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sábado, 12 de junho de 2010

Elas voltaram!

Ok, ok. Sei que virei um maníaco por Portugal depois de ter voltado de minha última viagem pela terrinha, ano passado, mas é que os lusos realmente estão entre os povos europeus que comem melhor. Sem dúvida. E Portugal foi o país em que comi melhor e mais barato em todas as minhas viagens. É impressionante. Bom, mas este post foi escrito para comemorar a recente chegada de maravilhosos embutidos portugueses a minha casa, trazidos por meus pais, que mês passado fizeram périplo clássico pelo velho mundo. São todas linguiças curadas, que no aeroporto de Lisboa não custaram mais do 3 euros, cada. Dá para acreditar? Umas são velhas conhecidas...



... enquanto outras eu nunca havia visto:



A primeira é da Casa do Porco Preto, feita com carne e gordura do mítico porco pata negra, uma coisa de louco. A segunda e a que está logo abaixo são da marca Nobre, que ainda não experimentei. Notem que uma é identificada como Beirã e a outra, como Trans-montana.



Um olhada rápida no verso da embalagem não ajudou a descobrir a diferença entre uma e outra. O site, por incrível que pareça, tampouco foi útil. É de lascar, não? Só experimentando uma e outra para comparar e tentar descobrir.

sábado, 28 de novembro de 2009

O enchido português e seus usos

Só para constar: com o ímpar chouriço de porco preto de Barrancos, que trouxe de Portugal e comecei a comer ontem, fiz dois maravilhosos pratos! Eu sei que o produto por si só já é bom o bastante para ser comido sozinho, mas o risoto e o bacalhau que fiz com ele ficaram sensacionais!

Começo pelo risoto. Cortei em finas lâminas o chouriço e deixei que minassem a indescritível gordura em fogo bem baixo. Reservei as lâminas e dourei na gordura resultante a cebola picadinha. Fiz o risoto, então, da maneira tradicional. Do meio para fim, voltei com as rodelas para a panela e - a grande sacada - finalizei com os improváveis restos do pungente queijo São Jorge, que também trouxe de além mar. Melhor não poderia ter ficado.

Por fim, o bacalhau. Juninho, do Bar do Júnior, no Mercado Distrital do Cruzeiro, gentilmente me presenteou com uma bela peça do peixe, já temperado, guarnecido (cebola, pimentão, alcaparra e azeitona) e envolvido em papel alumínio. Pronto para ir para o forno. Ele me instruiu a levá-lo ao forno médio-alto por 40 minutos, virando na metade desse tempo.

Por minha conta, cerquei o envelope com batatas, cebolas e brócolis, temperei com sal e pimenta-do-reino e reguei com azeite. Na metade do cozimento, virei o bacalhau, remexi os ingredientes e adicionei grão-de-bico em conserva. Esqueci do alho! Fez falta, mas sua ausência não chegou a comprometer o resultado final, que achamos ótimo. O chouriço entrou em rodelas, que misturei no meu próprio prato: o potente casamento dele com o bacalhau muito me agradou.

Ficam aí duas dicas.

sábado, 21 de novembro de 2009

A maravilhosa gordura que derrete na boca

Há questão de alguns dias, finalmente abri um dos três sedutores pacotes embutidos que trouxe do aeroporto de Lisboa. Em razão da maior proximidade da data de vencimento, optei pelo "chouriço de vinho de Barrancos", nome dado pelos lusos a um tipo de linguiça feita com a carne e gordura do porco preto, vinho e algumas especiarias. Seguindo as instruções da embalagem, depois de abri-la esperei por 15 minutos antes de iniciar os trabalhos. Que maravilha...




Aroma intenso e sabor complexo, com perfeito equilíbrio entre as notas curadas e ácidas. Tudo com a benção da espetacular gordura do porco preto, que derrete na boca e confere untuosidade e muito (mas muito mesmo) sabor... Essa linguiça não é defumada, mas curada, e a região em que é feita - Barrancos - rendeu a Portugal uma denominação de origem protegida (DOP). No caso, a única do país para presuntos. Um link interessante e útil para quem quer saber quais são os produtos portugueses com selos DOP, ETG (Especialidade Tradicional Garantida) e IGP (Indicação Geográfica Protegida) e é esse aqui, do departamento de agricultura e desenvolvimento rural da Comissão Europeia. Para quem quiser correr atrás, a marca dos embutidos que trouxe é Casa do Porco Preto, comercializada pela Barrancarnes.


Ao que tudo indica e a julgar pela descrição na embalagem (cliquem na foto para ampliá-la e ler a etiqueta), esse porco preto é um animal primo do porco preto espanhol. Ele é descrito como pertencente de raça alentejana. É criado solto e com alimentação 100% natural, o que inclui bolotas de carvalho durante cerca de 1/3 do ano. Não é de bolotas que se alimenta o famoso primo espanhol? Pois são elas importante componente na alimentação do bicho para que sua carne e gordura se tornem tão deliciosas.

Agora restaram lá em casa um chouriço e uma farinheira. A conferir em breve.

sábado, 30 de maio de 2009

A noite da coxinha



Ontem fui apresentado a uma das melhores coxinhas da cidade. Há muito tempo venho ouvindo falar sobre a região do bairro da Graça como reduto de boas casas para se comer o salgado. Conheci apenas uma, chamada Leo Gourmmet (sim, com duplo M). Casa simples, sem luxos (a exceção do chope Krug Bier), que fica na rua Jurema, 235. A julgar pelos 15 minutos de espera, suponho que as coxinhas sejam fritas na hora. Experimentei três, todas muito boas: frango, frango com requeijão e camarão com requeijão. Valem a visita. Os telefones de lá são: (31) 3444-5847 e (31) 3442-9440.

Antes de lá, matei outra curiosidade: fui conhecer o Köbes (Rua Professor Raimundo Nonato, 31, Horto; 31 3467-6661). Também vinha ensaiando visita a casa há um bom tempo e finalmente fui conferi-la. Funciona numa garagem:



Experimentei uma porção de chouriço na cachaça (saboroso e equilibrado na pimenta) e o petisco "Bárbaro viajante", que consiste em dois bolinhos de carne (gostosos) com fatias de batata cozida, fios de mostarda escura por cima, picles e creme de queijo e alho. Voltarei para conhecer outros petiscos que me despertaram interesse, afinal, a coxinha era a ideia fixa da noite...