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sábado, 20 de março de 2010
Repescagem
Para quem perdeu o festival de comida peruana no Outono 81 ontem e não poderá ir a segunda noite hoje, o chef Vladimir Wingler, responsável pelo festival, manda avisar que haverá "repescagem" semana que vem.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Barbada da semana
Sei que este será o terceiro post a mencionar o bar de vinhos Outono 81 em questão de uma semana talvez, mas é que não posso deixar de comunicá-los da barbada que flagrei lá: 17 vinhos com descontos de 15% a 30%. Para os que não sabem, a casa representa em BH os vinhos da importadora Zahil e entre os que estarão com preço diminuído até o final do mês está o Duque de Viseu 2005 (Quinta dos Carvalhais, região do Dão/Portugal), por R$ 39 (era R$ 57). A indicação é do Pablo Teixeira, responsável técnico pelos vinhos da casa, que me indicou esse rótulo como sendo um dos de melhor relação custo/benefício da promoção. Mas há outros:
- Cruz Alta malbec 2008 (Rutini Wines, região de Mendoza/Argentina), por R$ 22 (era R$ 26)
- Les Salices pinot noir 2008 (Domaines François Lurton/França), por R$ 52 (era R$ 66)
- The Stump Jump Red 2007 (D'Arenberg, região de McLaren Vale/Austrália), por R$ 45 (era R$ 60)
- La Laguna chardonnay-sauvignon blanc Reserva 2008 (Hacienda La Laguna, região do Maipo/Chile), por R$ 36 (era R$ 51)
Como amante declarado dos vinhos lusos, devo ir lá em breve para levar um Duque de Viseu e, de quebra, conferir o flight harmonizado da casa.
- Cruz Alta malbec 2008 (Rutini Wines, região de Mendoza/Argentina), por R$ 22 (era R$ 26)
- Les Salices pinot noir 2008 (Domaines François Lurton/França), por R$ 52 (era R$ 66)
- The Stump Jump Red 2007 (D'Arenberg, região de McLaren Vale/Austrália), por R$ 45 (era R$ 60)
- La Laguna chardonnay-sauvignon blanc Reserva 2008 (Hacienda La Laguna, região do Maipo/Chile), por R$ 36 (era R$ 51)
Como amante declarado dos vinhos lusos, devo ir lá em breve para levar um Duque de Viseu e, de quebra, conferir o flight harmonizado da casa.
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Entra e sai (no caso, sai e entra)
Se ontem noticiei duas baixas na cena gastronômica da cidade, hoje comunico um retorno. Liguei há pouco no Outono 81 (Rua Outono, 81, Carmo; 31 3227-3009) e fui informado que as chefs Cândida Gomide (Graciliano e Casa Bonomi) e Patrícia Cavalcanti (Spazio d’Olivo e o estrelado L’Auberge Bretonne, na França), responsáveis pela reativação do local como bar de vinhos, saíram de lá. Pelo que conferi pessoalmente logo que assumiram a cozinha da casa, em abril passado, fizeram um belo trabalho, mas ainda não consegui saber por que a deixaram. Para o lugar delas veio a chef Ana Carmelita Lara.
"Combatente" independente nas cozinhas de BH, Ana já havia trabalhado no Outono 81 há, talvez, uns quatro anos. Também trabalhou na Casa Bonomi e Cozinha Saramenha, este último um restaurante (hoje extinto) que funcionou anexo a interessante ateliê de cerâmica vizinho a Ouro Preto, à beira da estrada. Também integrou com os amigos Bernardo Silveira e a uruguaia Jimena Castiglioni o projeto Itinerante, pelo qual promoveram jantares em locações alternativas de Belo Horizonte.
À noite, o Outono 81 começou tímido: só às quintas. Tudo girava em torno dos flights, rápidas degustações lideradas por um "comandante" que ajudava a guiar os enófilos pelas sutilezas de cada rótulo. Avaliaram que havia público suficiente para mais noites e assim foi feito. Puseram DJ, criaram entradinhas harmonizadas com as taças dos flights, desenvolveram oferta de pratos individuais. Até almoço teve. Agora parece que um certo equilíbrio é procurado: o bar de vinhos continua funcionando às noites de quarta a sábado, mas haverá um recuo na cozinha. Me parece prudente, então.
Petiscos da época em que Ana trabalhou na casa voltaram com ela, como o porção de arancini (bolinho de risoto) com açafrão italiano (R$ 26, 10 unidades). Mais opções para abrir o apetite ou simplesmente servir de forro para algumas taças rápidas: cesta de pães da Casa Bonomi com tapenade de azeitonas pretas, manteiga e pesto de pimentão vermelho com castanha do pará (R$ 16); patê de fígado de galinha com redução de vinagre balsâmico e torradas de brioche (R$ 26); e porção de presunto cru, culatello e capocollo de Carlos Chiari (R$ 35).
