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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Barbada da semana
Sabendo do apreço que tenho por encartes de supermercados, padarias e afins, minha mulher me trouxe agora à noite o do Mart Plus. Logo na capa vejo uma oferta que muito me agrada: o satisfatório azeite extravirgem português Gallo, do tipo "Novo", por R$ 19,98 (500ml). Logo ao lado, bacalhau porto desfiado por R$ 39,80 (quilo) também não me parece caro demais. Mais a frente, se mostram muito atraentes os preços das cervejas pilsen mineiras Áustria (R$ 3,58, 600ml) e Backer (3,98, 600ml).
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Harmonização junina
Repasso aqui informações que acabo de receber sobre harmonização das ótimas cervejas Colorado com menu inspirado nas festas juninas, a acontecer nessa quarta, dia 16, a partir das 18h, no Três Bistrô (Rua Turfa, 1.332, Barroca; 31 2511-4740), da chef Gabriela Scarioli. O casamento foi feito por ela e Patrícia Lapertosa, jornalista e expert em cervejas. Por R$ 60, cada pessoa terá direito a:
Entrada
Colorado Cauim (pilsen feita com mandioca) e trio junino (pasteizinhos aos três queijos; caldinho de feijão com crocante de bacon; e caldinho de mandioca com pesto de agrião)
1º prato
Colorado Appia (de trigo feita com mel) e espetinhos de linguiça caramelada ao molho de mostarda e mel
2º prato
Colorado Indica (india pale ale feita com rapadura) e canjiquinha com ragu de costelinha e folha de couve
Sobremesa
Colorado Demoiselle (porter feita com café) e minilosangos de nozes e chocolates
Entrada
Colorado Cauim (pilsen feita com mandioca) e trio junino (pasteizinhos aos três queijos; caldinho de feijão com crocante de bacon; e caldinho de mandioca com pesto de agrião)
1º prato
Colorado Appia (de trigo feita com mel) e espetinhos de linguiça caramelada ao molho de mostarda e mel
2º prato
Colorado Indica (india pale ale feita com rapadura) e canjiquinha com ragu de costelinha e folha de couve
Sobremesa
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Portuguesinha esperta
Sugestiva essa tampinha, não?
É da cerveja portuguesa Super Bock Abadia Gold, que experimentei outro dia lá em casa. Gostosa, ela é até bem leve e fresca em relação a outras cervejas frutadas que já experimentei por aí. O chef lusitano Henrique Sá Pessoa recomenda harmonizá-la com mariscos, peixes, massas e saladas.
É da cerveja portuguesa Super Bock Abadia Gold, que experimentei outro dia lá em casa. Gostosa, ela é até bem leve e fresca em relação a outras cervejas frutadas que já experimentei por aí. O chef lusitano Henrique Sá Pessoa recomenda harmonizá-la com mariscos, peixes, massas e saladas.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Não é o que parece
Apenas uma garrafa de Erdinger, certo? Errado! Reparem na tampinha:
Essa aí vocês não encontram no Haus München, Frei Tuck, Café Viena ou Mamãe Bebidas. Foi feita pelo Juliano Caldeira, proprietário do bar Rima dos Sabores e leva nada menos que... água de coco! Essa garrafa da foto (e que não tem nada a ver com Erdinger, hein?!) eu levei para casa depois de ir conhecer o bar, há duas semanas, e ainda não a abri por recomendação do próprio Juliano, que é cervejeiro caseiro. O motivo: na ocasião da visita, a bebida ainda não estava no ponto, precisava de uns dias para maturar. Acho que agora já dá para abrir. Em breve darei notícias a respeito.
P.S.: Desculpem pelo sumiço na última semana. Andei apertado no jornal.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Utilidade pública
É da maior utilidade a cotação de preços de barril de 50l de chope que as simpáticas moças da Confraria Feminina de Cerveja fizeram no mercado belo-horizontino. Com nome da marca, preço e telefone. Coisa de profissional.
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Cerveja com o quê?

