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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Barbada da semana

Semana passada entrei, quase sem querer, no supermercado Morini de Lourdes. Fui direto a seção de vinhos e dei de cara com o tinto português Paulo Laureano Premium 2008 por R$ 35,99! Essa linha do brilhante enólogo lusitano é composta pelos rótulos "clássico", "premium" e "reserve" e, tendo em vista que o primeiro deles (que é o mais simples) já me agradou bastante, estou com altas expectativas em relação ao segundo, que ocupa posição intermediária. Já está na minha adega.

Nas prateleiras da loja, além do PL Premium, havia alguns rótulos do argentino Los Alamos, clássica opção de bom custo/benefício, que havia visto à venda apenas na Mistral até então. Todos a R$ 31,99. Minutos antes um amigo havia me indicado um rótulo também argentino, o Alto Las Hormigas, que, coincidentemente, encontrei no Morini - R$ 37,99. A conferir.

E na semana que antecedeu o feriado de 7 de setembro dei um bordejo pelas gôndolas do Super Nosso do Gutierrez, onde encontrei cestas cheias de produtos em oferta. Alguns realmente tentadores, outros nem tanto. Água de flor de laranjeira Zeenny (R$ 9,90, 500ml), vinagre de vinho sabor estragão Maille (R$ 9,90), moedor de pimenta Carmencita (com pimenta branca; cerca de R$ 9, 45g), frutos do mar em conserva, antepastos, azeites e vinagres, entre outros produtos, vários abaixo de R$ 7.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Barbada da semana

Sabendo do apreço que tenho por encartes de supermercados, padarias e afins, minha mulher me trouxe agora à noite o do Mart Plus. Logo na capa vejo uma oferta que muito me agrada: o satisfatório azeite extravirgem português Gallo, do tipo "Novo", por R$ 19,98 (500ml). Logo ao lado, bacalhau porto desfiado por R$ 39,80 (quilo) também não me parece caro demais. Mais a frente, se mostram muito atraentes os preços das cervejas pilsen mineiras Áustria (R$ 3,58, 600ml) e Backer (3,98, 600ml).

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Barbada da semana

Neste fim de semana provei uma massa congelada por indicação da minha mãe. Comprei por R$ 13 na Royal, ótima delicatessen que fica no Mercado Distrital do Cruzeiro. Não se deixem influenciar pelo nome pouco criativo ou pela logomarca simples (um caderno de receitas com uma caneta voando logo acima), pois o rondelle de espinafre com nozes da marca Receitas de Família é bom. Além disso é de preparo prático e rápido: forre o fundo de uma assadeira com o molho que quiser, coloque a massa por cima e cubra com mais molho, deixando no forno (tempratura alta) por uns 20 minutos. A bandeja, que tem 500g de rondelle, dá para quatro pessoas com apetite moderado. E a produção fica no próprio bairro, inclusive.

E vocês, leitores, têm barbadas para compartilhar?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Depois do Valter, agora é a vez do Zé Mário



Outro dia falei que havia comprado um queijo canastra fenomenal na Loja do Itamar, no Mercado Central. Cheguei lá indicado por um amigo conhecedor do assunto, que havia me indicado o queijo do Zé Mário quando eu disse que queria um que fosse feito com leite cru. Não tinha e acabei levando o do Valter, que se revelou excelente! Há pouco mais de uma semana estive novamente na loja e encontrei o danado, que é feito lá em São Roque de Minas! Só que não o levei no tamanho tradicional (cerca de 20cm de diâmetro), e sim na versão "Serra da Estrela": pequenininho, com não mais do que quatro dedos de diâmetro. Só falta prová-lo!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Barbada da semana



Sem ele não há babaghannouj. Nem homus. Nem uma porção de outras receitas típicas árabes. Falo do tahine, a densa e intensa pasta de semente de gergelim. A lata de 500g da marca brasileira Istambul costuma beirar os R$ 20, mas na sexta passada eu a encontrei por R$ 14,90 numa diminuta loja chamada simplesmente Integral, localizada na entrada principal do Mercado Distrital do Cruzeiro (Rua Ouro Fino), em frente a banca de revista. Caso precisem, os telefones de lá são 3287-0405 e 2555-0405. O tahine Istambul é o mais fácil de achar aqui em BH, costuma ser mais barato que o das outras marcas (quando encontradas, como a Sésamo Real) e sempre dá resultado satisfatório.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Barbada da semana

