (não é brotinho), (5) o Bistrô da Matilda é a única casa que não fica em BH (está no condomínio Vale do Sol, em Nova Lima, na saída para o Rio), (6) o Feliz também mudou de endereço (número 554 da mesma rua, a Pium-I) e que (7) várias dessas 30 casas já oferecem menus promocionais e descontos paralelamente (os menus bistronômicos do Feliz, D'Istinto e do Hermengarda; o desconto de 50% do Applebee's à tarde; a quinta bistronômica e sem rolha do À Mesa Bistronomique etc), ou seja, avalie o que é mais interessante de acordo com seu perfil.
Por fim, uma dica vital: comecem imediatamente a garantir lugares nos restaurantes escolhidos, pois alguns deles já abriram suas agendas e já têm mesas reservadas!
Agora refeito, sem perder tempo aproveito para atualizá-los em relação a esperada Belo Horizonte Restaurant Week que se aproxima. Temos, então, uma lista definitiva com 30 casas participantes. Os menus completos podem ser vistos aqui, clicando no botãozinho vermelho abaixo do nome de cada restaurante. Como a lista do site está com erros de informação e truncada por questões de configuração, compartilho com vocês a versão revisada que tive de fazer para uso próprio:
À Mesa Bistronomique
Cozinha contemporânea. Só jantar.
Rua Boa Esperança, 306, Sion. (31) 3221-5541.
Applebee's
Cozinha norte-americana. Almoço e jantar.
Rodovia BR 356, 3.049, lojas NL 45 e 46, BH Shopping, Belvedere. (31) 3286-2450.
Badejo
Peixes e frutos do mar. Só jantar.
Rua Rio Grande do Norte, 836, Savassi. (31) 3261-2023.
Bistrô da Matilda
Cozinha francesa. Só jantar.
Avenida Quinta Avenida, 739, Condomínio Vale do Sol, Nova Lima. (31) 3541-4197.
Bistrô Verde Essencial
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Rua Expedicionário José Assunção dos Anjos, 900, São Luiz. (31) 3427-1679.
Café e Bistrô Sagrado
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Rua Santa Catarina, 1481, Lourdes. (31) 3291-0082.
Chez Bastião
Cozinha variada. Só jantar.
Rua Alagoas, 642, Funcionários. (31) 3261-5694.
D`Istinto
Cozinha italiana. Só jantar.
Rua São Domingos do Prata, 405, Santo Antônio. (31) 3223-5327.
Devassa
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Avenida Getúlio Vargas, 809, Funcionários. (31) 3223-2356.
Fabbrica Spaghetteria
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rua Felipe dos Santos, 27, Lourdes. (31) 3275-3365.
Fabbrica Spaghetteria
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rodovia BR 356, 3.049, lojas NL 33 e 36, BH Shopping, Belvedere. (31) 3264-2540.
Feliz
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Rua Pium-I, 554, Sion. (31) 2516-8322.
Ficus
Cozinha variada. Só jantar.
Rua Felipe dos Santos, 162, Lourdes. (31) 3225-4007.
Haus München
Cozinha alemã. Só jantar.
Rua Juiz de Fora, 1.257, Santo Agostinho. (31) 3291-6900.
Hermengarda
Cozinha brasileira contemporânea. Só jantar.
Rua Outono, 314, Sion. (31) 3225-3268.
La Pasta Gialla
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rua Levindo Lopes, 96, Funcionários. (31) 2515-9696.
La Traviata
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Avenida Cristóvão Colombo, 282, Funcionários. (31) 3261-6392.
La Milonga
Cozinha argentina. Só jantar.
Rua Francisco Deslandes, 10, Anchieta. (31) 3282-2715.
Maharaj
Cozinha indiana. Só jantar.
Rua Paraíba, 523, Funcionários. (31) 3055-5444.
Maio Bar Cozinha
Cozinha contemporânea. Só jantar.
Rua Santa Catarina, 631, Lourdes. (31) 2526-0360.
Matusalém
Cozinha baiana. Almoço e jantar.
