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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

BHRW: Hermengarda

Ontem fui ao Hermengarda para conferir o menu que a casa preparou para a primeira edição da Belo Horizonte Restaurant Week. Gostei muito e recomendo.

No final da tarde de domingo liguei para lá e reservei mesa para quatro pessoas - sem dificuldade alguma e com pelo menos três opções de horário. Cheguei cinco minutos antes (19h55) e encontrei o salão já consideravelmente cheio. Minha mesa estava lá, naquele corredor lateral, à nossa espera. O ambiente se manteve agradável até o final da noite, mesmo com a casa lotada, o que também não comprometeu o atendimento, atencioso do início ao fim.

Fomos felizes na escolha dos vinhos - um espumante nacional e um rosê francês -, servidos com atenção pelo simpático garçom, na temperatura correta e em boas taças. Antes de pedi-los e dar início ao menu do evento, demos uma olhada pelo cardápio fixo e deixei registradas na memória três tentadoras "pendências" para visitas posteriores: arroz à Amado (com polvo, queijo coalho e castanhas portuguesas); camarão ao molho de pitanga (esqueci qual era o acompanhamento); e badejo ao molho de limão com arroz de coco e farofa de camarão. Ai, ai...

O menu em questão começou com porção de cogumelos de paris recheados com linguiça defumada e escoltados com juliana de legumes al dente. Comeria mais meia dúzia deles tranquilamente:


Em seguida, lombo de porco ao molho de cupuaçu com farofa de bacon, damasco seco e azeitonas verdes. O ponto alto da noite, sem dúvida. O molho denso e pungente (trata-se de cupuaçu, afinal) casou bem com a carne e também fez sucesso na mesa a farofa, cuja combinação de "pertences" funcionou muito bem. Damasco seco e azeitona na farofa? Soa menos estranho se lembrarmos que muitas farofas (natalinas, inclusive) são feitas com ameixa seca, passas, azeitona, bacon etc. Ah, a farofa é elaborada com farinha de Teixeira de Freitas, na Bahia. Estava realmente deliciosa. Eis o prato:


Para fechar, a sobremesa mais reproduzida das Minas Gerais: goiabada em crosta de castanha de caju sobre requeijão. Dizem que foi inventada no restaurante Tragaluz, em Tiradentes. Enquanto nenhum arqueólogo com ênfase em gastronomia aparece para desmentir, sigo acreditando na história. Uma combinação que não tem erro:


Já programei minha próxima ida a uma das casas da BHRW e, na volta, conto aqui como foi. Por enquanto, fica registrada aqui a ótima experiência que tive no Hermengarda. A propósito, reforço a necessidade de reservar com antecedência lugares nos restaurantes participantes do evento. Ontem mesmo presenciei fila na porta do Hermengarda e ouvi do chef da casa, Guilherme Melo, que não há mais vagas para esta semana. No entanto, acredito que não custa nada sondar possibilidades pelo telefone.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Atenção: Sergio Arno, semana que vem

Semana que vem o chef Sergio Arno virá a BH para duas noites de festival no seu La Pasta Gialla, dias 29 e 30. A ideia dele, desta vez, não é nova - cruzar produtos mineiros com pratos e técnicas italianas -, mas o menu me despertou interesse. Vejam se concordam ou não comigo:

Entrada
Bruschetta de jiló com carne moída e queijo canastra
ou
Salada de couve morna com tiras de frango crocante, bacon e cebola

Primeiro prato
Canjiquinha com ragu de perdiz em seu próprio molho
ou
Raviolone de requeijão da serra (que Serra?, pergunto eu), quibebe e carne seca crocante

Segundo prato
Tagliatelle com ragu de frango caipira e orapronóbis
ou
Risoto de suã desossada com feijão fradinho e queijo coalho

Terceiro prato
Lombo de porco ao leite com ervas aromáticas e polenta
ou
Filé de peixe com molho de limão caipira (seria orgânico? capeta?), capim santo e citronela com pupunha assada.

Sobremesa
Será surpresa, informa a casa.

Querendo conferir (eu estou querendo), adianto que esse menu custa R$ 95 por pessoa, com bebidas e serviço à parte. O La Pasta Gialla fica na rua Levindo Lopes, 96, Savassi. O telefone de lá é (31) 2515-9696.

Barbada da semana

A barbada desta semana não poderia ser outra que não a Belo Horizonte Restaurant Week, que começa hoje na cidade, reunindo 30 casas e seus menus de três etapas a preço fixo reduzido (R$ 27, 50 no almoço e R$ 39 no jantar, por pessoa) até dia 3 do mês que vem. Vocês podem ler neste blog o que andei escrevendo sobre o evento nas últimas semanas, sendo que a lista completa de casas participantes está aqui. Querendo ver os cardápios de cada uma, clique aqui.

sábado, 18 de setembro de 2010

Para não dizerem que não falei...