Quem acompanha este blog sabe que quando entro em supermercados, empórios e afins, meu radar funciona especialmente bem para localizar halawa com pistache, a divina mistura de tahine, extrato de halawa, açúcar (ou mel) e pistache que os árabes alçaram a condição de uma das sete maravilhas do universo dos doces. Já cheguei a postar sobre a dificuldade de encontrá-lo em BH, inclusive. Pois outro dia fui ao supermercado Extra (da região hospitalar) e não só achei o danado (a marca é a libanesa Zeenny), como estava mais barato do que da última vez que comprei (cerca de R$ 18, no Carrefour, há uns dois anos), agora por inacreditáveis R$ 15,49! E o mais curioso: o halawa da mesma marca e do mesmo tamanho, porém sem pistache, custava mais caro, tipo R$ 22! Quem explica?! Só sei que arrematei três potes e deixei para trás uns oito, talvez. São de quem chegar primeiro!


P.S.: Havia também, no mesmo supermercado, azeites de marcas como Verdenso e De Cecco por preços inesperados - cerca de R$ 12 cada garrafa de 500ml!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Meia garrafa, ora pois!

Descobri vinho do enólogo Paulo Laureano, enólogo português cujo trabalho admiro, vendido em meia garrafa no supermercado Super Nosso! Nunca tinha visto garrafinhas dele por aqui! É o tinto Paulo Laureano Premium, no caso, elaborado com as uvas aragonez e trincadeira. O problema é o preço: R$ 31,90... Com esse mesmo dinheiro dá para comprar uma garrafa inteira da linha mais simples dele (Paulo Laureano Clássico), que é ótima. Sei que não dá para comparar um com o outro, é lógico, mas R$ 31,90 por meia garrafa ainda é muito dinheiro para nós, simples mortais.

Alô, Supernosso, será que não dá para diminuir esse preço?

domingo, 16 de maio de 2010

Uma passadinha no paraíso

Outro dia, o Marcelo Brandão, leitor assíduo deste blog, comentou que é frequentador de pequenas lojas, especialmente delicatessens. Mencionou o Empório Paraíso, pequena loja de apelo gourmet incrustada há 10 anos num dos corredores do Mercado Central e que tive a oportunidade de conhecer melhor hoje de manhã. É claro que não dá para compará-la às concorrentes de maior porte, mas ainda assim é possível dizer que oferece boa variedade de produtos.

Sobretudo queijos. Gostei de encontrar por lá o delicioso cablanca holandês, feito com leite de cabra (R$ 71,48/quilo). Depois, fui apresentado ao vigoroso gouda maturado Old Dutch, também holandês e delicioso (R$ 68,90/quilo). Havia ainda uma grande roda do italiano parmigiano reggiano (R$ 145/quilo), da qual extraí um pedacinho para degustação. Quando a gente não conhece ou está em dúvida, dá para ir provando um pouquinho de cada, o que é ótimo.

Vi alguns queijos argentinos da Sancor e a primeira pergunta que me veio à cabeça foi: será que tem o dulce de leche da marca? Tinha! R$ 6,50 o potinho de 250g. É bom saber que esse raro (e tentador) potinho pode ser encontrado lá. Ah, o Empório Paraíso também tem loja no bairro Vila da Serra, perto do Trevo do Seis Pistas, no edifício Portal de Nova Lima. Para quem mora para os lados de lá, deve ser melhor do que batalhar por uma vaga ao redor do mercado ou deixar um rim para pagar a conta dos estacionamentos ao redor.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Um canastra para chamar de meu

Esta semana fui ao Mercado Central para comprar umas coisas que precisava. Demorei umas quatro ou cinco passadas em frente a queijarias para lembrar que há muito tempo desejo comprar um bom queijo minas artesanal, feito com leite cru. Indicado por uma amigo que entende do assunto, cheguei a Loja do Itamar (corredor J, 19; 31 3274-9535) e pedi pelo queijo canastra do Zé Mário. Não tinha! O pessoal que me atendeu disse que eu poderia levar o do Valter, que era praticamente o mesmo, já que pertenciam a mesma associação. Desconfiado, fiz mais perguntas e provei um pedacinho. Convencido, levei para casa uma peça inteira, que me saiu por R$ 21.


