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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Fui ao Braca e gostei

Ontem, finalmente, fui conhecer o Braca. Eu e um velho amigo diplomata chegamos por volta das 23h15, temendo que não houvesse mesa. Mas tinha - e mais de uma. A escolhida foi uma do canto, na divisa com o Assacabrasa e atrás da chopeira. Na hora da empadinha, descobri que o sino ficava logo acima da minha cabeça!

Foi impressionante: um minuto depois do badalar do sino, praticamente não havia mais empadinhas! Aquele velho esquema "Bobeou, dançou". Mas não dançamos. Essa aí é de camarão e estava boa:
Já me acostumei as empadinhas servidas nas próprias forminhas de alumínio para comer de colher (o Redentor, que tem sócios em comum com o Braca, já as serve há tempos), mas meu amigo estranhou a moda. Disse que lá em sua Barão de Cocais ainda se come empadinha com as mãos. É que a forminha vem muito quente e massa da empada dele estava agarrando um pouco. Mas nada que o chateasse, pois achou a empada deliciosa. Pessoalmente, gostei mais da de frango, que veio em seguida. Também experimentamos o "exibidinho" de camarão, espécie de miniescondidinho servido na mesma forminha da empada:
Leves, cremosos e bem tirados, os chopes desciam redondos um após o outro. Se estivessem um pouquinho mais gelados, teriam descido estupendos. Como ainda havia apetite, aceitamos a sugestão em destaque no cardápio, o ragu de rabada com polenta frita. Bem apresentado e saboroso, embora atomatado além do meu gosto:


Perguntamos ao garçom qual era o tamanho da porção e ele, muito honestamente, não mediu palavras para nos avisar que era pequena. Talvez proporcional com os preços praticados pela casa, abaixo da concorrência. Às vésperas do encerramento da cozinha, por volta de 0h, fomos alertados pelo garçom e decidimos fazer uma reserva técnica de suprimentos para a acompanhar a saideira. Optamos pelo bolinho de picanha com recheio de queijo e coberto com molho barbecue:
Coincidentemente, nós dois esperávamos por bolinhos de mandioca recheados, daí a surpresa quando esses bem moldados bolinhos de carne chegaram a mesa. Muito saborosos e bem preparados, com a carne úmida e queijo na medida certa. Uma boa pedida. Por falar em pedida, muitas outras, tentadoras, ficaram para trás, o que me incentiva a voltar rápido ao bar. Gostei muito de lá.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Barbada da semana




Me parece justo pagar R$ 24 num belo prato de rabada com a assinatura de um chef do quilate do italiano Memmo Biadi. E não se trata de uma rabada qualquer: é feita com vinho tinto, o que confere sabor especial ao prato, dá alma ao molho. Carne macia, saborosa e untuosa. Sem gorduras em profusão e sem ter de ficar caçando fiapos de carne por entre os ossos. Sem dúvida, uma das melhroes rabadas da cidade. Agrião e polenta no prato e farta porção de arroz e feijão para acompanhar. Ah, ainda tem salada antes. Tudo incluído no preço. Para conferir, só indo ao restaurante Memmo (Rua Tomé de Souza, 1.331, Savassi; 31 3282-4992) na hora do almoço e pedindo a rabada como prato executivo.
E a sua barbada, leitor, qual é?