Brooklyn Brewery/Divulgação
Dias atrás esteve em São Paulo o mestre-cervejeiro da norte-americana Brooklyn Brewery, Garrett Oliver. Aparentemente uma autoridade em cerveja nos Estados Unidos, é autor dos livros The Good Beer Book (com Timothy Harper; Putnam/Berkley Books, 1997) e The Brewmaster's Table: Discovering the Pleasures of Real Beer with Real Food (HarperCollins, 2003). Ele veio para o lançamento das cervejas da marca no país e ministrou aula no campus Santo Amaro do Centro Universitário Senac, na capital paulista. O que mais me chamou a atenção foi a ênfase no que pareceu ser a sua especialidade: harmonização entre cerveja e comida. Daí eu ter mandado para ele as perguntas abaixo:
Ainda hoje há muita gente resistente em relação a ideia de harmonizar cerveja com comida. Como você convenceria essas pessoas do contrário? O que faz da cerveja uma boa bebida para a harmonização com comida?
Eu me considero um entusiasta de vinhos, mas é fato que a cerveja tem uma gama de aromas e sabores mais ampla que o vinho. A razão é bastante simples – cozinhar é mais parecido com fazer cerveja do que com fazer vinho. Podemos usar maltes que são tão torrados como grãos de café ou chocolate e trazer esses sabores para a cerveja. Podemos usar temperos aromáticos e açúcares. Podemos defumar o malte e trazer esse sabor para a cerveja. A cerveja pode ter sabor de qualquer ingrediente da culinária e isso a faz uma bebida superior para harmonizações.
As regras de harmonização do vinho também são aplicáveis a cerveja? Há diferenças expressivas?
A base é semelhante – primeiro, precisa equilibrar a intensidade da cerveja com a da comida. Uma não deve se sobrepor à outra. A cerveja sempre vai contrastar com a comida pelo amargor e a carbonatação. Mas adicionalmente podemos ter harmonizações maravilhosas. Alguns tipos de lúpulos tem cheiro de limões e limas - podemos usá-los com pratos cítricos. Cervejas com sabores defumados e caramelizados são ótimas com churrascos e feijoadas porque harmonizam com esses sabores presentes na comida. O vinho simplesmente não é capaz de fazer isso - não há sabores torrados e caramelizados nos vinhos.
Há harmonizações em que a cerveja se sai melhor do que o vinho? Por que?
Vinhos tendem a não ir muito bem com comidas apimentadas – pimentas fazem o álcool no vinho parecer quente de uma maneira desagradável. Já as cervejas lupuladas fazem grande par com pratos apimentados. E, como mencionei anteriormente, temos uma grande gama de sabores nas cervejas. Não precisamos necessariamente limitar a harmonização de uma sobremesa doce com um vinho doce. Podemos harmonizar uma torta de chocolate com uma cerveja encorpada muito achocolatada ou com uma cerveja feita com framboesas e ter um ótimo contraste. As possibilidades são infinitas. Queijo é outra área onde a cerveja é melhor – alguns dos melhores livros sobre vinho admitem isso. Eu muitas vezes participei de degustações de queijos que chamamos de "cheese wars" - vinhos contra cervejas na combinação com grandes queijos, onde desafio um bom sommelier para um embate em frente à uma audiência. Já fiz essas degustações muitas vezes e a cerveja sempre ganha.
Como é a aceitação da harmonização de comida e cerveja pelo público e chefs nos Estados Unidos? Há tendências identificáveis?
Muitas organizações e associações de restaurantes no Estados Unidos identificam a cerveja artesanal como uma das grandes tendências a partir de 2010. Cervejas saborosas são o novo grande luxo acessível. Fizemos uma cerveja especialmente para Thomas Keller, que é um dos grandes chefs nos Estados Unidos. Seus restaurantes, The French Laundry e Per Se, tem três estrelas no guia Michelin. Nós trabalhamos com muitas pessoas que são referências na culinária de vários países. Curiosamente, são os chefs mais renomados os mais fáceis de trabalhar porque são altamente criativos. Eles não tomam conhecimento de limitações e dão às pessoas novas combinações e sensações. Com cervejas você pode fazer isso, então eles ficam bastante entusiasmados com as cervejas artesanais.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Wasabi, cerveja, chá e prosecco para lamber
Novos sabores de sorbet na gôndola da I Scream (Rua Alagoas, 1.212, Savassi, 31 3295-5583): framboesa com wasabi; chá verde com morango; prosecco com morango; e cerveja de trigo (que o proprietário Fernando Lana havia apresentado ano passado no festival de gastronomia de Tiradentes).
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Tem colarinho na cuia!
