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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Como será o BH Bom de Mesa

Na última semana deste mês BH vai receber vai sediar o 15º Congresso da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança (entre os dias 28 e 30). Na sequência - dias 1º, 2 e 3 de outubro -, começará o festival BH Bom de Mesa, com chefs associados de várias regiões do país fazendo pratos especiais como convidados em restaurantes que também são filiados a associação. Como de costume, quem comer o prato do festival leva para casa um prato decorativo de cerâmica. Este é o esboço do artista plástico Jorge dos Anjos:



ARBL/Divulgação

E eis a lista de restaurantes/convidados, que acaba de me chegar às mãos:
- A Favorita - Restaurante Sushi Leblon (Rio de Janeiro)
- D’Artagnan - 66 Bistrô / chef Thomas Troisgros (Rio de Janeiro)
- Dona Derna - Restaurante Locanda Della Mimosa / chef Dânio Braga (Petrópolis)
- La Victoria - Restaurante Cantaloup / chef Eric Marty (São Paulo)
- Osteria Mattiazzi - Pizzaria Da Carmine (Niterói)
- Patuscada - Restaurante Ponte Nova / chef Joca Pontes (Recife)
- Splendido - Restaurante Oficina do Sabor / chef César Santos (Olinda)
- Taste Vin - Restaurante Margutta Città / chef Conceição Neroni (Rio de Janeiro)
- Vecchio Sogno - Restaurante Mahalo / chef Ariani Malouf (Cuiabá)
- Xapuri - Restaurante Banana da Terra / chef Ana Bueno (Parati)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Boas lembranças no Vecchio Sogno

Hoje também estive no restaurante Vecchio Sogno, na hora do almoço, para conhecer (com atraso) o Prato da Boa Lembrança da casa: codorna ao molho de jabuticaba com sagu e nhoque com parmesão sobre tirinhas de folha de mostarda. A ave estava saborosa, tenra e apresentada de maneira fácil de comer, desde que se aceite (como eu fiz) segurar a ponta dos ossinhos com as mãos. Não entendo porque as pessoas têm vergonha de usar os dedos para comer fora de casa. Fica mais fácil e, psicologicamente, mais gostoso. Inclusive, quando é esse o caso, lavandas costumam ser colocadas sobre a mesa justamente para auxiliar na limpeza das mãos.

Até que um chef muito talentoso me prove o contrário, continuarei firme na certeza de que o sagu pode até ser um elemento útil do ponto de vista visual e de textura, mas pouco ou nada acrescenta a um prato em termos de sabor. De toda forma, compreendo perfeitamente quem opta por usá-lo. Se bem que, no caso desse prato, avalio como dispensável sua presença no bom molho de jabuticaba distribuído sob as codornas. Não vejo marasmo na apresentação do prato que justifique o emprego do sagu.

Debaixo do saboroso e bem feito nhoque, a ideia era que estivessem folhas da verdura conhecida como maria gondó. Mas a falta de constância no seu fornecimento obrigou a cozinha a substituí-la por mostarda. Sábia decisão, que rima com um dos preceitos da casa, o de incluir no cardápio ingredientes populares na mesa mineira do cotidiano. Talvez espinafre tivesse ficado mais harmônico e clássico, mas ousadia é sempre bem vinda.

Em breve
O próximo Prato da Boa Lembrança do restaurante será o seguinte: nhoque ao molho de açafrão com salmão marinado e camarões, acompanhado por confit de batata doce. Excepcionalmente desta vez, cada restaurante poderá escolher o artista que quiser para criar o desenho do prato decorativo que cada pessoa ganha ao comer a sugestão da Boa Lembrança. O chef da casa, Ivo Faria, confiou a tarefa a Jorge dos Anjos, que tem alguns de seus trabalhos expostos no salão do restaurante. O prato ficará pronto em julho. Espero que quebre a falta de imaginação característica dos últimos desenhos que vi por aí.