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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
É temaki, ora pois!
Quem acha que temaki é moda só no Brasil, que clique aqui para descobrir que nós estamos exportando invenção de moda para os lisboetas. Quem diria...
Aqui tem
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temaki
sábado, 20 de março de 2010
Portugal - Jantar com Luis Baena
Acharam que eu tinha me esquecido, né? Pois não me esqueci de dar prosseguimento ao relato da minha viagem a Portugal e retomarei agora os trabalhos com este post. Para os que chegaram ao blog depois de julho (data do último post a respeito): em junho do ano passado viajei a convite da TAP para a "terrinha". O objetivo era conhecer o Prato da Boa Lembrança lançado pela companhia na época, oferecido na classe executiva em vôos entre Lisboa, Brasil e Angola. Fiquei por lá três dias: visitei Lisboa, cidades do Alentejo e o catering da TAP no aeroporto da capital portuguesa. Quem quiser conferir as postagens anteriores sobre a viagem, pode fazê-lo clicando neste link, neste outro aqui, este também, neste aqui ainda e, por fim, neste último. Estou seguindo a ordem cronológica e o post atual descreverá a última atividade do primeiro dia, um jantar com o chef Luis Baena no restaurante lisboeta Terraço, localizado no último andar do extremamente confortável Hotel Tivoli, onde fiquei hospedado. Eis o Luis:
O jantar que nos ofereceu no Terraço foi marcado por suas criações bem humoradas, como o Mc Silva...
... espécie de Big Mac à moda lusa, feito com bacalhau:
Outra receita de sua lavra é o cachorro quente...
... cuja salsicha é feita com camarão e colocada sobre pão em forma de biscoito canino!
Mas nem só de brincadeira foi feito o jantar, é claro. Um dos sabores memoráveis da noite estava nessa xícara de café...
... preenchida com shot de navalheira (espécie de caranguejo típico) e coberta com uma carapaça de ouriço. Sabor intenso e bem definido. O chef acertou em cheio. Também despertou curiosidade a seleção de aperitivos desidratados (sobretudo frutas), servidos numa vasilha muito bem bolada para este fim:
Reparem que os aperitivos estão presos entre as voltas de uma mola que fica no fundo da vasilha! Outros pontos altos foram o potente "sushi" de presunto cru de Barrancos com queijo Ilha de Jorge e uma deliciosa terrina de foie gras com vinho do porto. Mas desses dois últimos, inexplicavelmente, não tirei foto!
domingo, 5 de julho de 2009
Portugal - Hora do almoço
A pequena dose de ginjinha e a caminhada pelo Rossio e seus belíssimos arredores ajudaram a abrir o apetite. A ideia era escolher a dedo um lugar especial (e que coubesse no orçamento apertado de jornalista sul-americano) para almoçar no mágico dia livre em Lisboa. Opções não faltavam, mas é bom alertar que a quantidade de restaurantes com cara de "pega-turista" na rua das Portas de Santo Antão (uma das principais da área) é grande. O melhor a fazer é seguir a intuição e as indicações de amigos e de bons guias de viagem, como o excelente Rough Guide Directions Lisboa, que foi muito útil, preciso e fácil de consultar. Recomendo.
Vários restaurantes de Lisboa têm vitrine na entrada. Elas exibem, quase que invariavelmente, peixes, frutos do mar e patas de porco. Um verdadeiro convite para o pedestre! Na maioria desses lugares o tamanho dos crustáceos impressiona. Entre os maiores estão os camarões-tigre, trazidos da costa de Moçambique. São realmente enormes. E olha que esses aí embaixo nem são dos maiores...
Inclusive, durante a viagem ouvi dizer que onde há boas mangas, há camarões grandes. Independente de ser verdadeira, essa pérola da sabedoria popular lusa é boa!
Também muito comuns em restaurantes lisboetas são os aquários, que literalmente mantêm viva a matéria-prima. O excelente Solar dos Presuntos, onde almoçamos, é um deles. Reparem no tamanho do caranguejo a direita - tenho quase certeza de que se trata de um crustáceo chamado de sapateira em Portugal.

A casa tem duas vitrines: uma com esse imenso aquário e outra com uma bela pata de presunto de porco preto. Sim, presunto cru português! Para quem não sabe, não é só na Espanha e na Itália que se pratica a arte de curar patas de porco. Portugal também tem seus porcos pretos criados em liberdade e alimentados com bolotas. O presunto cru deles também é soberbo e não deve absolutamente nada aos dos demais países europeus.