Sei que esse será o segundo release que postarei aqui hoje, mas tendo em vista o teor curioso do lançamento e a semelhança com o post anterior, aí vai:
A primeira micro cervejaria do país nascida em 1995, a DaDo Bier, sempre utilizou de ousadia e criatividade na criação de suas cervejas. Tal motivação e paixão pela bebida juntamente à inspiração do maior símbolo gaúcho (chimarrão) levaram o empresário gaúcho Eduardo Bier Corrêa a criar uma cerveja com sabor de chimarrão, preparada com folhas fragmentadas de erva-mate, a Ilex paraguariensis. A bebida ainda traz ingredientes como lúpulo, água mineral e um blend de maltes importados.
De baixa fermentação e alto teor alcoólico (7,0%), a cerveja demorou um ano e meio para chegar ao resultado final. O mestre-cervejeiro Carlos Bolzan buscou unir em uma mesma fórmula o que a erva-mate e a cerveja têm de melhor. A erva-mate tem algumas semelhanças com o lúpulo, com o amargor e o sabor semelhante ao da cerveja. Agradável ao paladar, logo ao abrir a tampa, percebe-se o aroma marcante da erva que se espalha no ambiente. A coloração é esverdeada e já no primeiro gole a erva-mate domina o paladar.
A DaDo Bier Ilex foi colocada no mercado nacional em garrafas de long neck e também pode ser vendida como um kit composto por um copo no formato de uma cuia de chimarrão, desenhado exclusivamente pela cristaleria Ruvolo, que vem em uma base de couro, projetada pelo Gueto EcoDesign, escritório especializado no desenvolvimento de produtos sustentáveis.
A Dado Bier Ilex será vendida nas principais redes de supermercados nacionais, com distribuição exclusiva no país pela ImportBeer ao preço de R$ 5,50 e o kit a R$ 34,90.
E então, gaúchos, pode ou não pode?
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A prova dos 17
Domingo passado publiquei no caderno Feminino do jornal Estado de Minas texto sobre a Degustação Histórica de cervejas promovida pelo restaurante alemão Haus München, dia 18 deste mês. Trata-se um encontro de amantes da bebida que, por estarem sempre viajando, não deixam de trazer rótulos interessantes para casa. Quando perceberam que juntos poderiam experimentar um pouco das cervejas de cada um e que isso seria uma tremenda experiência, combinaram a primeira rodada no bar Frangó (SP), em abril deste ano. O segundo encontro da turma foi o de semana passada, em BH. Quem quiser ler o texto que escrevi pode fazê-lo neste link do blog da Acerva Mineira, que tratou de imortalizá-la na internet.
Entre os participantes, estavam o jornalista austríaco Conrad Seidl (autor de O catecismo da cerveja), a mestre cervejeira e beer sommelier Cilene Saorin (SP), Marcelo Carneiro (Cervejaria Colorado/SP), Cassio Piccolo (Frangó/SP), Edu Passarelli (do blog Edu Recomenda e colunista da revista Prazeres da Mesa/SP); Sérgio Bueno (bares Original, Pirajá e Astor, Pizzaria Bráz e Lanchonete da Cidade/SP), André Clemente (também colunista da Prazeres/SP), Marco Falcone (cervejaria mineira Falke Bier), o mestre cervejeiro Paulo Schiavetto (MG), Halim e Ana Paula Lebbos (cervejaria mineira Backer) e Fernando Areco (restaurantes A Favorita, La Victoria e Splendido, em BH). E eu de observador, munido de bloquinho e da jurássica máquina da minha mulher.
Conrad é uma figura digna de registro, como podem observar:
Provamos 17 cervejas diferentes, produzidas na China, Itália, Estados Unidos (a maioria), Bélgica, Áustria e Brasil. Várias realmente muito boas, sendo algumas de paladar bastante incomum. E uma ou outra cuja degustação valeu mais pela curiosidade, caso da primeira, a chinesa Tsingtao, a pilsen líder de vendas por lá:
A cerveja seguinte visivelmente não foi uma unanimidade e exatamente por isso não houve quem ficasse indiferente a ela, a italiana Fleurette. A fábrica é especialista em cervejas com flores e frutas e essa é feita com rosas e violetas. Como era de se esperar, aroma floral pronunciado. Na boca, é leve e ácida.
Da terceira me limito a comentar algo que achei mais interessante que a análise sensorial em si: a Morimoto é uma cerveja norte-americana cuja formulação foi desenvolvida para atender o público japonês que mora por lá. Tendência curiosa.
Também norte-americana, a Allagash é maturada em barris de carvalho anteriormente usados para vinhos - prática já em uso há alguns anos. O aroma, como definiu bem Marco Falcone, é intrigante.