Já que em postagens passadas escrevi sobre a BHRW e o BH Bom de Mesa, ficou faltando, ao menos, publicar algo a respeito do Circuito Gastronômico da Pampulha. Afinal, são os três eventos que serão realizados simultaneamente em BH a partir de semana que vem, numa das agendas gastronômicas mais cheias dos últimos anos na cidade. Para quem conhece o Passaporte Belvitur, o funcionamento do evento na Pampulha é quase o mesmo: 10 casas da região oferecem desconto de 100% no prato do acompanhante até 30 de novembro. Para não deixar dúvida: você, de posse do passaporte do evento, paga pelo seu prato e ganha o do seu acompanhante. Eis a lista de participantes:

- Anella (cozinha italiana)
- Burgueria Original (sanduíches)
- Café Paddock (cozinha variada)
- Des Amis (cozinha variada)
- Paladino (cozinha variada)
- Parrillero (carnes)
- Quintal (carnes)
- Verde Essencial (cozinha variada)
- Xapuri (cozinha mineira)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mauro Bernardes está de volta!

Bem que eu havia notado. O primeiro prato do restaurante Ficus no menu da Restaurant Week estava com cara de ter sido roubado do Aurora. É o inesquecível "jardim florido": um prato com brotos, ervas e flores comestíveis com pingos de azeite aromatizado, sobre o qual é vertido consomê gelado de laranja e mexerica. Quem teria a cara de pau de copiar um prato tão singular como esse? Pois é, acabo de saber que Mauro Bernardes, chef que fez do extinto Aurora um dos mais indispensáveis restaurantes belo-horizontinos, está de volta. Que ótima notícia!

Mauro assumiu há alguns dias a cozinha do Ficus, aberto há poucos anos em Lourdes por Renato Savassi, também proprietário do tradicional La Traviata, na Savassi. O chef me disse que está trabalhando no novo cardápio, que será apresentado em cerca de 20 dias e será baseado em clássicos franceses - com toques pessoais, obviamente. Me adiantou, inclusive, que quer preparar canard à la presse, a clássica receita de pato do restaurante parisiense La Tour d'Argent, na qual as partes da ave são servidas com molho feito com o próprio sangue (extraído ao prensar sua carcaça com a pele e restos da carne).

Pago para ver se um chef do calibre do Mauro conseguirá imprimir apenas alguns "toques pessoais" ao cardápio francês!

Nova visita ao Bhagwan

Também semana passada aproveitei o feriado para retornar ao Buffet Bhagwan (Bhagwan, para os íntimos). Passei pela porta dele algumas vezes desde a visita passada e as mesas visíveis estavam sempre cheias, o que atiçava ainda mais minha vontade de voltar para conferir pratos diferentes e ver como o chef indiano Bhagwan Sinh e sua filha, Rukmani, estavam se saindo na cozinha e no salão. Para ler o relato da minha primeira ida lá, clique aqui.

Cheguei com minha mulher por volta de 13h ao restaurante, que tinha apenas uma mesa ocupada e nenhum sinal de garçom a vista. Em cinco minutos, apareceu Rukmani, cujo português falado, ainda muito tímido, parece estar em evolução. Começamos com o pão naan com alho e manteiga assado no tandoori: saboroso como na última vez, embora ligeiramente sapecado numa das pontas.

Pedimos samosas mistas (frango; legumes; e ervilha com batata e amendoim) na sequência, que chegaram com os habituais chutneys de mamão, coco e tamarindo - todos ok. Mais um naan chega à mesa, desta vez simples, mas igualmente queimadinho demais numa das extremidades. Nada que comprometa, mas é bom que o chef fique mais atento para que descuidos como esse não virem regra.

De prato principal, optamos novamente pelo chicken tikka masala e, para escoltá-lo, arroz com especiarias. Como da última vez sentimos falta do "calor" das especiarias, solicitamos que nosso pedido fosse incrementado nesse sentido. Foi parcialmente atendido, pois, como temia, foi entendido simplesmente como "mais pimenta". A graça da comida indiana não está só no "ardor", mas também no "calor", ou seja, naquela série de sementes, folhas, pós e temperos que enriquecem o sabor e aroma dos pratos. Bom, de toda forma, ficamos mais satisfeitos.

Outro ponto importante: o tandoor, o típico forno de barro cilíndrico dos indianos, é conhecido por conferir ótima textura às carnes nele cozidas. Ficam douradas por fora, mantendo o interior incrivelmente macio e suculento. Os cubos de frango do nosso tikka masala não estavam tão longe assim disso, mas, como no caso do naan (o pão que veio um pouco queimado), acredito que um pouco mais de cuidado resultaria num efeito bem melhor.