Por falar em taças rápidas, o flight continua sendo a principal atração do lugar: quatro taças de rótulos diferentes saem R$ 26 e, com duas miniporções de receitas harmonizadas, por R$ 39. Se ainda restar apetite, pense a respeito: turnedô ao molho de cogumelo porcini e galette de batatas (R$ 45), linguado com cuscuz marroquino e molho mediterrâneo (R$ 38) e tagliatelle ao molho de tomate, manjericão e mussarela de búfala (R$ 33) - todos servem uma pessoa. Pratos como esses mudam quinzenalmente.
Preciso voltar lá.
"Combatente" independente nas cozinhas de BH, Ana já havia trabalhado no Outono 81 há, talvez, uns quatro anos. Também trabalhou na Casa Bonomi e Cozinha Saramenha, este último um restaurante (hoje extinto) que funcionou anexo a interessante ateliê de cerâmica vizinho a Ouro Preto, à beira da estrada. Também integrou com os amigos Bernardo Silveira e a uruguaia Jimena Castiglioni o projeto Itinerante, pelo qual promoveram jantares em locações alternativas de Belo Horizonte.
À noite, o Outono 81 começou tímido: só às quintas. Tudo girava em torno dos flights, rápidas degustações lideradas por um "comandante" que ajudava a guiar os enófilos pelas sutilezas de cada rótulo. Avaliaram que havia público suficiente para mais noites e assim foi feito. Puseram DJ, criaram entradinhas harmonizadas com as taças dos flights, desenvolveram oferta de pratos individuais. Até almoço teve. Agora parece que um certo equilíbrio é procurado: o bar de vinhos continua funcionando às noites de quarta a sábado, mas haverá um recuo na cozinha. Me parece prudente, então.
Petiscos da época em que Ana trabalhou na casa voltaram com ela, como o porção de arancini (bolinho de risoto) com açafrão italiano (R$ 26, 10 unidades). Mais opções para abrir o apetite ou simplesmente servir de forro para algumas taças rápidas: cesta de pães da Casa Bonomi com tapenade de azeitonas pretas, manteiga e pesto de pimentão vermelho com castanha do pará (R$ 16); patê de fígado de galinha com redução de vinagre balsâmico e torradas de brioche (R$ 26); e porção de presunto cru, culatello e capocollo de Carlos Chiari (R$ 35).
Por falar em taças rápidas, o flight continua sendo a principal atração do lugar: quatro taças de rótulos diferentes saem R$ 26 e, com duas miniporções de receitas harmonizadas, por R$ 39. Se ainda restar apetite, pense a respeito: turnedô ao molho de cogumelo porcini e galette de batatas (R$ 45), linguado com cuscuz marroquino e molho mediterrâneo (R$ 38) e tagliatelle ao molho de tomate, manjericão e mussarela de búfala (R$ 33) - todos servem uma pessoa. Pratos como esses mudam quinzenalmente.
Preciso voltar lá.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Cozinha peruana em BH - curta temporada!
Depois de 16 dias "intensos" no Peru, o chef carioca Vladimir Wingler (ex-Atlantico e ex-Urbano Santiago) volta a cena no comando de festival gastronômico no bar de vinhos Outono 81 (Rua Outono, 81, Carmo, 31 3227-3009), celebrando as maravilhas que provou no país, meca da cozinha novoandina. Será nos dias 18, 19 e 20 deste mês. O menu degustação custa R$ 150, incluindo água e cinco taças de vinho harmonizadas pela dona da casa, Dulce Ribeiro. Eis o prato a prato:
Papas rellenas
Dois bolinhos de batata recheados: um com moela, cebola e coentro; outro com cordeiro levemente picante, arroz e ervilhas.
Solterito arequipeño
Saladinha de camarão, abacate, queijo fresco de ovelha, cebola, favas verdes, azeitonas pretas e azeite.
Sopa criolla
Sopa peruana ao leite, com de carne de boi, cebola, tomate, ovos, massa tipo cabelo de anjo, páprica, ervas frescas e uma fatia de pão fresco.
Trio de Huanchaco
Ceviche tradicional, ceviche de lagostim e polvo ao molho de azeitona.
Duo de aves
Pato con cilantro (pato guisado com cebola e coentro e arroz de frutas) e ají de gallina (Creme de galinha ao leite, páprica e ervas, servido com batata, ovo cozido e cebola).