Mais uma italiana na linha ácida, só que, desta vez, feita com cereja:
A belga Cantillon, uma lambic orgânica de 2006, foi comparada pelos vizinhos de mesa a vinho branco. De fato, tem a ver. Para completar, não tem espuma e a carbonatação praticamente não é percebida.
Em primeiríssima mão, degustamos a Vivre pour vivre, sour ale com jabuticaba produzida pela Falke Bier. Marco, um dos responsáveis pela cerveja, até pediu para colocarem música na hora de provar! Sem dúvida, um dos pontos altos da noite.
Ele contou que várias experiências foram feitas até chegar ao que provamos. Primeiro, testou uma série de frutas até se decidir pela jabuticaba, trazida do sítio de um amigo, em Lagoa Santa (MG). A primeira tentativa de obter o extrato da fruta foi fervendo-as. Deu errado. Depois, tentou congelá-las. Também deu errado. Em ambos os casos, houve perda dos óleos essenciais, o que certamente iria interferir de maneira negativa na avalição dos sabores e aromas do produto final. Resolveu, então, macerar as jabuticabas com água mineral em temperatura ambiente. E deu certo.
Para quem conhece, a espetacular Monasterium (ale estilo belga de abadia) produzida pela Falke Bier é a base da Vivre. Fermentada por três anos em garrafa com o preparado de jabuticaba, a cerveja ganhou não apenas cor arroxeada, mas aroma e sabor delicados da fruta. O sabor, no caso, lembra o do licor de jabuticaba, para ser mais exato. Muito refrescante. O primeiro lote, de 300 garrafas, já está no ponto e será repartido entre especialistas. As próximas 1,6 mil garrafas é que estarão à venda, mas só ano que vem.
Em seguida, Bodebrown, uma wee heavy scotch ale feita por um pernambucano em Curitiba (PR):

Com esse nome, a próxima cerveja só poderia ser norte-americana mesmo: Audacity of hops (algo como "audácia de lúpulos", em inglês), super lupulada, muito mais do que uma IPA...
Com esse nome, a próxima cerveja só poderia ser norte-americana mesmo: Audacity of hops (algo como "audácia de lúpulos", em inglês), super lupulada, muito mais do que uma IPA...
A primeira Samuel Adams era de trigo com suco de cranberry...
...enquanto a outra era de trigo com cereja:
Forstner, a austríaca que Conrad Seidl trouxe (outra praticamente sem gás, o que não defeito, mas característica):
Gouden Carolus, belga refermentada em garrafa magnum:
Quimet & Quimet, ótima cerveja belga produzida com exclusividade para o bar de mesmo nome, em Barcelona. Edu Passarelli, que a trouxe para a degustação, disse que o bar é um achado. Pequeno, fora da rota turística e recheado de cervejas. Para quem estiver de passagem por lá, fica a dica. Eis a garrafa:
O chef da casa, o craque Adriano Santos, já estava de parabéns pelos ótimos petiscos alemães que havia nos servido até então, mas não baixou a guarda e nos trouxe uma criação inspirada nos sabores da Europa Central. Filé (muito macio, rosado por dentro, passado na páprica) ao próprio molho com alcachofras, cogumelos, chucrute e spätzle:
Outra belezura belga: Pannepot Grand Reserva, envelhecida por 14 meses em carvalho francês e finalizada em madeira da região francesa de Calvados por oito meses. Aroma rico e complexo, com notas de especiarias, baunilha, maçã e frutas secas.
Black Butte XXI, porter com café e favas de cacau envelhecida em barril usados para bourbon:
Para terminar, outra degustação em primeira mão, a imperial stout da Colorado, feita com malte inglês e rapadura preta em abril deste ano. Ainda não está no mercado, mas posso adiantar que, como os demais rótulos da fábrica, vai agradar. Prevalece o design criado pelo norte-americano Randy Mosher:
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Barbada da semana

Como viajarei daqui a pouco e só volto na terça-feira, adiantarei neste post a barbada que publicaria só na segunda. Bom, na verdade, a barbada é alheia, mas como pretendo conferi-la, será minha também. É que meu pai acaba de me dizer que comprou Bavaria Premium (lata) por R$ 0,81 no supermercado Extra do Belvedere (aquele em frente ao BH Shopping). Algo me diz que isso não deve durar muito tempo, então...