Avenida General Olímpio Mourão Filho, 169, Planalto. (31) 3447-9973.
Dádiva
Cozinha contemporânea. Almoço e jantar.
Rua Curitiba, 2.202, Lourdes. (31) 3292-9810.
Provincia di Salerno
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rua Maranhão, 18, Santa Efigênia. (31) 3241-2205.
Saatore Ristorante
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Avenida Álvares Cabral, 1.171, Lourdes. (31) 3339-3180.
Storica Grill
Cozinha variada. Só jantar.
Avenida Getúlio Vargas, 900, Savassi. (31) 2516-1616.
Tavola
Pizza. Só jantar.
Avenida Luiz Paulo Franco, 301, Belvedere. (31) 3226-9277.
The Art from Mars
Cozinha contemporânea. Só jantar.
Rua Rio de Janeiro, 1.930, Lourdes. (31) 3337-9116.
Tradição de Minas
Cozinha mineira. Almoço e jantar.
Avenida Cristiano Machado, 4.000, União. (31) 3426-3989.
Via Destra
Cozinha italiana. Só jantar.
Avenida do Contorno, 3.588, Santa Efigênia. (31) 3214-0934.
Vinicius
Cozinha italiana. Só jantar.Rua Pium-I, 1.259, Sion. (31) 3879-0248.
Notem que (1) o restaurante Matusalém mudou de endereço (agora ocupa o ponto do extinto Orai Por Nós, no Planalto), (2) as duas unidades da Fabbrica Spaghetteria (Lourdes e BH Shopping) contam como duas casas, (3) o menu do Badejo inclui lagosta, (4) na Tavola a pizza do menu do evento tem tamanho padrão (não é brotinho), (5) o Bistrô da Matilda é a única casa que não fica em BH (está no condomínio Vale do Sol, em Nova Lima, na saída para o Rio), (6) o Feliz também mudou de endereço (número 554 da mesma rua, a Pium-I) e que (7) várias dessas 30 casas já oferecem menus promocionais e descontos paralelamente (os menus bistronômicos do Feliz, D'Istinto e do Hermengarda; o desconto de 50% do Applebee's à tarde; a quinta bistronômica e sem rolha do À Mesa Bistronomique etc), ou seja, avalie o que é mais interessante de acordo com seu perfil.
Por fim, uma dica vital: comecem imediatamente a garantir lugares nos restaurantes escolhidos, pois alguns deles já abriram suas agendas e já têm mesas reservadas!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Enfim, Restaurant Week em BH
De tanto a gente reclamar e torcer, deu certo! Entre dia 20 do mês que vem e 3 de outubro, Belo Horizonte terá sua primeira Restaurant Week, evento gastronômico que já agita outras capitais brasileiras há alguns anos. Funciona assim: durante o período em que é realizado, os restaurantes participantes oferecem menus completos (uma entrada, um prato principal e uma sobremesa) a preços fixos reduzidos no almoço e jantar. Aqui, as casas cobrarão R$ 28,50 no almoço e R$ 40 no jantar - o preço é por pessoa e não estão incluídos couvert e bebidas. Uma ótima chance de frequentar mais os nossos restaurantes, não acham?
Aí vai a lista parcial dos restaurantes que já aderiram ao evento:
A Mesa Bistronomique
Applebee’s
Badejo
Bistrô da Matilda
D’Istinto
Fabbrica Spaghetteria
Feliz
Ficus
Haus München
Hermengarda
La Milonga
La Pasta Gialla
Saatore
La Traviata
Maharaj
Matusalém
Dádiva
Stórica
Tavola
The Art from Mars
Tradição de Minas
Via Destra
Vinícius
Para quem não sabe, a Restaurant Week foi criada em Nova York, em 1992, com o intuito de minimizar os efeitos da baixa temporada na cena gastronômica da cidade. A ideia deu certo e o evento começou a ser reproduzido em outros países (falam em 100 cidades), sendo que, no Brasil, é realizado em São Paulo (duas vezes por ano e envolvendo pouco mais de 200 casas!), Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Vitória e Recife. Ah, R$ 1 do valor pago por refeição é doado a Casa de Apoio Aura.