Ah, vi um rapaz com cara de indiano atendendo as mesas com Rukmani. Salvo engano, é amigo da família. Bom saber que estão reforçando o time do salão, pois já ouvi relatos desastrosos de quem esteve lá com casa cheia. No dia desta minha segunda visita, chegamos com a casa praticamente vazia e a deixamos quase lotada, sem ter um problema de atendimento sequer. Ponto para eles.

Mesmo com os pequenos tropeços que relatei, considero que o Bhagwan continua sendo um lugar que vale a visita. Ambiente informal, comida ok e preços que não assustam (R$ 70 para duas pessoas). Na próxima vez, quero experimentar pratos com cordeiro ou peixe, pois acabamos repetindo as pedidas da última visita!

sábado, 11 de setembro de 2010

BHRW: a lista definitiva

Caríssimos leitores, em primeiro lugar me desculpo com vocês pela ausência aqui neste blog. Me encontrei imobilizado pela seguinte série de acontecimentos: o glorioso retorno das férias, a imediata catapultagem para o Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes por dois fins de semana seguidos, o brutal ciclo de 10 dias de gripe (pacote completo, com tosse, coriza, espirro, calafrio, mal estar e ausência de olfato) e a necessária viagem de descanso no feriado de 7 de setembro.


Agora refeito, sem perder tempo aproveito para atualizá-los em relação a esperada Belo Horizonte Restaurant Week que se aproxima. Temos, então, uma lista definitiva com 30 casas participantes. Os menus completos podem ser vistos aqui, clicando no botãozinho vermelho abaixo do nome de cada restaurante. Como a lista do site está com erros de informação e truncada por questões de configuração, compartilho com vocês a versão revisada que tive de fazer para uso próprio:


À Mesa Bistronomique
Cozinha contemporânea. Só jantar.
Rua Boa Esperança, 306, Sion. (31) 3221-5541.

Applebee's
Cozinha norte-americana. Almoço e jantar.
Rodovia BR 356, 3.049, lojas NL 45 e 46, BH Shopping, Belvedere. (31) 3286-2450.

Badejo
Peixes e frutos do mar. Só jantar.
Rua Rio Grande do Norte, 836, Savassi. (31) 3261-2023.

Bistrô da Matilda
Cozinha francesa. Só jantar.
Avenida Quinta Avenida, 739, Condomínio Vale do Sol, Nova Lima. (31) 3541-4197.

Bistrô Verde Essencial
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Rua Expedicionário José Assunção dos Anjos, 900, São Luiz. (31) 3427-1679.

Café e Bistrô Sagrado
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Rua Santa Catarina, 1481, Lourdes. (31) 3291-0082.

Chez Bastião
Cozinha variada. Só jantar.
Rua Alagoas, 642, Funcionários. (31) 3261-5694.

D`Istinto
Cozinha italiana. Só jantar.
Rua São Domingos do Prata, 405, Santo Antônio. (31) 3223-5327.

Devassa
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Avenida Getúlio Vargas, 809, Funcionários. (31) 3223-2356.

Fabbrica Spaghetteria
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rua Felipe dos Santos, 27, Lourdes. (31) 3275-3365.

Fabbrica Spaghetteria
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rodovia BR 356, 3.049, lojas NL 33 e 36, BH Shopping, Belvedere. (31) 3264-2540.

Feliz
Cozinha variada. Almoço e jantar.
Rua Pium-I, 554, Sion. (31) 2516-8322.

Ficus
Cozinha variada. Só jantar.
Rua Felipe dos Santos, 162, Lourdes. (31) 3225-4007.

Haus München
Cozinha alemã. Só jantar.
Rua Juiz de Fora, 1.257, Santo Agostinho. (31) 3291-6900.

Hermengarda
Cozinha brasileira contemporânea. Só jantar.
Rua Outono, 314, Sion. (31) 3225-3268.

La Pasta Gialla
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rua Levindo Lopes, 96, Funcionários. (31) 2515-9696.

La Traviata
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Avenida Cristóvão Colombo, 282, Funcionários. (31) 3261-6392.

La Milonga
Cozinha argentina. Só jantar.
Rua Francisco Deslandes, 10, Anchieta. (31) 3282-2715.

Maharaj
Cozinha indiana. Só jantar.
Rua Paraíba, 523, Funcionários. (31) 3055-5444.

Maio Bar Cozinha
Cozinha contemporânea. Só jantar.
Rua Santa Catarina, 631, Lourdes. (31) 2526-0360.

Matusalém
Cozinha baiana. Almoço e jantar.
Avenida General Olímpio Mourão Filho, 169, Planalto. (31) 3447-9973.

Dádiva
Cozinha contemporânea. Almoço e jantar.
Rua Curitiba, 2.202, Lourdes. (31) 3292-9810.

Provincia di Salerno
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Rua Maranhão, 18, Santa Efigênia. (31) 3241-2205.