A casa tem duas vitrines: uma com esse imenso aquário e outra com uma bela pata de presunto de porco preto. Sim, presunto cru português! Para quem não sabe, não é só na Espanha e na Itália que se pratica a arte de curar patas de porco. Portugal também tem seus porcos pretos criados em liberdade e alimentados com bolotas. O presunto cru deles também é soberbo e não deve absolutamente nada aos dos demais países europeus.
À medida que a hora do almoço se aproxima, os pratos com fatias do extraordinário pata negra lusitano se multiplicam na vitrine.
Vejam só a festa que é possível ser feita com 25 euros por cabeça:
- Prato com fatias de presunto pata negra (o guia informa que vem da região do Minho; antes de comprovar seu sabor fantástico, atingi o nirvana sentindo o seu aroma por alguns segundos), paio português (saboroso e totalmente diferente do primo brasileiro que integra a feijoada) e o fabuloso queijo São Jorge (feito na ilha homônima, no arquipélago dos Açores), que apesar de ser tão emblemático no país quanto o mítico Serra da Estrela, eu não a fazia a menor ideia de que existia. Doce, picante e intenso. Uma das boas descobertas da viagem.


- Cesta de pães fresquíssimos e quentinhos, que foi muito gentilmente (pois foi sem acréscimo na conta!) reabastecida tão logo uma nova fornada saiu da cozinha. Todos deliciosos.
- Uma garrafa do leve e refrescante vinho verde de Monção, de uma pequena cooperativa de produtores. Geladinho e por 9 euros, não poderia ter havido melhor opção.
- Bacalhau à Gomes de Sá era o prato do dia (mais em conta do que o restante, portanto; 15 euros). Uma verdadeira pratada de bacalhau, cebolas docinhas, batatas coradas e macias, algumas tiras de pimentão vermelho, azeitonas verdes, ovos cozidos e salsa. Aparentemente, não há em Portugal o hábito de se comer com uma garrafa de azeite ao lado, como vem ficando cada dia mais comum no Brasil. Pudera: a travessa chega à mesa com boa quantidade de azeite quente. O bacalhau veio do jeito que eu gosto: dourado por fora, textura preservada e pouco sal. Memorável.
- Água, um pires de azeitonas verdes e 10% de serviço. Bastante justo, não? Digamos que 25 euros equivalem a cerca de R$ 70. Quanto é que a gente anda pagando mesmo por um único prato principal (individual) num bom restaurante brasileiro?
Isso sem falar no atendimento eficiente e simpático do garçom que nos atendeu, o Sr. Malagueira:
Para terminar, mais alguns cliques feitos lá no Solar dos Presuntos. O homem à frente da casa, Sr. Evaristo (depois de tudo o que comi lá, não é difícil entender porque estampa um sorriso tão gostoso como esse no rosto):
Peixes frescos chegando e sendo exibidos com o maior orgulho (essa atitude é coisa linda de se ver):
Nem só de vinhos de 9 euros vive a adega local:
Acho que nunca vi lagostas dessa cor:
A vitrine de sobremesas:
A cozinha:
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Portugal - O dia que nunca acaba
Cheguei ao hotel bem cedo, por volta das 7h3o (hora local). A própósito, o hotel - Tivoli, na avenida Liberdade, ponto estratégico - é lindo, elegante e confortável. Merece tempo para ser melhor explorado do que numa curta viagem a trabalho. O quarto é de um conforto e bom gosto incríveis. A equipe é simpática e altamente eficiente. Só para dar uma ideia, na véspera da viagem de volta, de madrugada, um dos funcionários reapareceu em menos de dez minutos com minhas centenas de garrafas e potes de vidro perfeitamente embalados em plástico bolha. Sem falar em cada vez que chegava da rua e encontrava cartas muito gentis escritas a mão, acompanhando docinhos, frutas frescas, água mineral nórdica e vinho do porto (muito obrigado, Sr. Rui de Sousa e Sra. Sofia Rodrigues!). Até livro sobre a história desse primoroso hotel eu ganhei.
Bom, foi a conta de deixar as malas no quarto e partir para uma bela caminhada que só terminou por volta das 20h (detalhe: nessa época, o sol só se põe por volta das 21h!). A manhã e a tarde foram totalmente livres, visto que o único compromisso do dia era à noite: jantar no restaurante Terraço, no próprio hotel, para conhecer as novidades implantadas pelo chef Luís Baena. Como só havia estado em Lisboa uma única vez e de passagem, o passeio veio a calhar!
A temporada é de caracois (que só fui comer no dia seguinte, no Alentejo). Não é difícil encontrar saquinhos como esse pendurados do lado de fora dos restaurantes, anunciando o produto da estação:
Saí com uma ideia fixa na cabeça: conhecer a Conserveira de Lisboa (Rua dos Bacalhoeiros, 24, entre a Baixa e Alfama, perto da Casa dos Bicos e do rio Tejo), loja especializada em todo tipo de peixes e frutos do mar enlatados. Repito: TODO TIPO. O endereço estava anotado, mas acabei dando de cara com a loja sem querer. Baita sorte! Aberto em 1930, o lugar é minúsculo em função da variedade de latinhas: vai da sardinha em óleo ao bacalhau assado com alho, passando por cavala defumada, lula, polvo, carapau (peixe pequenino), mexilhão, ovas, atum e por aí vai. Imperdível! As mais baratas custam cerca 1,50 euro, mas, em geral, não passam de 4 euros. Trouxe umas dez na mala. À medida que for experimentando, vou contando aqui.
Em seguida, parada no realmente minúsculo A Ginjinha (Largo de São Domingos, 8, Rossio), misto de bar e loja onde, como o ótimo Rough Guide de Lisboa descreve, "só há espaço para entrar, beber um copo e sair para a rua para ver a cidade sob uma nova luz". A ginja é uma fruta típica de Portugal, bem pequena, menor que uma cereja. A ginjinha é o licor feito com ela. Recomenda-se beber com a ginja no copo, que boia na superfície. Bebe-se o licor, come-se a fruta, cospe-se o caroço. Mais uma dose!
Aí está a garrafa que trouxe, sendo embrulhada pelo sujeito com cara de poucos amigos:
Na Casa do Alentejo (Rua das Portas de Santo Antão, 58, Rossio) funciona um centro cultural que divulga as tradições da região e um restaurante típico. Não almocei lá, mas a beleza do lugar é digna de registro. A arquitetura e os detalhes valem a visita.

