Mostrando postagens com marcador viagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viagens. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Vinhos: como trazê-los?
Atire a primeira pedra quem nunca enrolou uma garrafa de vinho em calças e camisas na tentativa de assegurar sua integridade ao final de uma viagem de avião. Eu mesmo já fiz isso. Deu certo, mas que a estratégia é arriscada, isso é! Sou tão desconfiado de certas coisas que não consigo ficar 100% tranquilo com aquele adesivo colado na bagagem para indicar que ela é frágil. Quem pode garantir que ela será tratada com cuidado? Isso sem falar no período nebuloso em que ela fica no bagageiro do avião. Nesse sentido, parece bem interessante o winecase desenvolvido pela EZ Grip Brasil, que conheci em post recente do blog da Casa do Vinho.
Aqui tem
case para vinho,
mala para vinho,
viagens,
vinho
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Enfim, a epopeia lusa foi publicada!
Saiu hoje no caderno de Turismo do Estado de Minas a minha reportagem sobre a viagem que fiz em junho para Portugal. Para conferir, só indo as bancas, pois o conteúdo do jornal é fechado para quem não é assinante. Assim que terminar o Festival de Gastronomia de Tiradentes (volto para lá nessa sexta para cobrir o último fim de semana), continuarei a postar os capítulos da "novela lusitana", pois, acreditem, ficou informação de fora!
Ah, a foto foi tirada lá na Taberna Típica Quarta-Feira, em Évora, no Alentejo. Comida e vinhos memoráveis. Não por acaso, o cicerone era ninguém menos que o enólogo português Paulo Laureano. Um senhor cicerone, aliás!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Revisitando Ouro Preto e Mariana
Estive em Ouro Preto e Mariana no último fim de semana para assistir a alguns shows e peças do festival de inverno. Aproveitei, é claro, para rever alguns lugares dos quais havia gostado na minha última visita e conhecer casas novas. Quase sempre vou para lá a trabalho e mal dá tempo de comer um sanduíche no fim de noite. A última visita consistente do ponto de vista gastronômico foi no início de 2005, quando avaliei os principais bares e restaurantes de lá para o Guia Unibanco Minas Gerais (Bei).
De lá para cá, as novidades que mais me chamaram a atenção foram a inauguração do Bené da Flauta, próximo a igreja de São Francisco de Assis, e a recente reestruturação do restaurante do hotel Solar do Rosário, cujo cardápio foi reformulado pelo chef italiano Luciano Boseggia (a cozinha está nas mãos da chef Denise Campanharo). Entre os novos, dessa vez só consegui conhecer o primeiro.
Passei na porta do Senhora do Rosário só para conhecer e dar uma olhada no cardápio: achei bem italiano, com praticamente nada de norte e nordeste brasileiro, como a chef havia me explicado inicialmente. Seria essa fusão (Brasil e Itália) apenas um mote para inaugurar a casa e eu me enganei? Perguntei ao garçom e ele me disse que a Denise ainda é a chef da cozinha. Fica para a próxima.
Ferrugem
Depois do ótimo show do Chico Amaral (embaixo da Ponte dos Contos) fui, então, conhecer o Bené da Flauta (Rua São Francisco, 32; 31 3551-1036). Casa ampla e bonita, atendimento bem formal e cardápio variado, mas sem maiores ousadias, com predomínio de filés. Influenciado justamente por isso, resolvi experimentar um deles, o turnedô ao molho ferrugem com arroz à piemontesa.
Mas antes me regalei com duas taças do ótimo chope Falke Bier (presente desde a inauguração, há cerca de três anos), que tentei harmonizar com o couvert (conservas de berinjela e abobrinha; pimentão e tomate assados), servido gelado. Eu sei que conserva não se come quente, mas gelada é dureza!
O filé veio no ponto solicitado e estava macio e suculento, guarnecido por arroz à piemontesa razoável. Menos sorte teve minha mulher, que se achou perdida num prato que julgou (e eu concordei) ter elementos demais: folhado de frango com espinafre, gorgonzola, molho de funghi e arroz com amêndoas. De toda forma, talvez a casa mereça nova visita. Quem sabe na hora do almoço, quando servem pratos mineiros?
Michael Jackson
Aproveitei para rever dois lugares que já conhecia: a pizzaria O Passo (Rua São José, 56; 31 3552-5089) e o mineiro Chafariz (Rua São José, 167; 31 3551-2828). O primeiro continua como na primeira vez: atendimento satisfatório, ambiente agradável (apesar de a varanda ter sido transformada numa boate em tributo a Michael Jackson) e boa pizza de massa fina (mas acho um pecado misturar cogumelos frescos e em conserva...).
A carta de vinhos conta com várias opções entre R$ 40 e R$ 60 - o que é bom -, mas acredito que ainda possa ser feito esforço no intuito de ampliar a oferta que se enquadra abaixo desse patamar. Gostei do espanhol Artero (tempranillo), ainda mais quando pesquisei sobre ele no Google e descobri que custa menos de R$ 30 na prateleira!
Licor de milho
O almoço no Chafariz não teve surpresas. O bufê mineiro continua bom, no mesmo padrão de antes. Frango com quiabo, frango ao molho pardo, costelinha (tinha mesmo que ser defumada?), couve, arroz, tutu (menos espesso que o habitual), tropeiro (vegetariano; quem quiser, que adicione sua linguiça), lombo fatiado, mini linguiça (não poderia ser uma com mais cara de "da roça"?), ótimo torresmo, mandioca, excelente couve refogada, bambá de couve, banana assada, farofa e por aí vai. Para comer à vontade, incluindo mesa de doces e queijo, cachaça, licor e café, com ambiente muito agradável e atendimento de primeiríssima, achei justo pagar R$ 34.
O licor de jabuticaba servido no Chafariz eu já conhecia. É ótimo. Deu vontade de levar uma garrafa comigo, mas a casa onde é feito e vendido, ao lado do restaurante, estava fechada! Por falar em licor, há uma loja na rua Direita, pouco abaixo do restaurante Casa do Ouvidor, que vende um licor de milho ótimo. Por pura falta de atenção, esqueci o nome, mas não tem erro: loja pequena, abarrotada de chocolates e licores. Provei por pura curiosidade, pois nunca havia visto e me surpreendi com o sabor. Também me agradaram os chocolates da loja Chocolates Ouro Preto (Rua Getúlio Vargas, 66; 31 3551-7330).
Azia
No domingo fui para Mariana assistir ao show do Beto Guedes. Decidi, então, comer algo por lá. Que arrependimento! O lugar que escolhi está tão abaixo da crítica, que não merece nem ser citado aqui. Fiquei assustado com o baixíssimo nível do atendimento e com a pizza sem vergonha que chegou à mesa - e olha que uma das especialidades do lugar era pizza. Que tipo de turista Mariana quer atrair com um serviço desse?
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Portugal - O pastel de Belém