Saatore Ristorante
Cozinha italiana. Almoço e jantar.
Avenida Álvares Cabral, 1.171, Lourdes. (31) 3339-3180.

Storica Grill
Cozinha variada. Só jantar.
Avenida Getúlio Vargas, 900, Savassi. (31) 2516-1616.

Tavola
Pizza. Só jantar.
Avenida Luiz Paulo Franco, 301, Belvedere. (31) 3226-9277.

The Art from Mars
Cozinha contemporânea. Só jantar.
Rua Rio de Janeiro, 1.930, Lourdes. (31) 3337-9116.

Tradição de Minas
Cozinha mineira. Almoço e jantar.
Avenida Cristiano Machado, 4.000, União. (31) 3426-3989.

Via Destra
Cozinha italiana. Só jantar.
Avenida do Contorno, 3.588, Santa Efigênia. (31) 3214-0934.

Vinicius
Cozinha italiana. Só jantar.Rua Pium-I, 1.259, Sion. (31) 3879-0248.



Notem que (1) o restaurante Matusalém mudou de endereço (agora ocupa o ponto do extinto Orai Por Nós, no Planalto), (2) as duas unidades da Fabbrica Spaghetteria (Lourdes e BH Shopping) contam como duas casas, (3) o menu do Badejo inclui lagosta, (4) na Tavola a pizza do menu do evento tem tamanho padrão (não é brotinho), (5) o Bistrô da Matilda é a única casa que não fica em BH (está no condomínio Vale do Sol, em Nova Lima, na saída para o Rio), (6) o Feliz também mudou de endereço (número 554 da mesma rua, a Pium-I) e que (7) várias dessas 30 casas já oferecem menus promocionais e descontos paralelamente (os menus bistronômicos do Feliz, D'Istinto e do Hermengarda; o desconto de 50% do Applebee's à tarde; a quinta bistronômica e sem rolha do À Mesa Bistronomique etc), ou seja, avalie o que é mais interessante de acordo com seu perfil.


Por fim, uma dica vital: comecem imediatamente a garantir lugares nos restaurantes escolhidos, pois alguns deles já abriram suas agendas e já têm mesas reservadas!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Enfim, Restaurant Week em BH

De tanto a gente reclamar e torcer, deu certo! Entre dia 20 do mês que vem e 3 de outubro, Belo Horizonte terá sua primeira Restaurant Week, evento gastronômico que já agita outras capitais brasileiras há alguns anos. Funciona assim: durante o período em que é realizado, os restaurantes participantes oferecem menus completos (uma entrada, um prato principal e uma sobremesa) a preços fixos reduzidos no almoço e jantar. Aqui, as casas cobrarão R$ 28,50 no almoço e R$ 40 no jantar - o preço é por pessoa e não estão incluídos couvert e bebidas. Uma ótima chance de frequentar mais os nossos restaurantes, não acham?

Aí vai a lista parcial dos restaurantes que já aderiram ao evento:

A Mesa Bistronomique
Applebee’s
Badejo
Bistrô da Matilda
D’Istinto
Fabbrica Spaghetteria
Feliz
Ficus
Haus München
Hermengarda
La Milonga
La Pasta Gialla
Saatore
La Traviata
Maharaj
Matusalém
Dádiva
Stórica
Tavola
The Art from Mars
Tradição de Minas
Via Destra
Vinícius

Para quem não sabe, a Restaurant Week foi criada em Nova York, em 1992, com o intuito de minimizar os efeitos da baixa temporada na cena gastronômica da cidade. A ideia deu certo e o evento começou a ser reproduzido em outros países (falam em 100 cidades), sendo que, no Brasil, é realizado em São Paulo (duas vezes por ano e envolvendo pouco mais de 200 casas!), Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Vitória e Recife. Ah, R$ 1 do valor pago por refeição é doado a Casa de Apoio Aura.

E faltou dizer que esta edição contará com uma semana extra, exclusiva para clientes Mastercard Black e Platinum, entre os dias 13 a 19 do mês que vem.

Preparem-se!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Chef francês Patrick Gauthier de volta a BH



Em 2008 conferi o festim do chef francês Patrick Gauthier, do La Madeleine (Sens, França), no Festival de Gastronomia de Tiradentes. Foi um dos que mais gostei, deixando registrada a experiência no blog de cobertura do festival, que o jornal colocou no ar à época. Abro hoje meu e-mail e constato que mês que vem ele estará de volta ao Brasil, desta vez para um jantar harmonizado no Dádiva (Rua Curitiba, 2.202, Lourdes; 31 3292-9810), restaurante que tem investido muito nesse tipo de evento. Do ano passado para cá, vieram cozinhar na cidade, à convite da casa, os chefs Christophe Bacquié, Marc Meurin, Albano Lourenço e Marc St. Jacques - o próximo será o italiano Fabio Barbaglini. Patrick Gauthier cozinhará dias 10 e 11 e o menu será muito parecido com o que apresentou dois anos atrás em Tiradentes. A julgar pelo que experimentei naquela ocasião, recomendo fortemente. Eis o cardápio que vai apresentar:

- Gaspacho de tomate, morango e sorbet de chutney;
- Carpaccio de cavaquinha ao limão, azeite de oliva e creme de ovos de caviar avruga;
- Robalo ao azeite da Provença, dados de legumes e limão confitado ao sal;
- Lombo de cordeiro assado com frutas secas ao alho doce;
- Creme brûlée de pão de especiarias da Borgonha flambado diante do cliente;
- Surpresa de chocolate com frutas de Brasil

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Barbada da semana

É, parece que a bistronomia está mesmo pegando em BH. Em maio fiz matéria a respeito para o caderno Divirta-se mostrando três casas (D'Istinto, Benvindo e Piacenza) que trabalham de forma parecida - no caso, vendendo menus de quatro pratos por cerca de R$ 50 (individual) durante alguns dias da semana. O objetivo é servir comida de bom nível a preço menor do que o freguês anda acostumado.

As três fazem parte do Viva Mesa, associação que reúne mais seis restaurantes da cidade e arredores e que agora aderiu em massa a ideia. Até dia 13 do mês que vem todos eles promoverão suas noites bistronômicas, cada um com seu próprio cardápio, mas todos operando nessa faixa de preço. Um tremendo bom negócio, ou melhor, uma tremenda barbada! Além de D'Istinto, Benvindo e Piacenza, participam Feliz, Hermengarda, Flores, Via Destra, Chez Aline (Retiro do Chalé) e Gôndola (Sete Lagoas).

E para quem acha que isso está com cara de movimento localizado, articulado por integrantes da mesma associação, aviso que os resturantes À Mesa Bistronomique (Rua Boa Esperança, 306, Sion) e diVino (Quinta Avenida, 144, loja 6, Vale do Sol, Nova Lima) também entraram na onda. No primeiro, o menu com quatro pratos dessa quinta, dia 8, sai por R$ 55 (individual), sendo que o freguês pode levar o vinho de casa sem pagar rolha. No segundo, o preço é um pouco mais alto - R$ 85 -, mas são duas entradas, três pratos principais e uma sobremesa, todos versões reduzidas de receitas criadas pelo chef Tatá Carvalho para seu novo cardápio.

Isso sem falar no fabuloso Amigo do Rei, que às terças e quartas não cobra rolha e dá 30% de desconto num dos pratos do cardápio.

Estão descobrindo que, às vezes, menos é mais.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A volta dos "gordos"



Ontem fui ao coquetel de inauguração do novo Feliz, instalado na mesma rua Pium-I de antes, mas agora numa outra casa, no número 554, no Sion. Fica poucos metros abaixo do bar Empório do Zé, no mesmo quarteirão.


Não tive oportunidade de conhecer a cozinha (terei em breve), mas de cara deu para ver que o novo restaurante é menor e mais aconchegante que o antigo. Parece que vão explorar o recurso de chamar a atenção com giz e quadro negro.


Pessoalmente, achei essa nova versão mais bonita. Há uma pequena adega envidraçada e a finalização dos pratos continuará a ser feita na frente da freguesia, o que é interessante.


Como havia dito antes, novos pratos estarão disponíveis daqui a uma ou duas semanas. No entanto, o restaurante terá suas portas abertas ao público a partir de amanhã, trabalhando basicamente com o cardápio de antes.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Novo Feliz reabre nessa quinta

O chef Zoroastro Passos manda avisar que abrirá as portas de seu novo Feliz (agora na Pium-I , 554, Sion) para o público nessa quinta-feira, dia 1º de julho. O ambiente agora é menor, mas o esquema de finalizar os pratos na frente da freguesia foi mantido. Pratos novos, só daqui a umas duas semanas. Por enquanto, podemos esperar por clássicos do chef, como os filés fungado e do Beto. Para ver o fim que levará o imóvel do antigo Feliz, clique aqui.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O dia em que comi oito sanduíches no almoço

Hoje foi publicada uma matéria minha sobre a nova linha de hambúrgueres da rede norte-americana Applebee's, intitulada "Realburgers". O apelo desses hambúrgueres "de verdade" está principalmente no fato de que os bifes são moldados e temperados na hora, na tentativa de mostrar ao freguês que a cozinha da casa se preocupa com a qualidade do que está servindo. A ideia é tentar dar um certo tom artesanal a coisa toda. Achei a iniciativa louvável, visto que torna mais trabalhosa a rotina da equipe da cozinha e, no final das contas, nota-se grande diferença no produto final. Ponto para o Applebee's! E digo isso com propriedade, pois para fazer a matéria visitei a cozinha do restaurante (que fica no BH Shopping), conheci detalhes do processo e experimentei cada um dos sete novos sanduíches. Um pedacinho de cada, é lógico!