E faltou dizer que esta edição contará com uma semana extra, exclusiva para clientes Mastercard Black e Platinum, entre os dias 13 a 19 do mês que vem.
Preparem-se!
Aí vai a lista parcial dos restaurantes que já aderiram ao evento:
A Mesa Bistronomique
Applebee’s
Badejo
Bistrô da Matilda
D’Istinto
Fabbrica Spaghetteria
Feliz
Ficus
Haus München
Hermengarda
La Milonga
La Pasta Gialla
Saatore
La Traviata
Maharaj
Matusalém
Dádiva
Stórica
Tavola
The Art from Mars
Tradição de Minas
Via Destra
Vinícius
Para quem não sabe, a Restaurant Week foi criada em Nova York, em 1992, com o intuito de minimizar os efeitos da baixa temporada na cena gastronômica da cidade. A ideia deu certo e o evento começou a ser reproduzido em outros países (falam em 100 cidades), sendo que, no Brasil, é realizado em São Paulo (duas vezes por ano e envolvendo pouco mais de 200 casas!), Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Vitória e Recife. Ah, R$ 1 do valor pago por refeição é doado a Casa de Apoio Aura.
E faltou dizer que esta edição contará com uma semana extra, exclusiva para clientes Mastercard Black e Platinum, entre os dias 13 a 19 do mês que vem.
Preparem-se!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Desvirem o peixe!
Pelo amor de Deus, avisem o pessoal do bar Axé da Bahia, na Savassi, que o peixe da placa está de cabeça para baixo!
Não repararam?
Não repararam?
Aqui tem
axe da bahia,
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Frozen yogurt, a nova moda em BH
Relatei aqui no blog a chegada de algumas lojas que trabalham com frozen yogurt a cidade. Outro dia estava de passagem pela Savassi quando flagrei a obra acima, na avenida Cristóvão Colombo, próximo à esquina com rua Alagoas. Advinhem o que é? Mais uma casa de frozen yogurt! E não acabou: recentemente recebi e-mail comunicando a inauguração de uma unidade da rede canadense Yogen Früz no BH Shopping esta semana e ontem soube que a sorveteria Easy Ice já ensaia a venda de frozen yogurt com iogurte natural trazido do Sul de Minas.
Bom, agora me parece bem claro que estamos diante de uma nova moda gastronômica da cidade. Se vai acontecer o mesmo em relação aos temakis, viveremos um período febril por meses e meses (com profusão de lojas especializadas sendo abertas) até que o público se habitue (ou se canse) da novidade e alguns pontos fechem as portas, numa espécie de equilíbrio natural. No final das contas, acho tudo isso ótimo, pois aprecio um bom frozen yogurt e adoro acreditar na ideia de estar ingerindo algo que seja tanto saudável como gostoso.
Aqui tem
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yogen fruz
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Barbada da semana
É, parece que a bistronomia está mesmo pegando em BH. Em maio fiz matéria a respeito para o caderno Divirta-se mostrando três casas (D'Istinto, Benvindo e Piacenza) que trabalham de forma parecida - no caso, vendendo menus de quatro pratos por cerca de R$ 50 (individual) durante alguns dias da semana. O objetivo é servir comida de bom nível a preço menor do que o freguês anda acostumado.
As três fazem parte do Viva Mesa, associação que reúne mais seis restaurantes da cidade e arredores e que agora aderiu em massa a ideia. Até dia 13 do mês que vem todos eles promoverão suas noites bistronômicas, cada um com seu próprio cardápio, mas todos operando nessa faixa de preço. Um tremendo bom negócio, ou melhor, uma tremenda barbada! Além de D'Istinto, Benvindo e Piacenza, participam Feliz, Hermengarda, Flores, Via Destra, Chez Aline (Retiro do Chalé) e Gôndola (Sete Lagoas).
