Semana passada escrevi no caderno Divirta-se sobre o Arcangelo, misto de bar e café com certo clima underground aberto recentemente no segundo andar do edifício Maletta, no Centro de BH. Pouco depois de comunicar sua existência aqui no blog, fui até lá para conhecer o local, os proprietários e fazer a reportagem. Foi uma visita mais para conversar e ver o lugar mesmo, durando menos tempo do que a casa merece, com seus quitutes caseiros, vista privilegiada da rua da Bahia e ambiente descolado. Deu tempo de experimentar três alfajores e tomar um bom expresso tirado pelo proprietário, o escultor argentino Santiago Calonga. Ficou um gostinho de quero mais...
Acho realmente um privilégio ter um lugar como esse e com uma vista dessa no Centro para poder tomar um bom café ou uma cerveja enquanto se joga conversa fora. Pouco a pouco, lugares bacanas como o Arcangelo estão sendo abertos por lá, o que é ótimo, pois sinaliza algum desejo de que a região volte a ser um bom lugar para se frequentar por lazer. Por enquanto, as novidades quase sempre são bares ou cafés. Faltam novos restaurantes legais por lá, eu sei, mas já é um começo. Bom, para chegar ao Arcangelo, suba a velha escada rolante, caminhe no sentido contrário (em direção à varanda que dá para a rua da Bahia) e vire a direita no final do corredor:
A esquerda fica a Quina Galeria, cuja visita teve de ficar para a próxima. O Arcangelo abria sempre às 12h, mas por enquanto o horário foi empurrado para 17h - aos sábados, quando sofás são postos do lado de fora, a casa é aberta às 14h. São apenas 35 lugares, distribuídos em oito mesas. A minoria das mesas e cadeiras fica do lado de dentro e cada uma é diferente da outra, o que lembra o estilo adotado pelo Pizza Sur do Cruzeiro, casa comandada por outro argentino radicado em BH, Gustavo Roman. Um pouco diferente, é claro. Cada um na sua...
Já o cardápio de comidas, foi "instalado" na parede:
Reparem na garrafa de vidro mais à direita, sobre o balcão. Dentro dela está o cardápio de bebidas, como se fosse uma daquelas mensagens lançadas ao mar. Que ideia boa! Bem ao lado da garrafa estão pães de queijo que seguem receita do tio de Daniela Papini, namorada de Santiago e sócia na casa: levam provolone e parmesão, sem queijo minas, e podem ser recheados. Ah, também achei curiosa a maneira como apresentaram as opções de café, tudo bem explicativo:
Santiago e Daniela adoram arte. É por isso que as paredes estão tomadas por peças que eles e amigos artistas gráficos assinam. Quem quiser levar uma para casa, pode. É só perguntar o preço. O banheiro (unissex) também é "habitado" pelos amigos, que deixaram assinaturas e intervenções nas paredes:
Mulheres, não fiquem bravas comigo, mas eis uma evidência que comprova aquela velha tese de que cavalheiros não são assim uns porcos selvagens se comparados às damas em se tratando do uso do toilette. Lembrando que o banheiro da casa é unissex e o recadinho é só para elas...