Depois de me fartar no ótimo Solar dos Presuntos, segui para caminhada pelas ruas de Lisboa. Como o objetivo era aproveitar ao máximo o dia livre para experimentar sabores locais, quanto mais longo o roteiro, melhor. Afinal, era preciso fazer a digestão! Agradeci a sobremesa pensando em guardar apetite para o pastel de nata de Belém: a ida a Antiga Confeitaria de Belém (Rua de Belém, 90) é um programa clássico e obrigatório para o turista.
Saí do Rossio em direção ao boêmio Bairro Alto. Subi a bela rua Garrett (foto acima), que começa na frente dos Armazéns do Chiado (transformado em centro comercial), para conhecer o café A Brasileira, um dos mais famosos da cidade. Inaugurado em 1905, tem entre as mesas do calçadão uma estátua do Fernando Pessoa. A vitrine estava atraente, lotada de doces e pasteis de nata, mas eu sabia muito bem que deveria me poupar para Belém.

Desci a rua do Alecrim até a praça próxima ao Mercado da Ribeira. Havia lido sobre a variedade de peixes e frutos do mar de lá, mas dei de cara com as portas fechadas. Já passava de 14h. A visita acabou ficando para a manhã do último dia. O caminho até Belém é talvez longo demais para ser feito pé, motivo pelo qual peguei ali mesmo um ônibus que me deixou praticamente na porta da confeitaria.

A casa é enorme e o encadeamento dos seus vários ambientes tem um quê labiríntico. Vive cheia de gente, mas é tão grande e tem tantas mesas que não é preciso se preocupar. Sempre terá um lugar para sentar! Garçons circulam sem parar no leva e traz de pratinhos brancos pelos salões da confeitaria, aberta em 1837. Na entrada, prateleiras até o teto, abarrotadas de vinhos. As paredes são decoradas com lindos azulejos azuis e brancos com os mais variados motivos.