E para quem acha que isso está com cara de movimento localizado, articulado por integrantes da mesma associação, aviso que os resturantes À Mesa Bistronomique (Rua Boa Esperança, 306, Sion) e diVino (Quinta Avenida, 144, loja 6, Vale do Sol, Nova Lima) também entraram na onda. No primeiro, o menu com quatro pratos dessa quinta, dia 8, sai por R$ 55 (individual), sendo que o freguês pode levar o vinho de casa sem pagar rolha. No segundo, o preço é um pouco mais alto - R$ 85 -, mas são duas entradas, três pratos principais e uma sobremesa, todos versões reduzidas de receitas criadas pelo chef Tatá Carvalho para seu novo cardápio.
Isso sem falar no fabuloso Amigo do Rei, que às terças e quartas não cobra rolha e dá 30% de desconto num dos pratos do cardápio.
Estão descobrindo que, às vezes, menos é mais.
As três fazem parte do Viva Mesa, associação que reúne mais seis restaurantes da cidade e arredores e que agora aderiu em massa a ideia. Até dia 13 do mês que vem todos eles promoverão suas noites bistronômicas, cada um com seu próprio cardápio, mas todos operando nessa faixa de preço. Um tremendo bom negócio, ou melhor, uma tremenda barbada! Além de D'Istinto, Benvindo e Piacenza, participam Feliz, Hermengarda, Flores, Via Destra, Chez Aline (Retiro do Chalé) e Gôndola (Sete Lagoas).
E para quem acha que isso está com cara de movimento localizado, articulado por integrantes da mesma associação, aviso que os resturantes À Mesa Bistronomique (Rua Boa Esperança, 306, Sion) e diVino (Quinta Avenida, 144, loja 6, Vale do Sol, Nova Lima) também entraram na onda. No primeiro, o menu com quatro pratos dessa quinta, dia 8, sai por R$ 55 (individual), sendo que o freguês pode levar o vinho de casa sem pagar rolha. No segundo, o preço é um pouco mais alto - R$ 85 -, mas são duas entradas, três pratos principais e uma sobremesa, todos versões reduzidas de receitas criadas pelo chef Tatá Carvalho para seu novo cardápio.
Isso sem falar no fabuloso Amigo do Rei, que às terças e quartas não cobra rolha e dá 30% de desconto num dos pratos do cardápio.
Estão descobrindo que, às vezes, menos é mais.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
O dia em que comi oito sanduíches no almoço
Hoje foi publicada uma matéria minha sobre a nova linha de hambúrgueres da rede norte-americana Applebee's, intitulada "Realburgers". O apelo desses hambúrgueres "de verdade" está principalmente no fato de que os bifes são moldados e temperados na hora, na tentativa de mostrar ao freguês que a cozinha da casa se preocupa com a qualidade do que está servindo. A ideia é tentar dar um certo tom artesanal a coisa toda. Achei a iniciativa louvável, visto que torna mais trabalhosa a rotina da equipe da cozinha e, no final das contas, nota-se grande diferença no produto final. Ponto para o Applebee's! E digo isso com propriedade, pois para fazer a matéria visitei a cozinha do restaurante (que fica no BH Shopping), conheci detalhes do processo e experimentei cada um dos sete novos sanduíches. Um pedacinho de cada, é lógico!
Bom, comecei não pela degustação, mas por um tour pela cozinha. A primeira coisa que me chamou a atenção foram os vários papeis informativos pregados na parede, com instruções de todo tipo. Esse ensina os funcionários a pronunciar corretamente o nome dos sanduíches:
É engraçado ler o inglês escrito assim! Esse aqui também:
Já esse ensina tim tim por tim tim o preparo do hambúrguer (cliquem na imagem para ampliá-la e ler as instruções):
O equipamento da esquerda mede a temperatura da chapa dos hambúrgueres com raio infravermelho e o da esquerda é uma espécie de espátula para limpá-la:
Cheguei, então, aos fundos da cozinha, onde o funcionário Daniel Novaes estava por conta de transformar parte do saco de acém bovino moído em bolas de 200g, que mais tarde seriam achatadas na forma de um hambúrguer:
200g, hein?! Complete com mais um pouquinho aí!