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Barbada da semana
A barbada desta semana (e também a primeira entre as muitas que eu e todos os leitores deste blog vamos relatar, com certeza!) são as cervejas Colorado vendidas pela distribuidora Gusto (Rua Pirapetinga, 322 / loja 4, Serra; 31 3223-2823). Essa cervejaria paulista tem feito, sem sombra de dúvida, algumas das melhores cervejas disponíveis no Brasil. Atualmente, são quatro rótulos: Cauim (pilsen feita com mandioca), Appia (de trigo feito com mel), Indica (india pale ale feita com rapadura) e Demoiselle (porter feita com café). Sempre que vou lá, só saio carregando caixa!
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Acredite: o Bar da Devassa será aberto amanhã
Ontem fui fazer matéria no Bar da Devassa (será publicada nessa sexta) e a primeira coisa que pensei ao entrar lá foi: graças a Deus essa obra não é minha! Deve ser desesperador saber que o primeiro dia de funcionamento é amanhã e, mesmo assim, ter o local cheio de gente trabalhando, de pernas pro ar, aquela poeirada, ferramentas e pedaços de todo tipo de material pelo chão, gente entrando, gente saindo, probleminhas pipocando aqui e ali. Sobrou até para mim, que saí de lá com um pingo de massa no ombro! Enfim, como sempre ouço dizer por aí, "obra não se termina, abandona-se"!
Será a primeira casa que a rede implantará fora do eixo Rio-São Paulo. Será também a maior de todas, com capacidade para 300 pessoas. Apesar da confusão toda no recinto, deu para reparar no piso: ladrilho hidráulico com uma onda e um coqueiro desenhado especialmente para o local. Quem passar pela porta poderá ver a câmara fria, que fica num cômodo envidraçado, de frente para a rua. Das vinte e poucas unidades no país, só a da Barra da Tijuca (Rio de Janeiro, RJ) e a de BH têm deck com mesas ao ar livre.
Eu achava que lá só teriam os chopes loura (pilsen), ruiva (red ale) e negra (dark ale), mas descobri que ainda terão mais dois, índia (india pale ale) e sarará (trigo). Mesmo com a compra da Devassa pela Schin, todos os chopes continuam vindo da mesma fábrica, que fica em Cachoeiras de Macacu (RJ). Os chopes custam entre R$ 4,20 (300ml) e R$ 7,90 (430ml) e as long necks (só loura, ruiva e negra), R$ 5,80 (355ml). Os chopes são extraídos com uma mistura de CO2 e nistrogênio, e não apenas CO2, o que, segundo os proprietários, resulta em colarinho mais denso e durável.
Falando nisso, parece que a casa vai comprar briga com um certo tipo de freguês: os garçons podem até diminuir a espessura, mas não servem chope sem colarinho. Vamos ver no que isso vai dar!
Anote aí:
Devassa
Avenida Getúlio Vargas, 809, Funcionários. (31) 3223-2356. Aberto de segunda a quarta, das 17h à 1h; quinta e sexta, das 17h às 2h; sábado, das 11h às 2h; domingo, das 11h à 1h.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Cerveja, cerveja, cerveja...
Estreei recentemente uma pequena coluna gastronômica de um minuto na Rádio Guarani (FM 96,5). Vai ao ar sempre às sextas, dentro do Jornal da Guarani, que começa às 8h30. Na de amanhã, falarei sobre novidades no mundo cervejeiro. Sei que tenho falado muito sobre cerveja nos últimos posts, mas são informações que valem a pena:
- A jornalista Patrícia Lapertosa vai comandar degustação orientada das ótimas cervejas Colorado harmonizadas com pratos das chefs Carol Haddad e Sheilla Furman no espaço gourmet Basílico (Rua Kepler, 405 / loja 06, Shopping Falls, Santa Lúcia; 31 3293-1388). O jantar com entrada, dois pratos, sobremesa e degustação das quatro cervejas sai por R$ 110. Quem perder o de hoje, pode conferir o do dia 30, que será igual. Sempre às 19h. Aí vai o banner com mais informações (é só clicar nele para aumentá-lo):

- A matéria de gastronomia do caderno Divirta-se do jornal Estado de Minas de amanhã é sobre a choperia Exclusivo (Avenida do Contorno, 8863, Gutierrez; 31 2512-0551), aberta recentemente. Só vende chope Krug e cerveja Áustria (ambos da Krug Bier). A varanda de lá tem ficado lotada.