Bom, comecei não pela degustação, mas por um tour pela cozinha. A primeira coisa que me chamou a atenção foram os vários papeis informativos pregados na parede, com instruções de todo tipo. Esse ensina os funcionários a pronunciar corretamente o nome dos sanduíches:


É engraçado ler o inglês escrito assim! Esse aqui também:


Já esse ensina tim tim por tim tim o preparo do hambúrguer (cliquem na imagem para ampliá-la e ler as instruções):


O equipamento da esquerda mede a temperatura da chapa dos hambúrgueres com raio infravermelho e o da esquerda é uma espécie de espátula para limpá-la:



Cheguei, então, aos fundos da cozinha, onde o funcionário Daniel Novaes estava por conta de transformar parte do saco de acém bovino moído em bolas de 200g, que mais tarde seriam achatadas na forma de um hambúrguer:




200g, hein?! Complete com mais um pouquinho aí!



Recomendo uma visita a cozinha do Applebee's àqueles que são maníacos por organização. Vocês vão adorar cada detalhe! Há etiquetas para tudo:


Depois de chegarem ao peso certo, as bolas vão para uma gaveta refrigerada, de onde só são retiradas quando um pedido chega à cozinha:




É importante dizer que a casa não sai enrolando um montão de bolas num único dia para usar ao longo da semana. Elas são produzidas toda manhã. Logo, o hambúguer que você come hoje foi feito hoje. E quando o pedido chega, o chapeiro pega a bola de carne, coloca na chapa e a amassa sob um papel para lhe dar forma:


Agora sim fica parecendo um hambúrguer de verdade; não só pelo formato, mas também pelo aspecto irregular das beiradas. Reparem:


O tempero é daqueles que têm um nome indecifrável em inglês e levam uma infinidade de ingredientes não revelados para invasores como eu. Só é jogado sobre a carne quando ela já está na grelha:


Hora do queijo!


Enquanto isso, tosta-se levemente o pão:


A colocação do catchup e da maionese tem toda uma ciência:


Eis um "peppercorn steakhouse burger" (com toque de pimenta-do-reino e fios de cebola empanada) pronto para ir à mesa:


Comecei a degustação pelo ótimo "fire pit bacon burger" (R$ 32,50), que leva hambúrguer, queijo americano (seja lá o que for isso...), bacon, maionese com pimenta chipotle e salada:


Na sequência, "peppercorn steakhouse burger" (R$ 32,50), composto por hambúrguer, pimenta do reino moída na hora (que deu sabor muito especial), steak sauce (hein?), fios de cebola empanados, queijo americano (hein?) e maionese. Foi um dos melhores:


Esse "big apple burger" (R$ 35,90) é da pesada, pois é feito com nada menos que dois hambúrgueres, queijo jack (esse existe mesmo, não é nome fantasia!), quatro fatias de bacon, "cremoso molho ao estilo Applebee's" (isso é uma charada?) e salada. Recomendado só para quem está animado. Como escrevi na matéria, é um sanduíche cujo tamanho só permite aproximação da boca em diagonal:


E as surpresas não param por aí. Chegou à mesa o "cowboy burger" (R$ 32,90), que tem como ingredientes hambúrguer, bacon, queijo jack-cheddar, salada e... um anel de cebola empanado de uns dois dedos de largura! Meu Deus:


Agora um "bacon cheddar cheeseburger" (R$ 26,50) para limpar o paladar...


... antes do "surf 'n turf burger" (R$ 33,50), que propõe a bizarra combinação de hambúrguer com camarões, "mistura de queijo italianos" (mas são tantos e tão distintos!) e cebolas grelhadas. Enfim, gosto não se discute:


O último sanduíche da nova linha que provei foi o "quesadilla burger" (R$ 29,90), cujo ascendência tex-mex é caracterizada por hambúrguer, queijo jack-cheddar, bacon, salada, pimenta jalapeño em conserva, pico de gallo, "molho mexi ranch" (tecla sap, por favor!) e tortilhas de trigo no lugar do pão tradicional:


Achei que já havia concluído a missão quando a "saideira" chegou inesperadamente à mesa. Os "bbq pulled pork sliders" (R$ 24,90) são três mini sanduíches de carne de costela de porco defumada e desfiada com "molho southern bbq" (porque não basta ser barbecue...) e picles:


E o que tenho a dizer depois de tudo isso? Digo que sim, moldar e temperar a carne na hora parece fazer a diferença, pois todos os bifes estavam bronzeados por fora, suculentos por dentro e muito saborosos. Sem dúvida, há tempos eu não comia um hambúrguer tão bom.

