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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Kopi luwak: será que vai pegar?

Devagarinho, pé ante pé, os valorizadíssimos cafés processados nas entranhas de animais começam a chegar a BH. O primeiro rumor disso veio do café Benzadeus, no centro da cidade, que garantiu ter encomendado, no início do ano passado, um pacote do mundialmente conhecido (e caro) kopi luwak, o café que é "beneficiado" no sistema digestivo da civeta, um mamífero indonésio semelhante ao gato doméstico. O bicho escolhe os frutos mais doces, come e se "desfaz" deles depois. Em seguida, entra em ação o profissional que recolhe essas fezes, retira delas os grãos de café, os limpa e embala. E há quem pague ainda mais para fazer em casa sua própria limpeza...

Pouco depois, em maio passado, soube que o Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho, pretendia servir em seu restaurante expressos feitos com o Jacu Bird Coffee, café que vem do Espírito Snato e cujo processo de produção foi inspirado no do kopi luwak, mas com o jacu (aquela ave grande e negra) no lugar da civeta. Postei sobre isso aqui. Pelo que eu sei, nenhum dos dois lugares conseguiu servir os tais cafés.

Semana passada soube de um jantar harmonizado com vinhos de um sommelier sueco no restaurante Dádiva e advinha qual café estava previsto para o final do evento? Jacu Bird Coffee! Se foi servido, não sei, mas acabo de saber que o Villa Café, que inaugurou sua primeira loja recentemente, na Savassi, passará a servir o kopi luwak original da Indonésia a partir dessa quarta-feira, dia 14 - a data coincide propositalmente com o lançamento da loja virtual da marca. A saber: a xícara do expresso sai por R$ 20 e a embalagem de 100g, a R$ 150.