- Liguei para o pessoal da Krug Bier e fui informado de que a casa nova deverá ser aberta nessa terça-feira, dia 22. Será na Rua Major Lopes, 172, São Pedro. Terá capacidade igual a da Exclusivo: 350 pessoas. Também será inaugurado em breve, na Savassi, um lounge da cervejaria para eventos.
- A abertura da filial da cervejaria carioca Devassa aqui em BH (será na esquina das avenidas Getúlio Vargas e Professor Morais, no Funcionários) também estava programada para a próxima terça, mas foi adiada. Pelo que apurei, só abrirá na primeira quinzena mês que vem.
- Do chope de trigo da Falke Bier eu já falei três posts atrás!
- A jornalista Patrícia Lapertosa vai comandar degustação orientada das ótimas cervejas Colorado harmonizadas com pratos das chefs Carol Haddad e Sheilla Furman no espaço gourmet Basílico (Rua Kepler, 405 / loja 06, Shopping Falls, Santa Lúcia; 31 3293-1388). O jantar com entrada, dois pratos, sobremesa e degustação das quatro cervejas sai por R$ 110. Quem perder o de hoje, pode conferir o do dia 30, que será igual. Sempre às 19h. Aí vai o banner com mais informações (é só clicar nele para aumentá-lo):

- A matéria de gastronomia do caderno Divirta-se do jornal Estado de Minas de amanhã é sobre a choperia Exclusivo (Avenida do Contorno, 8863, Gutierrez; 31 2512-0551), aberta recentemente. Só vende chope Krug e cerveja Áustria (ambos da Krug Bier). A varanda de lá tem ficado lotada.
- Liguei para o pessoal da Krug Bier e fui informado de que a casa nova deverá ser aberta nessa terça-feira, dia 22. Será na Rua Major Lopes, 172, São Pedro. Terá capacidade igual a da Exclusivo: 350 pessoas. Também será inaugurado em breve, na Savassi, um lounge da cervejaria para eventos.
- A abertura da filial da cervejaria carioca Devassa aqui em BH (será na esquina das avenidas Getúlio Vargas e Professor Morais, no Funcionários) também estava programada para a próxima terça, mas foi adiada. Pelo que apurei, só abrirá na primeira quinzena mês que vem.
- Do chope de trigo da Falke Bier eu já falei três posts atrás!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Atenção, cervejeiros: terceira chamada!
Quem perdeu as noites de autógrafo da Larousse da cerveja (Larousse, 357 páginas, R$ 119), que aconteceram no Haus München e no Frei Tuck, terá terceira oportunidade nessa terça-feira, dia 15, no Café Viena (Avenida do Contorno, 3.968, Funcionários; 31 3221-9555). O autor Ronaldo Morado estará lá a partir das 19h para distribuir assinaturas, conversar e, claro, vender o livro. Aliás, é título obrigatório na biblioteca de quem gosta de cerveja.
Quem quiser saber mais a respeito, pode acessar os dois posts que já fiz sobre o assunto:
http://blogdoeduardogirao.blogspot.com/2009/08/finalmente-nossa-biblia-da-cerveja.html
http://blogdoeduardogirao.blogspot.com/2009/08/consideracoes-sobre-o-lubrificante.html
Quem me avisou foi Marco Falcone, da cervejaria Falke Bier, que aproveitou para me dar em primeira mão a seguinte notícia: ainda este ano vai lançar chope de trigo com o selo oficial da Estrada Real, a exemplo da ótima india pale ale que já colocou no mercado e também carrega o mesmo símbolo. Seria o primeiro chope de trigo produzido no país?
Quem quiser saber mais a respeito, pode acessar os dois posts que já fiz sobre o assunto:
http://blogdoeduardogirao.blogspot.com/2009/08/finalmente-nossa-biblia-da-cerveja.html
http://blogdoeduardogirao.blogspot.com/2009/08/consideracoes-sobre-o-lubrificante.html
Quem me avisou foi Marco Falcone, da cervejaria Falke Bier, que aproveitou para me dar em primeira mão a seguinte notícia: ainda este ano vai lançar chope de trigo com o selo oficial da Estrada Real, a exemplo da ótima india pale ale que já colocou no mercado e também carrega o mesmo símbolo. Seria o primeiro chope de trigo produzido no país?