Recomendo uma visita a cozinha do Applebee's àqueles que são maníacos por organização. Vocês vão adorar cada detalhe! Há etiquetas para tudo:
Depois de chegarem ao peso certo, as bolas vão para uma gaveta refrigerada, de onde só são retiradas quando um pedido chega à cozinha:
É importante dizer que a casa não sai enrolando um montão de bolas num único dia para usar ao longo da semana. Elas são produzidas toda manhã. Logo, o hambúguer que você come hoje foi feito hoje. E quando o pedido chega, o chapeiro pega a bola de carne, coloca na chapa e a amassa sob um papel para lhe dar forma:
Agora sim fica parecendo um hambúrguer de verdade; não só pelo formato, mas também pelo aspecto irregular das beiradas. Reparem:
Bom, comecei não pela degustação, mas por um tour pela cozinha. A primeira coisa que me chamou a atenção foram os vários papeis informativos pregados na parede, com instruções de todo tipo. Esse ensina os funcionários a pronunciar corretamente o nome dos sanduíches:
É engraçado ler o inglês escrito assim! Esse aqui também:
Já esse ensina tim tim por tim tim o preparo do hambúrguer (cliquem na imagem para ampliá-la e ler as instruções):
O equipamento da esquerda mede a temperatura da chapa dos hambúrgueres com raio infravermelho e o da esquerda é uma espécie de espátula para limpá-la:
Cheguei, então, aos fundos da cozinha, onde o funcionário Daniel Novaes estava por conta de transformar parte do saco de acém bovino moído em bolas de 200g, que mais tarde seriam achatadas na forma de um hambúrguer:
200g, hein?! Complete com mais um pouquinho aí!
Recomendo uma visita a cozinha do Applebee's àqueles que são maníacos por organização. Vocês vão adorar cada detalhe! Há etiquetas para tudo:
Depois de chegarem ao peso certo, as bolas vão para uma gaveta refrigerada, de onde só são retiradas quando um pedido chega à cozinha:
É importante dizer que a casa não sai enrolando um montão de bolas num único dia para usar ao longo da semana. Elas são produzidas toda manhã. Logo, o hambúguer que você come hoje foi feito hoje. E quando o pedido chega, o chapeiro pega a bola de carne, coloca na chapa e a amassa sob um papel para lhe dar forma:
Agora sim fica parecendo um hambúrguer de verdade; não só pelo formato, mas também pelo aspecto irregular das beiradas. Reparem:
O tempero é daqueles que têm um nome indecifrável em inglês e levam uma infinidade de ingredientes não revelados para invasores como eu. Só é jogado sobre a carne quando ela já está na grelha:
Hora do queijo!
Enquanto isso, tosta-se levemente o pão:
A colocação do catchup e da maionese tem toda uma ciência:
Eis um "peppercorn steakhouse burger" (com toque de pimenta-do-reino e fios de cebola empanada) pronto para ir à mesa:
Comecei a degustação pelo ótimo "fire pit bacon burger" (R$ 32,50), que leva hambúrguer, queijo americano (seja lá o que for isso...), bacon, maionese com pimenta chipotle e salada:
Na sequência, "peppercorn steakhouse burger" (R$ 32,50), composto por hambúrguer, pimenta do reino moída na hora (que deu sabor muito especial), steak sauce (hein?), fios de cebola empanados, queijo americano (hein?) e maionese. Foi um dos melhores:
Esse "big apple burger" (R$ 35,90) é da pesada, pois é feito com nada menos que dois hambúrgueres, queijo jack (esse existe mesmo, não é nome fantasia!), quatro fatias de bacon, "cremoso molho ao estilo Applebee's" (isso é uma charada?) e salada. Recomendado só para quem está animado. Como escrevi na matéria, é um sanduíche cujo tamanho só permite aproximação da boca em diagonal:
E as surpresas não param por aí. Chegou à mesa o "cowboy burger" (R$ 32,90), que tem como ingredientes hambúrguer, bacon, queijo jack-cheddar, salada e... um anel de cebola empanado de uns dois dedos de largura! Meu Deus:
Agora um "bacon cheddar cheeseburger" (R$ 26,50) para limpar o paladar...