Já havia vistitado a casa em 2006, quando conheci Lisboa, mas asseguro que esse pastel de natas valeu a segunda visita. Base crocante, recheio cremoso e superfície curiosa, que parece queimada. Na primeira vez, comi com uma taça de porto. Era um começo de noite, em pleno inverno. Agora o acompanhamento foi água mesmo! Sou apaixonado por vinho do porto, mas não acho que cairia bem no meio de uma tarde com sol de rachar.

Uma pitada de açúcar e outra de canela são indispensáveis!
Bem perto da confeitaria está o bonito Padrão dos Descobrimentos, monumento de concreto com quase 60m de altura, erguido para comemorar os 500 anos da morte de Henrique, o Navegador.

E a alguns passos dali está a famosa Torre de Belém.

Ah, a água do rio Tejo é salgada!

domingo, 5 de julho de 2009
Portugal - Hora do almoço
A pequena dose de ginjinha e a caminhada pelo Rossio e seus belíssimos arredores ajudaram a abrir o apetite. A ideia era escolher a dedo um lugar especial (e que coubesse no orçamento apertado de jornalista sul-americano) para almoçar no mágico dia livre em Lisboa. Opções não faltavam, mas é bom alertar que a quantidade de restaurantes com cara de "pega-turista" na rua das Portas de Santo Antão (uma das principais da área) é grande. O melhor a fazer é seguir a intuição e as indicações de amigos e de bons guias de viagem, como o excelente Rough Guide Directions Lisboa, que foi muito útil, preciso e fácil de consultar. Recomendo.
Vários restaurantes de Lisboa têm vitrine na entrada. Elas exibem, quase que invariavelmente, peixes, frutos do mar e patas de porco. Um verdadeiro convite para o pedestre! Na maioria desses lugares o tamanho dos crustáceos impressiona. Entre os maiores estão os camarões-tigre, trazidos da costa de Moçambique. São realmente enormes. E olha que esses aí embaixo nem são dos maiores...
Inclusive, durante a viagem ouvi dizer que onde há boas mangas, há camarões grandes. Independente de ser verdadeira, essa pérola da sabedoria popular lusa é boa!
Também muito comuns em restaurantes lisboetas são os aquários, que literalmente mantêm viva a matéria-prima. O excelente Solar dos Presuntos, onde almoçamos, é um deles. Reparem no tamanho do caranguejo a direita - tenho quase certeza de que se trata de um crustáceo chamado de sapateira em Portugal.

A casa tem duas vitrines: uma com esse imenso aquário e outra com uma bela pata de presunto de porco preto. Sim, presunto cru português! Para quem não sabe, não é só na Espanha e na Itália que se pratica a arte de curar patas de porco. Portugal também tem seus porcos pretos criados em liberdade e alimentados com bolotas. O presunto cru deles também é soberbo e não deve absolutamente nada aos dos demais países europeus.

A casa tem duas vitrines: uma com esse imenso aquário e outra com uma bela pata de presunto de porco preto. Sim, presunto cru português! Para quem não sabe, não é só na Espanha e na Itália que se pratica a arte de curar patas de porco. Portugal também tem seus porcos pretos criados em liberdade e alimentados com bolotas. O presunto cru deles também é soberbo e não deve absolutamente nada aos dos demais países europeus.
À medida que a hora do almoço se aproxima, os pratos com fatias do extraordinário pata negra lusitano se multiplicam na vitrine.
Vejam só a festa que é possível ser feita com 25 euros por cabeça:
- Prato com fatias de presunto pata negra (o guia informa que vem da região do Minho; antes de comprovar seu sabor fantástico, atingi o nirvana sentindo o seu aroma por alguns segundos), paio português (saboroso e totalmente diferente do primo brasileiro que integra a feijoada) e o fabuloso queijo São Jorge (feito na ilha homônima, no arquipélago dos Açores), que apesar de ser tão emblemático no país quanto o mítico Serra da Estrela, eu não a fazia a menor ideia de que existia. Doce, picante e intenso. Uma das boas descobertas da viagem.