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Finalmente, a nossa bíblia da cerveja

Larousse/Reprodução
Já estava passando da hora. Finalmente o Brasil ganha um livro dedicado a analisar em profundidade a cerveja escrito por um brasileiro. E o autor da recém-lançada Larousse da cerveja (Larousse, 357 páginas, R$ 119) é mineiro: Ronaldo Morado, figura da maior importância na cena cervejeira do estado. Colecionador de copos e livros de cerveja do mundo todo, ele entende muito do assunto e sempre figurou como referência em eventos, reportagens e discussões sobre a bebida. A única diferença é que, antes, eu o chamava de Ronaldo Nascimento nas matérias!
Enfim, o livro é dedicado à história, origens, estilos, produtores, ingredientes e curiosidades, além de fornecer ao leitor informações sobre os copos mais adequados para cada tipo de cerveja, a degustação e as harmonizações da bebida com comida. Inclui fotos, mapas, infografias, tabelas comparativas e apêndices informativos com endereços de cervejarias, microcervejarias e bares especializados no Brasil e no mundo; museus e festivais internacionais; sites interessantes e bibliografia a respeito.
Um lançamento mais do que oportuno, dada a popularidade das "louras, ruivas e morenas" e a escassez de obras relativas. Já repararam como cresce o volume de títulos dedicados ao vinho? Nada contra (pelo contrário), mas esse quadro representava uma verdadeira distorção. O interesse do brasileiro pelo universo da cerveja é real e crescente. Em Belo Horizonte, por exemplo, as cartas de cerveja viraram febre!
Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas o Portal Uai e o jornal Correio Braziliense já publicaram entrevistas com o autor. Como retornarei de férias semana que vem, em breve darei notícias a respeito. Por enquanto, aproveito para indicar bibliografia nacional (selecionada) já existente sobre cerveja para os interessados:
- O catecismo da cerveja (Senac São Paulo; Conrad Seidl; 386 páginas; cerca de R$ 60)
- Folha explica a cerveja (Publifolha; Josimar Melo; 84 páginas; R$ 18,90)
- Os primórdios da cerveja na Brasil (Ateliê Editorial; Sergio de Paula Santos; 52 páginas; cerca de R$ 20)
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Cerveja Bauhaus: alguém já tomou?

Bauhaus/Divulgação
Hoje de manhã topei com uma garrafa de cerveja que ainda não havia visto: Bauhaus. Alguém já experimentou? Trouxe uma comigo, para posterior apreciação. A garrafa é aquela baixinha e gordinha de 600ml e o rótulo, dourado e preto. O rótulo do verso tem texto grande, mas não muito explicativo. Não informa, por exemplo, onde fica a Cervejaria Premium, na qual é produzida. Para descobrir algo além do "Indústria brasileira", tive de contornar a tampa com os olhos para saber que ela é feita em Frutal (MG).
Corri ao Google para informações preliminares e encontrei avaliação da Bauhaus no ótimo blog do cervejeiro Edu Passarelli, que informou a presença de corante caramelo na fórmula. No rótulo da garrafa que comprei, não há menção alguma a respeito e post dele data de fevereiro do ano passado. Não é prudente concluir por conta própria sobre o porquê dessa informação ter sido retirada, mas há pistas no comentário anônimo deixado no mesmo post - parece ter sido escrito por alguém da cervejaria. O site Brejas também exibe comparação de avaliações e teste cego nos quais a Bauhaus foi incluída. No teste (12 rótulos brasileiros de pilsen premium), ela ficou em primeiro lugar.
Fui, então, ao site oficial da marca, que, como o rótulo, é pobre em informações. Continuei sem saber de onde vem a "mais cristalina água", quais são os "dois lúpulos importados da Baviera", qual é esse "fermento proveniente do maior centro cervejeiro em Munique" (e que centro é esse?) e mais especificações sobre os "100% de maltes especiais". Sem falar no porquê de a Cervejaria Premium ser citada como "uma das mais modernas fábricas do Brasil". A princípio, não duvido de nenhuma dessas afirmações, apenas quero ser informado. Por fim, uma mancada no rótulo: esqueceram de incluir o fermento na descrição dos ingredientes; consta apenas água, malte e lúpulo!
No final das contas, resta saber sobre a qualidade do que está dentro da garrafa, mas é preciso que o fabricante cuide desses "detalhes", afinal, trata-se de um produto especial, destinado a público (teoricamente) mais exigente e bem informado.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Cerveja light. Será que pega?