Que coisa maravilhosa... Massa firme, mas macia. Aroma pungente. Sabor rico e marcante, sem ser muito salgado, nem ácido demais. Persiste na boca. Uma coisa!

O Valter em questão é Valter Caetano Leite, da fazenda Medeiros, na cidade de mesmo nome. Dois selos vêm colados no plástico que envolve o queijo: um que atesta se tratar de um queijo minas artesanal canastra elaborado com leite cru, incluindo logotipos da Aprocan (Associação dos Produtores de Queijo Canastra) e Aprocame (Associação dos Produtores de Queijo Canastra de Medeiros); e outro com dados específicos do produto e do produtor, como número do lote, cadastro no Instituto Mineiro de Agropecuária, telefone e informação nutricional.

No segundo selo há a seguinte instrução: "Retirar da geladeira uma hora antes de consumir". No entanto, estou seguindo as recomendações do amigo e dos vendedores da Loja do Itamar, ou seja, embrulhando o queijo num pano de prato e deixando-fora da geladeira. Três dias já se passaram e sua casa está começando a amarelar de fora para dentro. Talvez eu corte um pedaço para deixar na geladeira e fazer comparações. Por enquanto, só tenho a dizer que o sabor continua fantástico e que esse tipo de produto me dá muito orgulho de pertencer ao mesmo estado do Valter.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Barbada da semana

Voltemos ao Morini, supermercado de apelo gourmet cujo encarte atual nos informa que as seguintes ofertas são válidas até o próximo domingo, dia 16:

- Vinho argentino Alamos, um dos ícones da relação custo/benefício entre os brasileiros, por R$ 29,90. Cabernet sauvignon, tempranillo ou chardonnay;
- espumante gaúcho Salton, o preferido dos "guerrilheiros", por R$ 19,99;
- cerveja stout irlandesa Guinness, na boa e velha lata de 440ml, pelos bons e velhos R$ 9,99;
- tendo mínima qualidade, é uma tremenda barbada o salmão chileno da Frescatto por R$ 23,99/kg;
- o mesmo vale para o queijo gorgonzola mineiro da Boa Nata, vendido a R$ 19,99/kg;
- nada mal R$ 7,99 pela embalagem de 1kg do arroz arbóreo italiano da Paganini;
- a lata de 400g de tomate pelati italiano da Costazurra é uma das mais baratas do mercado por R$ 2,49;
- por fim, também não me parece tão absurdo assim pagar R$ 4,99 por 50g de filé de anchova em azeite da marca italiana Pelazza

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Barbada da semana

Mais do que pedante, seria caricato demais da minha parte dizer que na falta de um vero grana padano ou parmigiano reggiano opto pelo queijo gaúcho Gran Formaggio. Seria injusto com um produto de qualidade tão elevada. Atenção puristas: não estou aqui para comparar o produto nacional com as matrizes inspiradoras italianas! De jeito nenhum! Mas basta provar os triângulos fracionados disponíveis por aí para ver que o "queijo tipo grana padano" da Gran Formaggio ainda dá um banho na concorrência, apesar de admitir que outras marcas nacionais vêm aperfeiçoando seus queijos dia após dia. Bom, essa disputa é ótima para o consumidor e melhor ainda é poder encontrar esse ótimo queijo vendido quase pelo preço de outrora, R$ 49,98/kg. Vi no encarte atual do Verdemar e não sei por quanto está sendo vendido nos outros supermercados, empórios e padarias da cidade.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Chile, vinho e terremoto



Vejam como é interessante (e dinâmico) o jornalismo: em fevereiro fui convidado para participar de degustação de vinhos com o produtor chileno Hugo Casanova na Casa Rio Verde, destinada a jornalistas e formadores de opinião. Com o terremoto que sacudiu o país dele dia 27, o evento foi adiado. Remarcada a degustação para este mês, ele se preparou para vir a BH não apenas falar dos seus rótulos, mas também dos efeitos da tragédia no cenário do vinho no Chile. Tudo muda.

Porém, para sorte dele, o terremoto não afetou sua vinícola, a Casanova, que fica no vale de Maule - ainda assim uma das regiões mais castigadas pelos tremores. Muita sorte mesmo. A associação de produtores Vinos de Chile estima que os prejuízos para o setor representam algo em torno de US$ 250 milhões. Para se ter uma ideia, cerca de 125 milhões de litros de vinho foram perdidos...