- Cesta de pães fresquíssimos e quentinhos, que foi muito gentilmente (pois foi sem acréscimo na conta!) reabastecida tão logo uma nova fornada saiu da cozinha. Todos deliciosos.
- Uma garrafa do leve e refrescante vinho verde de Monção, de uma pequena cooperativa de produtores. Geladinho e por 9 euros, não poderia ter havido melhor opção.
- Bacalhau à Gomes de Sá era o prato do dia (mais em conta do que o restante, portanto; 15 euros). Uma verdadeira pratada de bacalhau, cebolas docinhas, batatas coradas e macias, algumas tiras de pimentão vermelho, azeitonas verdes, ovos cozidos e salsa. Aparentemente, não há em Portugal o hábito de se comer com uma garrafa de azeite ao lado, como vem ficando cada dia mais comum no Brasil. Pudera: a travessa chega à mesa com boa quantidade de azeite quente. O bacalhau veio do jeito que eu gosto: dourado por fora, textura preservada e pouco sal. Memorável.
- Água, um pires de azeitonas verdes e 10% de serviço. Bastante justo, não? Digamos que 25 euros equivalem a cerca de R$ 70. Quanto é que a gente anda pagando mesmo por um único prato principal (individual) num bom restaurante brasileiro?
Isso sem falar no atendimento eficiente e simpático do garçom que nos atendeu, o Sr. Malagueira:
Para terminar, mais alguns cliques feitos lá no Solar dos Presuntos. O homem à frente da casa, Sr. Evaristo (depois de tudo o que comi lá, não é difícil entender porque estampa um sorriso tão gostoso como esse no rosto):
Peixes frescos chegando e sendo exibidos com o maior orgulho (essa atitude é coisa linda de se ver):
Nem só de vinhos de 9 euros vive a adega local:
Acho que nunca vi lagostas dessa cor:
A vitrine de sobremesas:
A cozinha:
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Portugal - O dia que nunca acaba
Cheguei ao hotel bem cedo, por volta das 7h3o (hora local). A própósito, o hotel - Tivoli, na avenida Liberdade, ponto estratégico - é lindo, elegante e confortável. Merece tempo para ser melhor explorado do que numa curta viagem a trabalho. O quarto é de um conforto e bom gosto incríveis. A equipe é simpática e altamente eficiente. Só para dar uma ideia, na véspera da viagem de volta, de madrugada, um dos funcionários reapareceu em menos de dez minutos com minhas centenas de garrafas e potes de vidro perfeitamente embalados em plástico bolha. Sem falar em cada vez que chegava da rua e encontrava cartas muito gentis escritas a mão, acompanhando docinhos, frutas frescas, água mineral nórdica e vinho do porto (muito obrigado, Sr. Rui de Sousa e Sra. Sofia Rodrigues!). Até livro sobre a história desse primoroso hotel eu ganhei.
Bom, foi a conta de deixar as malas no quarto e partir para uma bela caminhada que só terminou por volta das 20h (detalhe: nessa época, o sol só se põe por volta das 21h!). A manhã e a tarde foram totalmente livres, visto que o único compromisso do dia era à noite: jantar no restaurante Terraço, no próprio hotel, para conhecer as novidades implantadas pelo chef Luís Baena. Como só havia estado em Lisboa uma única vez e de passagem, o passeio veio a calhar!
A temporada é de caracois (que só fui comer no dia seguinte, no Alentejo). Não é difícil encontrar saquinhos como esse pendurados do lado de fora dos restaurantes, anunciando o produto da estação:
Saí com uma ideia fixa na cabeça: conhecer a Conserveira de Lisboa (Rua dos Bacalhoeiros, 24, entre a Baixa e Alfama, perto da Casa dos Bicos e do rio Tejo), loja especializada em todo tipo de peixes e frutos do mar enlatados. Repito: TODO TIPO. O endereço estava anotado, mas acabei dando de cara com a loja sem querer. Baita sorte! Aberto em 1930, o lugar é minúsculo em função da variedade de latinhas: vai da sardinha em óleo ao bacalhau assado com alho, passando por cavala defumada, lula, polvo, carapau (peixe pequenino), mexilhão, ovas, atum e por aí vai. Imperdível! As mais baratas custam cerca 1,50 euro, mas, em geral, não passam de 4 euros. Trouxe umas dez na mala. À medida que for experimentando, vou contando aqui.
Em seguida, parada no realmente minúsculo A Ginjinha (Largo de São Domingos, 8, Rossio), misto de bar e loja onde, como o ótimo Rough Guide de Lisboa descreve, "só há espaço para entrar, beber um copo e sair para a rua para ver a cidade sob uma nova luz". A ginja é uma fruta típica de Portugal, bem pequena, menor que uma cereja. A ginjinha é o licor feito com ela. Recomenda-se beber com a ginja no copo, que boia na superfície. Bebe-se o licor, come-se a fruta, cospe-se o caroço. Mais uma dose!
Aí está a garrafa que trouxe, sendo embrulhada pelo sujeito com cara de poucos amigos:
Na Casa do Alentejo (Rua das Portas de Santo Antão, 58, Rossio) funciona um centro cultural que divulga as tradições da região e um restaurante típico. Não almocei lá, mas a beleza do lugar é digna de registro. A arquitetura e os detalhes valem a visita.