Duo das cordilheiras
Seco de cabrito (cabrito assado ao purê de cebola, coentro e pimentas, acompanhado por banana e mandioca frita) e carapulca limeña de cerdo (guisado de porco com bacon, abacaxi, cravo e vinho tinto fortificado).
Sobremesas
Arroz con leche e suspiro limeño.
Papas rellenas
Dois bolinhos de batata recheados: um com moela, cebola e coentro; outro com cordeiro levemente picante, arroz e ervilhas.
Solterito arequipeño
Saladinha de camarão, abacate, queijo fresco de ovelha, cebola, favas verdes, azeitonas pretas e azeite.
Sopa criolla
Sopa peruana ao leite, com de carne de boi, cebola, tomate, ovos, massa tipo cabelo de anjo, páprica, ervas frescas e uma fatia de pão fresco.
Trio de Huanchaco
Ceviche tradicional, ceviche de lagostim e polvo ao molho de azeitona.
Duo de aves
Pato con cilantro (pato guisado com cebola e coentro e arroz de frutas) e ají de gallina (Creme de galinha ao leite, páprica e ervas, servido com batata, ovo cozido e cebola).
Duo das cordilheiras
Seco de cabrito (cabrito assado ao purê de cebola, coentro e pimentas, acompanhado por banana e mandioca frita) e carapulca limeña de cerdo (guisado de porco com bacon, abacaxi, cravo e vinho tinto fortificado).
Sobremesas
Arroz con leche e suspiro limeño.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
O retorno de Vladimir Wingler
Vladimir Wingler chegou a Belo Horizonte em 2008 para chefiar a cozinha do Atlantico, casa especializada em peixes e frutos do mar. Era justamente essa sua praia no Rio de Janeiro, onde trabalhou no Satyricon. Com sua experiência nessa área, foi peça-chave no processo de consolidação da casa da capital mineira. Desde a formulação de temperos para peixe e forma de aplicá-los ao controle do tempo de cozimento e guarnições. Por falar em guarnições, é dele a receita do divino (e facílimo de fazer) arroz de limão que até hoje faz sucesso no restaurante. Saiu de lá no meio do ano passado para dar aulas na escola de gastronomia IGA e pouco depois assumiu a cozinha do então recém-inaugurado Urbano Santiago, cujo cardápio desenvolveu inspirado na cozinha mediterrânea.
Faz pouco tempo que deixou o Urbano e, desde então, não tive mais notícias dele. Neste fim de semana me mandou notícias por e-mail. Está desenvolvendo cardápio para uma pastelaria na região da Seis Pistas, divisa de BH com Nova Lima. Segundo ele, será uma loja "especializada em tudo que lembra pastel, como risoles, vários tipos de empanadas, pastel chinês com recheios orientais, pastéis doces, além do clássico em diversos tamanhos". Me pareceu bem interessante. Ele também aproveitou para me adiantar que em março (de 18 a 20 e de 25 a 27) comandará festival de comida peruana no bar de vinhos Outono 81. Será em formato de menu degustação. Podem esperar coisa boa por aí, pois ele já está de malas prontas para passar um mês no Peru.
Faz pouco tempo que deixou o Urbano e, desde então, não tive mais notícias dele. Neste fim de semana me mandou notícias por e-mail. Está desenvolvendo cardápio para uma pastelaria na região da Seis Pistas, divisa de BH com Nova Lima. Segundo ele, será uma loja "especializada em tudo que lembra pastel, como risoles, vários tipos de empanadas, pastel chinês com recheios orientais, pastéis doces, além do clássico em diversos tamanhos". Me pareceu bem interessante. Ele também aproveitou para me adiantar que em março (de 18 a 20 e de 25 a 27) comandará festival de comida peruana no bar de vinhos Outono 81. Será em formato de menu degustação. Podem esperar coisa boa por aí, pois ele já está de malas prontas para passar um mês no Peru.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Taças a R$ 8 no Outono 81 (tops incluídos)
Pedro Motta/EM
Dulce Ribeiro, proprietária do atraente bar de vinhos Outono 81 (Rua Outono, 81, Carmo; 31 3227-3009), nos avisa que a partir da semana que vem abrirá a casa também às terças. A novidade que certamente vai interessar enófilos em geral é o que ela chama de "Festa das taças": toda terça um produtor da importadora Zahil disponibilizará sua seleção em taças. A primeira edição será encabeçada pela bodega espanhola La Rioja Alta, representada por quatro tintos. Qualquer uma sai por R$ 8: da mais simples (Viña Alberdi) ao top de linha (Gran Reserva 904). Os flights (incluindo os harmonizados com entradas) continuam normalmente no cardápio.
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