Hugo mostrou fotos realmente impressionantes das consequências do terremoto. Tanques de aço inoxidável, por exemplo, ficaram com aspecto de uma latinha de cerveja amassada. Em alguns locais, contou, formou-se uma corredeira de um palmo de altura de vinho correndo para o ralo - literalmente. As paredes da bodega dele tiverem apenas algumas fissuras, que foram facilmente reparadas.

A maior parte dos tanques usados pelo Chile vem da Europa, continente onde não há terremoto (falei bobagem?). Em vista disso, os hermanos já estudam maneiras de tornar seus tanques mais resistentes. Já os vinhedos, garante, praticamente não foram muito afetados. As parreiras apenas balançaram, sem maiores consequências.

O epicentro dos tremores foi identificado ao sul da região do Maule: de acordo com Hugo, é a principal do país, respondendo por cerca de 50% dos 800 a 900 milhões de litros produzidos anualmente no Chile. Ele afirma que os produtores não querem alterar preços por causa da tragédia, mas prevê algum tipo de aumento a curto ou médio, principalmente por parte das vinícolas afetadas, é lógico.

Bom, antes de falar dos vinhos degustados, vamos a algumas informações que peguei lá:
- Brasil e Venezuela são os principais compradores de vinho chileno na América do Sul;
- Levando em consideração o mundo todo, os principais clientes dos produtores chilenos são Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Holanda e Dinamarca;
- Em geral, a postura adotada pelos produtores do Chile ao vender para o exterior é a de focar mais na qualidade do vinho em si do que naquela ideia de "bom, bonito e barato";
- "Chile é grande produtor, mas não tão grande país de consumidores de vinho". Palavras do próprio Hugo Casanova;
- A média de consumo de vinho no país dele já foi de 30 a 40 litros por ano e per capita. Hoje a média é de 13 litros

Os vinhos, então. Não havia degustado ainda nenhum dos rótulos da Casanova. Se reveleram uma grata surpresa. A maioria de boa relação custo/benefício. O primeiro foi um chardonnay reserva (R$ 33), amarelo pálido, com mel na boca e, no nariz, casca de laranja e abacaxi. Bem leve e com pouca madeira. O rosê (R$ 22) é elaborado com cabernet sauvignon e tem notas de frutas frescas. Já o carménère (R$ 32,85), um dos que mais me agradou, apresenta especiarias, frutas vermelhas e couro. Por fim, provei o cabernet sauvignon premium da vinícola, identificado pela linha Don Aldo (R$ 63,90), realmente o ponto alto da degustação: elegante, ameixa bem madura, taninos macios e fácil de beber.

Ficam aqui as dicas.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Utilidade pública

É da maior utilidade a cotação de preços de barril de 50l de chope que as simpáticas moças da Confraria Feminina de Cerveja fizeram no mercado belo-horizontino. Com nome da marca, preço e telefone. Coisa de profissional.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Kopi luwak: será que vai pegar?

Devagarinho, pé ante pé, os valorizadíssimos cafés processados nas entranhas de animais começam a chegar a BH. O primeiro rumor disso veio do café Benzadeus, no centro da cidade, que garantiu ter encomendado, no início do ano passado, um pacote do mundialmente conhecido (e caro) kopi luwak, o café que é "beneficiado" no sistema digestivo da civeta, um mamífero indonésio semelhante ao gato doméstico. O bicho escolhe os frutos mais doces, come e se "desfaz" deles depois. Em seguida, entra em ação o profissional que recolhe essas fezes, retira delas os grãos de café, os limpa e embala. E há quem pague ainda mais para fazer em casa sua própria limpeza...

Pouco depois, em maio passado, soube que o Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho, pretendia servir em seu restaurante expressos feitos com o Jacu Bird Coffee, café que vem do Espírito Snato e cujo processo de produção foi inspirado no do kopi luwak, mas com o jacu (aquela ave grande e negra) no lugar da civeta. Postei sobre isso aqui. Pelo que eu sei, nenhum dos dois lugares conseguiu servir os tais cafés.