A saber: o Alentejo é a região portuguesa que mais sofreu influência dos árabes. Está na arquitetura, na comida, nos nomes, nas pessoas.

sábado, 27 de junho de 2009
Saudades do Tejo...
Peço desculpas pelo longo período sem postagens, mas andei totalmente sem tempo nos dias que antecederam minha viagem a Portugal. Fui no domingo passado, dia 21, e voltei anteontem, dia 25. Estive em Lisboa e cidades do Alentejo a convite da TAP, que acaba de lançar Prato da Boa Lembrança assinado pelo chef Vitor Sobral e vinho do enólogo Paulo Laureano (ambos portugueses). Os dois itens serão oferecidos em breve para passageiros da classe executiva em alguns vôos para o Brasil e Luanda - Belo Horizonte, com seu ótimo vôo direto para a "terrinha", não ficou de fora. É como nas casas que fazem parte da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança: o passageiro que escolhe o prato indicado, leva a cerâmica decorativa para casa. Andam chamando isso de "restaurante que voa"! A saber: bacalhau de caldeirada com hortelã, batatas e pimentões. Já o vinho do Paulo é o Antão Vaz Chef's Collection, branco da região da Vidigueira desenvolvido por ele e Vitor. Uma bela dupla.
Nos próximos dias, começarei a postar em capítulos o dia a dia dessa viagem maravilhosa e extremamente gastronômica, que recomendo fortemente a todos que gostam de comer e beber bem. Inclusive, esses capítulos se estenderão ao longo dos próximos meses, à medida que for experimentando os vinhos, licores, azeites, vinagres, azeitonas, conservas, embutidos, queijos e sais que trouxe na mala!
Nos próximos dias, começarei a postar em capítulos o dia a dia dessa viagem maravilhosa e extremamente gastronômica, que recomendo fortemente a todos que gostam de comer e beber bem. Inclusive, esses capítulos se estenderão ao longo dos próximos meses, à medida que for experimentando os vinhos, licores, azeites, vinagres, azeitonas, conservas, embutidos, queijos e sais que trouxe na mala!
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