Zoroastro, o novo Feliz e "Os Ossos"

O chef Zoroastro Passos já está nas beiras de reabrir o restaurante Feliz, agora em novo endereço: na mesma rua (Pium-I, 554), próximo a esquina com rua Campanha, no Sion. O antigo imóvel, uma casa bacana na esquina com a rua Minas Novas, abrigará outro restaurante do chef. A princípio o nome dessa outra casa seria Z de Zoroastro, com proposta gastronômica bem ousada - servir uma única mesa por noite, com menu degustação escolhido pelo freguês ou no esquema "menu confiança".

Mas o chef sentiu que não daria pé e pensou num plano B, que batizou de The Bones ("Os ossos", em inglês). Como dá para supor, servirá só carnes com osso, como prime-rib, t-bone, costela de boi, costelinha e sobrecoxa de frango. Está pensando, inclusive, em investir num girarrosto (o equivalente italiano a nossa televisão de cachorro) gigante. A princípio, essa segunda casa deverá ser aberta em meados de agosto. Particularmente, acho que a proposta do The Bones tem mais chances de dar certo do que a do Z de Zoroastro.

No entanto, algo me diz que o chef não abandonou essa ideia de servir uma única mesa por noite. Vamos aguardar.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Menu harmonizado no Verde Gaio




Ontem comi e bebi muito bem no Verde Gaio. Fui gentilmente convidado pelo restaurante para conferir em primeira mão o menu degustação harmonizado que a chef de lá, a portuguesa Valeriana Junqueiro, desenvolveu em parceria com o chef Renato Quintino, que presta consultoria para a casa há alguns meses. Será servido de hoje a sábado que vem e é composto por seis pratos (sendo três receitas de bacalhau), cada um combinado com um vinho lusitano diferente. A ideia partiu do Renato, que é também professor da Associação Brasileira de Sommeliers aqui em BH e frequentemente se via às voltas com a seguinte pergunta: bacalhau combina com o que? Quem quiser ler a matéria que escrevi a respeito na edição do caderno Divirta-se de hoje, clique aqui.
Comecei com dois itens que não estão na degustação, só para experimentar mesmo. O primeiro foi o clássico bolinho de bacalhau (me garantiram que frio e no dia seguinte fica ainda melhor)...


... e o segundo, uma boa berinjela marinada com azeite, vinagre e alho cru...


Bom, foi preciso frear o apetite, pois havia uma degustação inteira pela frente! E ela começou com um típico caldo verde com paio, bem feito e com os sabores da batata e da couve amalgados por toque de azeite. Como o espumante da Bairrada ainda não havia chegado, fui de Valmarino, um bom gaúcho que deu conta do recado.


Na sequência, o vinho verde Rolan, feito com a emblemática uva alvarinho. Trazido pela Adega Alentejana, é delicioso e diferente de outros verdes que já experimentei, pois não tem aquela sensação levemente frisante. Esse é o Rolan:


Caiu bem com o bacalhau à Gomes de Sá, servido em lascas com batata, azeitona preta e ovo ralado. Pouco sal, do jeito que eu gosto. Quando vinha alguma azeitoninha na garfada, então, ficava perfeito! Vejam:


Não sou muito chegado a pescados com queijo, mas devo admitir que o bacalhau às natas gratinado com canastra curado ficou bem interessante. É montado em camadas: lascas de bacalhau, palitos de batata, molho branco e queijo canastra por cima. Para quem acha que é invenção de moda, Valeriana esclarece que em Portugal a receita é bem parecida, feita com queijos locais de vaca ou ovelha. As batatas utilizadas no prato chamam a atenção pelo sabor e textura: não por acaso, são previamente fritas.


Harmonizei com o branco alentejano Cartuxa, aromático e com acidez na medida, ideal para um prato cremoso como o bacalhau às natas:


O último prato é o único cuja receita é do Renato (os demais são do cardápio do restaurante), batizada por ele de bacalhau à moda antiga:


Não sei se dá para ver na foto, mas é uma posta assada lentamente, sempre regada com azeite, e acompanhada por batatas em lâminas finas (como absorvem sabor!), cebolas e arroz com brócolis e alho. Na taça, o tinto Esteva, do Douro, produzido pela Casa Ferreirinha, a mesma do ícone Barca Velha. De aroma floral, casou bem com a receita. Antes de partir para as duas sobremesas, fui pego de surpresa por pastéis de belém feitos pela Doces de Portugal e servidos com canela à parte, como se faz na Antiga Confeitaria de Belém, parada obrigatória para quem visita Lisboa:


Um dos pontos altos da noite foi o moscatel de Setúbal, fantástico vinho de sobremesa de cor âmbar e sabor peculiar que remete a caramelo...


... servido com pudim de claras com ovos moles...