Semana passada soube de um jantar harmonizado com vinhos de um sommelier sueco no restaurante Dádiva e advinha qual café estava previsto para o final do evento? Jacu Bird Coffee! Se foi servido, não sei, mas acabo de saber que o Villa Café, que inaugurou sua primeira loja recentemente, na Savassi, passará a servir o kopi luwak original da Indonésia a partir dessa quarta-feira, dia 14 - a data coincide propositalmente com o lançamento da loja virtual da marca. A saber: a xícara do expresso sai por R$ 20 e a embalagem de 100g, a R$ 150.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Barbada da semana

Sou apreciador das ótimas cervejas da Falke Bier desde que as conheci. Inclusive, fui um dos primeiros (se não o primeiro; o ano era 2004) a fazer reportagem sobre o notável trabalho dos irmãos Falcone no condomínimo Vale do Ouro, no caminho de Ribeirão das Neves, ao lado de BH, onde fica a fábrica. Quando lançaram a Falke Tripel Monasterium, uma ale refermentada na própria garrafa com maltes de cevada, trigo e aveia, foi uma aposta e tanto. Ousadia. Como o mercado de cervejas especiais vem evoluindo rapidamente de pouquíssimos anos para cá, uma cerveja vendida por R$ 50 numa garrafa de champanhe naquela época era realmente algo ousado. Mas trata-se de uma tremenda cerveja! Não tardou para que vencesse as montanhas e começasse a chegar em outras praças, onde foi, como era de se esperar, muito bem recebida, ajudando a tornar a marca mais conhecida fora de Minas Gerais. Para se ter uma ideia, em 2008 ela faturou o prêmio de produto mais inovador no TecnoBebida Award e ano passado, o de produto do ano no Prêmio Paladar, concedido pela caderno de gastronomia do jornal O Estado de S. Paulo também as cervejarias Bamberg e a Colorado.


Falke Bier/Divulgação

E onde entra a barbada nessa história toda? É que hoje é possível comprar essa cerveja excepcional não por R$ 50, mas por R$ 33,99! Esse é o preço mais baixo da Monasterium de que já tive notícia, praticado pela Mamãe Bebidas, distribuidora que fica num posto de gasolina na avenida do Contorno, 1.955, Floresta. E me parece que outras promoções estão sempre sendo divulgadas no Twitter deles, como bem nos avisou o leitor Guilherme Lopes. Vale ficar de olho.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Barbada da semana


Há dois ou três anos ganhei uma garrafa do tinto português Crasto 2006, que provei e aprovei. Proveniente do Douro, é feito com as uvas tinta roriz, tinta barroca, touriga franca e touriga nacional. Um vinho bem fácil de beber, mas nem por isso menos interessante. Redondo e macio. Passei, então, a ficar de olho nele nas gôndolas. Descobri que custa, em média, R$ 50. Ano passado, o supermercado Super Nosso colocou esse rótulo em promoção: era algo do tipo "na compra de três garrafas, a terceira sai por 1/3 do preço". Realmente imperdível. O "problema" é que eu estava de passagem marcada para Portugal e, por isso, pensei que lá poderia ter chance de comprar vinhos iguais ou superiores por preços melhores. Voltei com bons vinhos na mala, mas todos brancos. E perdi a bendita promoção. Passaram-se meses... e eu sempre de olho no danado, que não descia dos R$ 48 ou R$ 49 nem por reza brava. Então, eis que semana passava eu passava pela seção de frutas do mesmo supermercado (unidade Lourdes) quando de repente me deparo com uma ilhota de garrafas de Crasto a R$ 39,90 (cada)! Agarrei a minha e fui me informar com o responsável pela (reformada) seção de vinhos a respeito da duração daquela promoção. Sem aparentar muita confiança no que dizia, ele me respondeu que até o início deste mês.
Ah, e por falar em vinho, fiz uma segunda visita a Enoteca Decanter e levei mais um rótulo para casa. A promoção de brancos da loja continua, ainda que com menos rótulos. Desta vez foi outro português: o branco Plansel Selecta, elaborado com as uvas arinto, antão vaz e verdelho, no Alentejo. Tem a assinatura de dois enólogos, um deles é o competente Paulo Laureano. Experimentei ontem e, se a outra garrafa que deixei na loja ainda estiver lá, é minha! Afinal, está saindo por R$ 20!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Barbada da semana

Não é de hoje que elogio os vinhos do grande enólogo português Paulo Laureano. Grande profissional e pessoa de primeiríssima categoria, assina não apenas vinhos para terceiros, pois também tem seus próprios rótulos. Uma das principais características de seu trabalho é o uso exclusivo de castas portuguesas.