A saber: o Alentejo é a região portuguesa que mais sofreu influência dos árabes. Está na arquitetura, na comida, nos nomes, nas pessoas.

Portugal - A ida passa voando...
Pois bem. Vamos a minha viagem a Portugal. Como um dos objetivos dela era conhecer os serviços de bordo da TAP para a classe executiva, o relato começa no avião. Mal acomodei as malas no bagageiro, a ultra simpática e solícita tripulação apareceu oferecendo espumante - nada mal, hein?! Sei que este blog trata de gastronomia, mas não posso deixar de elogiar a qualidade do serviço e o nível de conforto da executiva da TAP. É de tirar o chapéu. Para não me delongar no assunto, vou me limitar a um único exemplo (uma imagem vale mais que mil palavras):

O cardápio da ida foi assinado pelo chef Danio Braga (criador da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança). Definitivamente, em alguns momentos eu quase me esqueci que estava num avião. Não é para menos: jantar em etapas, pães decentes (quentinhos e macios), vinhos à escolha, queijos antes da sobremesa e por aí vai. Por acaso esse confit de coxa de pato com mandioca ao molho de laranja tem cara de comida de avião?

Sim, os queijos antes da sobremesa existem de verdade! E com um necessário vinho do porto e café (expresso) no final.

Com esse nível de regalia (filmes variados, seleção musical de primeiríssima, jornais, revistas, poltrona que vira cama e tripulação sorridente - sem falar na comida e nos vinhos), as nove horas de vôo entre BH e Lisboa passam - literalmente - voando...

O cardápio da ida foi assinado pelo chef Danio Braga (criador da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança). Definitivamente, em alguns momentos eu quase me esqueci que estava num avião. Não é para menos: jantar em etapas, pães decentes (quentinhos e macios), vinhos à escolha, queijos antes da sobremesa e por aí vai. Por acaso esse confit de coxa de pato com mandioca ao molho de laranja tem cara de comida de avião?

Sim, os queijos antes da sobremesa existem de verdade! E com um necessário vinho do porto e café (expresso) no final.

Com esse nível de regalia (filmes variados, seleção musical de primeiríssima, jornais, revistas, poltrona que vira cama e tripulação sorridente - sem falar na comida e nos vinhos), as nove horas de vôo entre BH e Lisboa passam - literalmente - voando...
Aqui tem
classe executiva,
comida de aviao,
danio braga,
tap,
viagens
sábado, 27 de junho de 2009
Saudades do Tejo...
Peço desculpas pelo longo período sem postagens, mas andei totalmente sem tempo nos dias que antecederam minha viagem a Portugal. Fui no domingo passado, dia 21, e voltei anteontem, dia 25. Estive em Lisboa e cidades do Alentejo a convite da TAP, que acaba de lançar Prato da Boa Lembrança assinado pelo chef Vitor Sobral e vinho do enólogo Paulo Laureano (ambos portugueses). Os dois itens serão oferecidos em breve para passageiros da classe executiva em alguns vôos para o Brasil e Luanda - Belo Horizonte, com seu ótimo vôo direto para a "terrinha", não ficou de fora. É como nas casas que fazem parte da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança: o passageiro que escolhe o prato indicado, leva a cerâmica decorativa para casa. Andam chamando isso de "restaurante que voa"! A saber: bacalhau de caldeirada com hortelã, batatas e pimentões. Já o vinho do Paulo é o Antão Vaz Chef's Collection, branco da região da Vidigueira desenvolvido por ele e Vitor. Uma bela dupla.
Nos próximos dias, começarei a postar em capítulos o dia a dia dessa viagem maravilhosa e extremamente gastronômica, que recomendo fortemente a todos que gostam de comer e beber bem. Inclusive, esses capítulos se estenderão ao longo dos próximos meses, à medida que for experimentando os vinhos, licores, azeites, vinagres, azeitonas, conservas, embutidos, queijos e sais que trouxe na mala!
Nos próximos dias, começarei a postar em capítulos o dia a dia dessa viagem maravilhosa e extremamente gastronômica, que recomendo fortemente a todos que gostam de comer e beber bem. Inclusive, esses capítulos se estenderão ao longo dos próximos meses, à medida que for experimentando os vinhos, licores, azeites, vinagres, azeitonas, conservas, embutidos, queijos e sais que trouxe na mala!
Assinar:
Postagens (Atom)



