... antes do "surf 'n turf burger" (R$ 33,50), que propõe a bizarra combinação de hambúrguer com camarões, "mistura de queijo italianos" (mas são tantos e tão distintos!) e cebolas grelhadas. Enfim, gosto não se discute:
O último sanduíche da nova linha que provei foi o "quesadilla burger" (R$ 29,90), cujo ascendência tex-mex é caracterizada por hambúrguer, queijo jack-cheddar, bacon, salada, pimenta jalapeño em conserva, pico de gallo, "molho mexi ranch" (tecla sap, por favor!) e tortilhas de trigo no lugar do pão tradicional:
Achei que já havia concluído a missão quando a "saideira" chegou inesperadamente à mesa. Os "bbq pulled pork sliders" (R$ 24,90) são três mini sanduíches de carne de costela de porco defumada e desfiada com "molho southern bbq" (porque não basta ser barbecue...) e picles:
E o que tenho a dizer depois de tudo isso? Digo que sim, moldar e temperar a carne na hora parece fazer a diferença, pois todos os bifes estavam bronzeados por fora, suculentos por dentro e muito saborosos. Sem dúvida, há tempos eu não comia um hambúrguer tão bom.
Hora do queijo!
Enquanto isso, tosta-se levemente o pão:
A colocação do catchup e da maionese tem toda uma ciência:
Eis um "peppercorn steakhouse burger" (com toque de pimenta-do-reino e fios de cebola empanada) pronto para ir à mesa:
Comecei a degustação pelo ótimo "fire pit bacon burger" (R$ 32,50), que leva hambúrguer, queijo americano (seja lá o que for isso...), bacon, maionese com pimenta chipotle e salada:
Na sequência, "peppercorn steakhouse burger" (R$ 32,50), composto por hambúrguer, pimenta do reino moída na hora (que deu sabor muito especial), steak sauce (hein?), fios de cebola empanados, queijo americano (hein?) e maionese. Foi um dos melhores:
Esse "big apple burger" (R$ 35,90) é da pesada, pois é feito com nada menos que dois hambúrgueres, queijo jack (esse existe mesmo, não é nome fantasia!), quatro fatias de bacon, "cremoso molho ao estilo Applebee's" (isso é uma charada?) e salada. Recomendado só para quem está animado. Como escrevi na matéria, é um sanduíche cujo tamanho só permite aproximação da boca em diagonal:
E as surpresas não param por aí. Chegou à mesa o "cowboy burger" (R$ 32,90), que tem como ingredientes hambúrguer, bacon, queijo jack-cheddar, salada e... um anel de cebola empanado de uns dois dedos de largura! Meu Deus:
Agora um "bacon cheddar cheeseburger" (R$ 26,50) para limpar o paladar...