Aqui em Belo Horizonte tive a felicidade de encontrar recentemente um vinho dele a bom preço: Paulo Laureano Clássico, um tinto alentejano feito com as castas trincadeira e aragonez, a R$ 25 no Verdemar.



Provei e aprovei. Virei freguês. Pouco depois dessa minha descoberta, à época do Natal passado, o preço aumentou. Pulou para R$ 29, no mesmo supermercado. Ontem encontrei o mesmo rótulo na Morini, também vendido por R$ 29, e o encontrei por R$ 26,95 no site da Adega Contagem (que tem loja na Rua Monsenhor Bicalho, 84, no Eldorado - em Contagem, é claro!). Para quem mora em Contagem ou passa sempre por lá, vale a pena. Do contrário, comprar esse vinho nos supermercados daqui de BH sai mais barato, pois a loja só isenta o freguês do frete (R$ 15) em compras acima de R$ 250. Liguei lá hoje à tarde (31 3395-0291) e me disseram que: (1) restam apenas 12 garrafas no estoque, (2) mas que esse rótulo não costuma faltar e (3) que esse é o preço normal dele, ou seja, não é promoção. Beber um bom vinho como esse, assinado por um grande enólogo como Laureano, por menos de R$ 30 é uma barbada e tanto. Lembrando que os bons vinhos europeus costumam chegar ao Brasil com preços mais inflacionados por taxas e impostos do que os bons vinhos dos nosso hermanos argentinos, chilenos e uruguaios.

Publiquei aqui no blog uma grande e esclarecedora entrevista com Paulo Laureano, na qual não apenas falou sobre seu trabalho, mas delineou o incrível panorama do vinho português. Para ler essa entrevista clique aqui.

E então, leitores, alguém andou fazendo alguma barbada por aí? Indicam algum bom negócio para quem gosta de comer e beber bem?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Barbada da semana





Pois é. Essa barbada é para quem acha que a expressão "outlet" é exclusiva do mundo das roupas, calçados e acessórios. A Spazio d'Olivo (detalhes no banner acima), paraíso dos amantes do azeite na cidade (mas também vende vinhos e miudezas gastronômicas importadas), está promovendo bota-fora de seus produtos até dia 31 deste mês. É porque a partir dessa época a loja começará a receber novas safras de azeites e vinhos. Acabei de ligar lá e recebi algumas dicas:

- Azeite espanhol Pons (com limão, laranja, alecrim, orégano ou pimenta malgueta), 250ml, à R$ 31,90 (20% de desconto)

- Azeite extravirgem chileno Montevecchio, 0,2% de acidez, 500ml, à R$ 38,20 (15% de desconto)

- Azeite extravirgem italiano Campelo Sul, 0,4% de acidez, 500ml, à R$ 72,20 (15% de desconto)

- Vinho malbec argentino Crios / Suzana Balbo, 2008, à R$ 33,50 (30% de desconto)

- Vinho merlot ou cabernet sauvignon gaúcho Lidio Carraro, 2004, à R$ 62,25 (R$ 20% de desconto)

- Vinho cabernet sauvignon chileno Ventisquero Grey, 2005, à R$ 91,70 (15% de desconto)

Ah, a Fernanda Caldas, proprietária da loja, aproveita para avisar que acaba de fechar parceria exclusiva na cidade com a importadora carioca Terramatter, especializada em vinhos chilenos e argentinos. Alguns desses rótulos já estão, segundo ela, em cartas de casas como Vecchio Sogno, Tavola, Ficus e Olegário.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Barbada da semana



A barbada desta semana (e também a primeira entre as muitas que eu e todos os leitores deste blog vamos relatar, com certeza!) são as cervejas Colorado vendidas pela distribuidora Gusto (Rua Pirapetinga, 322 / loja 4, Serra; 31 3223-2823). Essa cervejaria paulista tem feito, sem sombra de dúvida, algumas das melhores cervejas disponíveis no Brasil. Atualmente, são quatro rótulos: Cauim (pilsen feita com mandioca), Appia (de trigo feito com mel), Indica (india pale ale feita com rapadura) e Demoiselle (porter feita com café). Sempre que vou lá, só saio carregando caixa!