Acabei de receber este e-mail:
Cerveja light é lançada na Brasil Brau 2009
A Svetly possui 30% a menos calorias que uma cerveja normal
Para quem quer manter a forma sem abandonar a tradicional cerveja de fim de semana, chega ao Brasil a Primator Svetly Light. Produzida pela Primator - uma das principais cervejarias da República Tcheca - a Svetly Light tem médio teor alcoólico (4%). A Svetly possui 30% a menos calorias que uma cerveja normal. A bebida será lançada na Brasil Brau 2009 - X Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja, de 23 a 25 de junho, em São Paulo, através da importadora ImportBeer, que distribuirá o novo produto nas praças São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Essa será a nona cerveja da Primator a chegar ao mercado brasileiro.
E então, pega ou não pega?
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
Bar da Devassa em BH

Eduardo Aigner
Fonte segura me informou que BH ganhará ainda este ano um Bar Devassa. O ponto escolhido foi o cruzamento das avenidas Professor Morais e Getúlio Vargas, no Funcionários. O imóvel fica no último quarteirão da Professor Morais antes do cruzamento, no qual o Bar do Betinho (ex-Surubim na Brasa) chegou a montar espécie de loja de congelados e bebidas. Já tem até chef contratado, que é da cidade. Que venham as louras, morenas, ruivas e índias!
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domingo, 17 de maio de 2009
Erdinger a R$ 5

Ontem a tarde achei garrafas de Erdinger de trigo dunkel a R$ 5 no Carrefour que fica na avenida Barão Homem de Melo esquina com Silva Lobo, no Nova Suissa. Quem estiver de passagem pela região e quiser conferir se o preço ainda está de pé e se ainda restou alguma garrafa por lá vai fazer bom negócio. O único porém: todas vencem mês que vem. É comprar e beber!
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
O grito das microcervejarias
Encontro importante terá lugar na Superagro (evento que engloba a Expocachaça), dia 6 de junho, aqui em Belo Horizonte. Como na última edição, o segmento de microcervejarias estará presente e, desta vez, aproveitará a ocasião para colocar em discussão problema que Marco Antônio Falcone, um dos proprietários da microcervejaria Falke Bier, em Ribeirão das Neves, expôs em e-mail enviado em março deste ano:
"Depois de décadas de impedimento, de obscuridade e de privação com relação à livre escolha com relação às cervejas especiais (chamo estas décadas de "os anos de chumbo da cerveja"), como todos vocês já sabem, surgiu no Brasil, como na Europa e América do Norte há poucos anos esta magnífica e exuberante revolução das cervejas artesanais. (...) Fantástico o momento, não? Não. O governo federal resolveu acabar com isto tudo. Promulgou, a partir de 1º de janeiro deste ano, uma lei injusta e confiscadora que promoverá a curto prazo a inviabilidade de nossa atividade no Brasil. Mata os fabricantes existentes e aborta os fetos que são os homebrewers. Sobrarão alguns poucos na informalidade. Na verdade, atendendo a interesse de que nem sei de quem, foi criada uma pauta para os tributos federais (PIS, COFINS e IPI - Leis 11.727 e 11.827) que oneraram inacreditavelmente todos os microcervejeiros no país. Isto em um momento de crise, em que inclusive, alguns setores da economia tem sido contemplados com isenção de IPI."
Quem quiser saber mais, pode visitar a página da agência de notícias do governo estadual que tem matéria a respeito.
"Depois de décadas de impedimento, de obscuridade e de privação com relação à livre escolha com relação às cervejas especiais (chamo estas décadas de "os anos de chumbo da cerveja"), como todos vocês já sabem, surgiu no Brasil, como na Europa e América do Norte há poucos anos esta magnífica e exuberante revolução das cervejas artesanais. (...) Fantástico o momento, não? Não. O governo federal resolveu acabar com isto tudo. Promulgou, a partir de 1º de janeiro deste ano, uma lei injusta e confiscadora que promoverá a curto prazo a inviabilidade de nossa atividade no Brasil. Mata os fabricantes existentes e aborta os fetos que são os homebrewers. Sobrarão alguns poucos na informalidade. Na verdade, atendendo a interesse de que nem sei de quem, foi criada uma pauta para os tributos federais (PIS, COFINS e IPI - Leis 11.727 e 11.827) que oneraram inacreditavelmente todos os microcervejeiros no país. Isto em um momento de crise, em que inclusive, alguns setores da economia tem sido contemplados com isenção de IPI."
Quem quiser saber mais, pode visitar a página da agência de notícias do governo estadual que tem matéria a respeito.
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