A última sobremesa foi um curioso sorbet de vinho do porto feito pela sorveteria Alessa, servido com chocolate belga (da Degryse) e um excelente porto LBV Burmester. Como tudo vem ao mesmo tempo, sugiro degustar o sorbet isoladamente, pois a baixa temperatura dele tem efeito anestesiante sobre a língua.


Para quem estiver interessado em conferir, o preço do menu harmonizado é de R$ 150 por pessoa. Ah, o Renato estará presente para conduzir a harmonização somente hoje. Nos demais dia, o menu será exatamente o mesmo, mas sem a preciosa presença dele. Vale a pena!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Notícia quentinha

Essa eu acabei de ficar sabendo: Wilson Kinoshita (do nipo-peruano Shimo/SP) foi contratado para dar consultoria para o restaurante japonês Rokkon, em Lourdes, que há não muito tempo foi comprado pela turma que é proprietária também do Dádiva, dos bares Tizé e Maria de Lourdes e da futura parrilla que será aberta ali do lado. Ah, Wilson é cunhado do craque Murakami, chef do japa moderno Kinoshita, em São Paulo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Borgevita, self de luxo em Lourdes

Você ainda não ouviu falar dele porque ainda não foi aberto - só na primeira semana de julho. Será um self service de alto nível, me contou Tomaz Gomide, um dos proprietários do futuro restaurante e sócio do Gomide e Atlantico. O imóvel escolhido fica na Rua Marília de Dirceu, também em Lourdes, onde funcionava a loja da Punto It.

Fiquei preocupado quando ouvi isso: para onde iria a ótima sorveteria, então? Mandei um e-mail para a Khênia Strumia, proprietária da Punto It, que me esclareceu a história: a loja é muito grande para abrigar somente a sorveteria e o espaço onde ficava a produção de sorvetes, muito pequeno para os planos de expansão da marca. Associaram-se, então.

Khênia disse que está procurando por novo ponto na Zona Sul: provavelmente a nova loja será aberta no verão que vem. Os sorvetes da Punto It continuarão a venda no local, garantiu. Bom, mas vamos ao Borgevita: funcionará só para almoço, com poucas (e boas) opções de pratos, que serão vendidos à quilo.

Sim, à quilo. Para aqueles que gostam de manifestar desprezo pela comida pesada na balança, Tomaz explica que a opção se fundamenta simplesmente no hábito da maioria. Ou seja, é uma questão de costume. "Boa parte do meu público no Gomide, por exemplo, não gasta mais do que R$ 20 para almoçar. A comida será uma mistura do Gomide com o Atlantico. Não será o corriqueiro. E quero trazer um chef do à la carte. Não quero macaco velho de bufê", adianta ele.

O preço do quilo será em torno dos R$ 40 e haverá carta de vinhos. Aliás, serão muitos os vinhos em meia-garrafa e garrafa de 187ml, com serviço adequado (taças, baldes com gelo, gente para servi-los decentemente etc e tal). Ah, a casa também poderá ser fechada para eventos e funcionará como base para serviço de catering.

É esperar para ver.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Restaurante Maharaj quer outro chef indiano

Depois da saída do chef Bhagwan (que está se dando bem com sua própria casa) no final do ano passado, o restaurante indiano Maharaj está procurando outro chef do país asiático para assumir o comando da cozinha. Demorou, hein?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ecos do Aurora

E eis que Mauro Bernardes, chef do recém-extinto restaurante Aurora, reaparece. De volta a cozinha onde havia trabalhado antes. Aposto que será ótimo.

domingo, 16 de maio de 2010

Pague 1, leve 2

Pessoal, acabo de receber e-mail da Fabiana Santiago, proprietária do restaurante Urbano Santiago, no qual ela me informa o seguinte:

A partir de amanhã (dia 17) e até quarta-feira, dia 19 de maio, vai figurar uma promoção do Urbano Santiago. Você vai poder entrar no site do Citybest, comprar um voucher de R$ 100 e pagar apenas R$ 50. Não há limite de compra do voucher.

Sim, é isso mesmo que vocês leram: comprar um voucher de R$ 100 no site, pagar R$ 50 por ele e consumir R$ 100 no restaurante. Quando a esmola é muita, o santo desconfia, não é mesmo? Mas o negócio é de verdade mesmo. Vejam o blog do CityBest e comprovem.

O site começou a atuar em BH terça passada, dia 11, vendendo cupom de 10 chopes na cervejaria Devassa por metade do preço. Em vez de pagar R$ 42 pela chopada, quem comprou o cupom desembolsou só R$ 21. Para se ter uma ideia do sucesso da iniciativa, os cupons dos quatro mil chopes previstos para essa ação promocional foram vendidos em menos de 24h, dos quais mil só nas primeiras duas horas.

Pelo visto, é bom ficar atento ao site, pois o que não vai faltar é barbada!