... antes do "surf 'n turf burger" (R$ 33,50), que propõe a bizarra combinação de hambúrguer com camarões, "mistura de queijo italianos" (mas são tantos e tão distintos!) e cebolas grelhadas. Enfim, gosto não se discute:
O último sanduíche da nova linha que provei foi o "quesadilla burger" (R$ 29,90), cujo ascendência tex-mex é caracterizada por hambúrguer, queijo jack-cheddar, bacon, salada, pimenta jalapeño em conserva, pico de gallo, "molho mexi ranch" (tecla sap, por favor!) e tortilhas de trigo no lugar do pão tradicional:
Achei que já havia concluído a missão quando a "saideira" chegou inesperadamente à mesa. Os "bbq pulled pork sliders" (R$ 24,90) são três mini sanduíches de carne de costela de porco defumada e desfiada com "molho southern bbq" (porque não basta ser barbecue...) e picles:
E o que tenho a dizer depois de tudo isso? Digo que sim, moldar e temperar a carne na hora parece fazer a diferença, pois todos os bifes estavam bronzeados por fora, suculentos por dentro e muito saborosos. Sem dúvida, há tempos eu não comia um hambúrguer tão bom.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Barbada da semana
Sabendo do apreço que tenho por encartes de supermercados, padarias e afins, minha mulher me trouxe agora à noite o do Mart Plus. Logo na capa vejo uma oferta que muito me agrada: o satisfatório azeite extravirgem português Gallo, do tipo "Novo", por R$ 19,98 (500ml). Logo ao lado, bacalhau porto desfiado por R$ 39,80 (quilo) também não me parece caro demais. Mais a frente, se mostram muito atraentes os preços das cervejas pilsen mineiras Áustria (R$ 3,58, 600ml) e Backer (3,98, 600ml).
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
Menu harmonizado no Verde Gaio
Ontem comi e bebi muito bem no Verde Gaio. Fui gentilmente convidado pelo restaurante para conferir em primeira mão o menu degustação harmonizado que a chef de lá, a portuguesa Valeriana Junqueiro, desenvolveu em parceria com o chef Renato Quintino, que presta consultoria para a casa há alguns meses. Será servido de hoje a sábado que vem e é composto por seis pratos (sendo três receitas de bacalhau), cada um combinado com um vinho lusitano diferente. A ideia partiu do Renato, que é também professor da Associação Brasileira de Sommeliers aqui em BH e frequentemente se via às voltas com a seguinte pergunta: bacalhau combina com o que? Quem quiser ler a matéria que escrevi a respeito na edição do caderno Divirta-se de hoje, clique aqui.
Comecei com dois itens que não estão na degustação, só para experimentar mesmo. O primeiro foi o clássico bolinho de bacalhau (me garantiram que frio e no dia seguinte fica ainda melhor)...
... e o segundo, uma boa berinjela marinada com azeite, vinagre e alho cru...
Bom, foi preciso frear o apetite, pois havia uma degustação inteira pela frente! E ela começou com um típico caldo verde com paio, bem feito e com os sabores da batata e da couve amalgados por toque de azeite. Como o espumante da Bairrada ainda não havia chegado, fui de Valmarino, um bom gaúcho que deu conta do recado.
Na sequência, o vinho verde Rolan, feito com a emblemática uva alvarinho. Trazido pela Adega Alentejana, é delicioso e diferente de outros verdes que já experimentei, pois não tem aquela sensação levemente frisante. Esse é o Rolan:
Caiu bem com o bacalhau à Gomes de Sá, servido em lascas com batata, azeitona preta e ovo ralado. Pouco sal, do jeito que eu gosto. Quando vinha alguma azeitoninha na garfada, então, ficava perfeito! Vejam:
Não sou muito chegado a pescados com queijo, mas devo admitir que o bacalhau às natas gratinado com canastra curado ficou bem interessante. É montado em camadas: lascas de bacalhau, palitos de batata, molho branco e queijo canastra por cima. Para quem acha que é invenção de moda, Valeriana esclarece que em Portugal a receita é bem parecida, feita com queijos locais de vaca ou ovelha. As batatas utilizadas no prato chamam a atenção pelo sabor e textura: não por acaso, são previamente fritas.
Harmonizei com o branco alentejano Cartuxa, aromático e com acidez na medida, ideal para um prato cremoso como o bacalhau às natas:
O último prato é o único cuja receita é do Renato (os demais são do cardápio do restaurante), batizada por ele de bacalhau à moda antiga:
Não sei se dá para ver na foto, mas é uma posta assada lentamente, sempre regada com azeite, e acompanhada por batatas em lâminas finas (como absorvem sabor!), cebolas e arroz com brócolis e alho. Na taça, o tinto Esteva, do Douro, produzido pela Casa Ferreirinha, a mesma do ícone Barca Velha. De aroma floral, casou bem com a receita. Antes de partir para as duas sobremesas, fui pego de surpresa por pastéis de belém feitos pela Doces de Portugal e servidos com canela à parte, como se faz na Antiga Confeitaria de Belém, parada obrigatória para quem visita Lisboa:
Um dos pontos altos da noite foi o moscatel de Setúbal, fantástico vinho de sobremesa de cor âmbar e sabor peculiar que remete a caramelo...
