Mais recentemente fui conhecer outra sorveteria com essa proposta, a Sabor do Cerrado, no Santo Agostinho (Rua Mato Grosso, 960, loja 3; 31 2514-2226), e fiz matéria para o caderno Divirta-se. Gostei muito dos sorvetes de lá. E também gostei de saber que não trabalham com casquinhas (só copinho de isopor reciclado), nem com aquelas caldas e confeitos que emporcalham o bom sorvete. Vamos combinar: despejar cobertura sobre um raro sorvete de araticum é um pecado.
Como podem ver na foto, a variedade de sabores de lá (são dezenas) inclui não só os do cerrado (cagaita, baru, pequi, mangaba, buriti, gabiroba, jatobá, mutamba e por aí vai), como também os amazônicos (cupuaçu, taperebá, graviola) e, para agradar a todo mundo, os tradicionais. Recomendo fortemente o sorvete de murici. Conheci a fruta não no cerrado, mas na ilha de Marajó, no Pará, ano passado, onde também a chamam de muruci. Comi direto no pé e me espantei com o quanto era gostosa, marcante, pungente, com sabor que lembra o do parmesão. Depois, já em Belém, corri para a mítica sorveteria Cairu para experimentar a fruta transformada em sorvete e me esbaldei...
Saindo um pouco do cerrado, recomendo também o picolé de melancia da Sabor do Cerrado:
Refrescante, delicioso e ainda vem com as sementinhas, que em nada atrapalham - aliás, como virou hábito dizer hoje em dia, "conferem textura" ao produto.


