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segunda-feira, 1 de março de 2010

Barbada da semana


Há dois ou três anos ganhei uma garrafa do tinto português Crasto 2006, que provei e aprovei. Proveniente do Douro, é feito com as uvas tinta roriz, tinta barroca, touriga franca e touriga nacional. Um vinho bem fácil de beber, mas nem por isso menos interessante. Redondo e macio. Passei, então, a ficar de olho nele nas gôndolas. Descobri que custa, em média, R$ 50. Ano passado, o supermercado Super Nosso colocou esse rótulo em promoção: era algo do tipo "na compra de três garrafas, a terceira sai por 1/3 do preço". Realmente imperdível. O "problema" é que eu estava de passagem marcada para Portugal e, por isso, pensei que lá poderia ter chance de comprar vinhos iguais ou superiores por preços melhores. Voltei com bons vinhos na mala, mas todos brancos. E perdi a bendita promoção. Passaram-se meses... e eu sempre de olho no danado, que não descia dos R$ 48 ou R$ 49 nem por reza brava. Então, eis que semana passava eu passava pela seção de frutas do mesmo supermercado (unidade Lourdes) quando de repente me deparo com uma ilhota de garrafas de Crasto a R$ 39,90 (cada)! Agarrei a minha e fui me informar com o responsável pela (reformada) seção de vinhos a respeito da duração daquela promoção. Sem aparentar muita confiança no que dizia, ele me respondeu que até o início deste mês.
Ah, e por falar em vinho, fiz uma segunda visita a Enoteca Decanter e levei mais um rótulo para casa. A promoção de brancos da loja continua, ainda que com menos rótulos. Desta vez foi outro português: o branco Plansel Selecta, elaborado com as uvas arinto, antão vaz e verdelho, no Alentejo. Tem a assinatura de dois enólogos, um deles é o competente Paulo Laureano. Experimentei ontem e, se a outra garrafa que deixei na loja ainda estiver lá, é minha! Afinal, está saindo por R$ 20!