... servido com pudim de claras com ovos moles...
A última sobremesa foi um curioso sorbet de vinho do porto feito pela sorveteria Alessa, servido com chocolate belga (da Degryse) e um excelente porto LBV Burmester. Como tudo vem ao mesmo tempo, sugiro degustar o sorbet isoladamente, pois a baixa temperatura dele tem efeito anestesiante sobre a língua.
Para quem estiver interessado em conferir, o preço do menu harmonizado é de R$ 150 por pessoa. Ah, o Renato estará presente para conduzir a harmonização somente hoje. Nos demais dia, o menu será exatamente o mesmo, mas sem a preciosa presença dele. Vale a pena!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Barbada da semana
Neste fim de semana provei uma massa congelada por indicação da minha mãe. Comprei por R$ 13 na Royal, ótima delicatessen que fica no Mercado Distrital do Cruzeiro. Não se deixem influenciar pelo nome pouco criativo ou pela logomarca simples (um caderno de receitas com uma caneta voando logo acima), pois o rondelle de espinafre com nozes da marca Receitas de Família é bom. Além disso é de preparo prático e rápido: forre o fundo de uma assadeira com o molho que quiser, coloque a massa por cima e cubra com mais molho, deixando no forno (tempratura alta) por uns 20 minutos. A bandeja, que tem 500g de rondelle, dá para quatro pessoas com apetite moderado. E a produção fica no próprio bairro, inclusive.
E vocês, leitores, têm barbadas para compartilhar?
E vocês, leitores, têm barbadas para compartilhar?
terça-feira, 8 de junho de 2010
Depois do Valter, agora é a vez do Zé Mário
Outro dia falei que havia comprado um queijo canastra fenomenal na Loja do Itamar, no Mercado Central. Cheguei lá indicado por um amigo conhecedor do assunto, que havia me indicado o queijo do Zé Mário quando eu disse que queria um que fosse feito com leite cru. Não tinha e acabei levando o do Valter, que se revelou excelente! Há pouco mais de uma semana estive novamente na loja e encontrei o danado, que é feito lá em São Roque de Minas! Só que não o levei no tamanho tradicional (cerca de 20cm de diâmetro), e sim na versão "Serra da Estrela": pequenininho, com não mais do que quatro dedos de diâmetro. Só falta prová-lo!
domingo, 6 de junho de 2010
Semana que vem tem Troisgros em BH
Mês passado acompanhei a gravação do programa de TV Que Marravilha, do chef francês Claude Troisgros, no Mercado Central de BH. Sua vinda a cidade rendeu dois episódios. O primeiro irá ao ar dia 17 deste mês, com participação de Fernanda Milagres, que aprenderá a fazer risoto de queijo brie, presunto cru, tomate e rúcula depois de sua falta de habilidade na cozinha ter sido "denunciada" pelo marido no site do programa. O segundo episódio, cuja gravação acompanhei, será exibido dia 8 do mês que vem. Nele, Sandra Duarte receberá as dicas do chef para acertar no preparo de uma paleta de cordeiro com cuscuz marroquino.
Lembrando: as estreias de cada episódio são exibidas sempre às quintas-feiras, às 22h. O canal é o GNT.
Lembrando: as estreias de cada episódio são exibidas sempre às quintas-feiras, às 22h. O canal é o GNT.
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terça-feira, 1 de junho de 2010
Restaurante Maharaj quer outro chef indiano
Depois da saída do chef Bhagwan (que está se dando bem com sua própria casa) no final do ano passado, o restaurante indiano Maharaj está procurando outro chef do país asiático para assumir o comando da cozinha. Demorou, hein?
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